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Ago 09
Por António de Almeida, às 11:45 | comentar

   -Para José Sócrates, os grandes pontos que o separam da Direita, segundo a entrevista que concedeu ao JN , são a atitude, o investimento público e políticas sociais. Ora aqui estão três boas razões para não votar PS.

    1- Atitude, um governo que fez da mentira e trapalhada a sua imagem de marca, basta lembrar os 150 mil empregos, relatório tipo OCDE, o computador português que afinal era uma versão, no plano da credibilidade pessoal do próprio primeiro-ministro é bom nem falar, estamos a ser governados por um chico-esperto, com aptidão para presidir à colectividade do bairro, mas o país merecia melhor.

     2- Investimento público, deixar o país endividado por gerações, para levar por diante um programa de infra-estruturas assente em grandes obras, projectos faraónicos de duvidosa rentabilidade, excepto claro está, para as construtoras.

     3 - Políticas sociais, o resultado das más opções do governo em matéria de impostos, que subiram e muito durante a presente legislatura, está à vista, as empresas ficaram asfixiadas, não conseguem honrar os compromissos, para muitas não existe alternativa a encerrar portas. Em consequência aumentou o desemprego, responsabilidade directa do governo. É necessária uma redução do Estado, limitá-lo ao imprescindível, para tornar Portugal competitivo, reformando também a saúde e educação.

     - Verdadeiramente aconselhável esta entrevista a Luís Campos e Cunha, ao jornal i.

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António, assino por baixo. Nos três pontos, o que mais me espanta é Sócrates dar destaque à questão da atitude, quando este aspecto tem sido aquele de crítica mais consensual. O homem vive num mundo próprio.
jorge a 11 de Agosto de 2009 às 12:09

O que lhe falta em rigor sobra-lhe em demagogia. Vir falar nos 150 mil postos de trabalho é tão ridículo que nem me apetece comentar mas vou, tal não é a afronta ao debate sério. Sabe quanto postos foram criados até a crise rebentar? perto de 135 mil. Ahhh mas não eram 150 mil. Agora vem a demagogia: Então o Sr vive em que planeta? Em que realidade? Acha que a politica, como tudo na vida, é preto e branco? Ainda acredita nos direitos adquiridos (acho esta palavra linda) a todo o custo, menos o seu claro!
Vem falar de investimento público, com tal ignorância que nem sei como começar: Então quer investimento sem deixar encargos para gerações futuras? Devemos ter ganho o Euromilhões das nações e ainda ninguém sabe, só o Sr.
Explique lá como é que se faz investimentos sem encargos futuros? Duvidosa rentabilidade? Não está a falar nas Barragens ou na banda larga ou nas escolas, pois não? Já sei, fala nas auto-estradas. A 3ª Lisboa-Porto. A rosa, como lhe chamam os que a lançaram e não terminaram. Sabe qual é a propoção de cada uma das obras? Se não sabe devia saber antes de arrotar o quer que seja. Se sabe então está amarrado a uma qualquer (?) agenda política míope e oca.
Limitar o Estado ao Imprescindível? Essa é boa... Com certeza o Sr. sabe o que é imprescindível, não é? Mas já pensou bem se o seu vizinho do lado pensa na mesma proporção (já nem falo se concorda consigo pq isso para si é o menos importante)? Vamos então debater isso, ou seja passar o resto da nossa existência a falar do sexo dos anjos!!
Quer dar exemplos? Dos Estados que conheço bem (para não falar de cor, que é o que eu acho que acontece consigo) deixe-me dizer que o mínimo indispensável é um pouco diferente da sua ideia...
Vá... não desanime e reflicta, leia, leia muito, mas não o jornal do costume pq esse parece-me a mim que é pouco rigoroso.
Quanto à entrevista do Dr., é um pouco como os pareceres, há opiniões para tudo. Leia por exemplo o expresso desta semana onde se constata que de um grupo de ilustres personagens é a 1ª vez que um governo passa a legislatura TODA com nota positiva. Servirá isto para nós reflectirmos? Não sei mas que devia, isso devia.
Samuel Borralho a 11 de Agosto de 2009 às 13:34

«Sabe quanto postos foram criados até a crise rebentar? perto de 135 mil. »

Por falar em demagogia: estes 135 mil foram criados onde, na função pública? É que se não o foram e se o governo deles se vangloria, então também terá que assumir todo o desemprego entretanto criado.

Creio que estamos falados de demagogia, certo?
jorge a 11 de Agosto de 2009 às 14:26

Meu caro Jorge,
É caso para dizer: Mais valia estar calado...
Em relação à função Pública vigora a "lei" 2 por 1. Entra 1 pessoa por cada 2 que saiam. Mas o sair não representa o desemprego, meu caro. Neste caso até representa a aposentação! De qualquer modo fica o Sr. A saber que são 135 mil líquidos! Isto quer dizer, que é o saldo entre os postos criados e os destruídos. Mas até aí (destruídos) haverá inumeras razões para acontecerem. No entanto o essencial não é isso. O que importa, em termos de dinâmica de economia, pq isso é que é importante, é realmente a diferença entre ambos, o tal SALDO!!!!
Isto é, não são postos de trabalho que existem mas sim os CRIADOS. E sabendo nós que a Função Pública emagreceu em numero, está à vista que não foi daí.
Mas diz o Jorge que então o governo terá que assumir o desemprego criado? Mas quem é que lhe disse que foi o Governo o responsável? Ou será que é daqueles que acredita que o governo é responsável por tudo? Até pelo desemprego criado? Estamos em 2009 meu caro, o tempo da demagogia do PREC acabou (ou pelo menos devia). Pare de reclamar e faça a sua parte. SEMPRE mas SEMPRE de mão estendida não é remédio!!!!
Sim e estamos, infelizmente, a falar da SUA demagogia e das suas ideias retrogadas e míopes que ainda existem neste país! Eu tenho pena disso mas vejo que a miopia daqueles que ainda perduram neste país infelizmente são uma realidade que nos vai ainda atrasando.
Samuel Borralho a 11 de Agosto de 2009 às 15:05

Olá Samuel. Obrigado pelo seu iluminado esclarecimento, profundo e delicado, que consegue ser humilde apesar de começar por mandar calar quem não partilhe da mesma opinião. Coisas de pessoas que gostam de uma boa troca de argumentos, nitidamente.

Admite portanto que esses 130 mil empregos não foram criados na função pública. Ora é precisamente aí onde o governo poderia, com justa causa, vangloriar-se de ter criado empregos. Assim sendo, está a gabar-se que os privados fizeram. E se o faz para quando as notícias são boas, também terá que o fazer quando as notícias são más. Percebeu? É aqui que está a demagogia.

Obviamente que existe outra alternativa: o governo não teve responsabilidade alguma na criação dos 130 mil empregos, como também não é o único responsável pelo actual desemprego.
jorge a 11 de Agosto de 2009 às 23:40

Troca de opiniões certo mas convínhamos que gosto de o fazer com afirmações verdadeiras e aí é que vem a verdadeira demagogia, a sua ou ainda não percebeu isso? Vir colocar um post num blog afirmando inverdades e depois ,face às críticas ,não as conseguir digerir é problema seu. Agora não venha dar a volta à sua própria demagogia. Diz que o Governo não tem responsabilidade alguma, zero então, no emprego mas no entanto não é o único responsável no desemprego, ou seja, para si só é responsável no mal. A isto se chama de demagogia meu caro!!! Demonstra bem a sua balança de ideologia: Para o lado do Governo pende as responsabilidades (não a sua ou a de todos nós porque nós somos apenas uns meros peões nesta conspiração, quiçá da maçonaria!!!) e para o lado dos outros pendem os méritos (não a do Governo porque esse só nos sabe roubar). Curto, não acha? Muito míope! Mas eloquente no seu modo de estar na sociedade e na vida em geral: Direitos meus, deveres do Estado, Governo ou de qualquer coisa nacional!
Já agora, não se ofenda em eu dizer que mais valia estar calado, nem o entenda como uma ordem. Se a carapuça o serve é porque já a ouviu algumas vezes. Pelo que conheço de si (pouco é verdade) parece-me que pelo menos devia pensar um pouco nisso, em se calar de vez em quanto mas atenção não o faça contrariado porque ainda vem para aqui dizer que alguém a mando do Governo o tentou calar.
Infelizmente espera mais alguma coisa de um espaço de discussão mas este tem pouco, muito pouco.
Podia ainda falar da sua falta de argumentação ao resto das razões que apresenta mas já vi que deve ter tirado essas ideias num qualquer panfleto de propaganda e por isso falta-lhe o resto: a SUBSTANCIA!!
Samuel Borralho a 12 de Agosto de 2009 às 10:42

Samuel, não pretendo fazer carreira de comentaria ao que escreve por isso dou por encerrada a minha parte com este comentário. Faço-o, sobretudo, para que me elucide onde, no que escrevi, afirmo «vem para aqui dizer que alguém a mando do Governo o tentou calar.» Fala em enfiar carapuças e eu cá tiro as minhas ilações.

Conseguiu, ainda tanto extrapolar sobre o que eu não disse e sobre o que não conhece de mim, com acusações várias, sem que no entanto desmontasse o meu argumento:

- se o governo se acha responsável pela criação dos 130 mil empregos (que não criou), também tem que tem assumir a responsabilidade do actual desemprego (do qual não é o único responsável).

Cumprimentos,
J.
jorge a 12 de Agosto de 2009 às 11:38

Não percebeu o que escrevi. Foi uma pequena provocação, para que não retirasse das minhas palavras alguma intenção de censura (algo muito na moda), apenas isso. Penso que não extrapolei nada, apenas queria saber os seus argumentos e factos que sustentem as suas e as outras afirmações neste blogue. Continuo à espera. O Governo é co-responsável por tudo onde intervêm, seja por excesso ou por defeito. No seu ponto de vista acha que só tem por defeito e no desemprego. Acho que isso é ignorância, quer económica quer política e daí vem a sua demagogia. Mais claro do que isso não consigo, acho eu. Pensava que estava habituado a uma escrita mais criativa e rica mas como penso que só deve ler ou o panfleto de propaganda ou o Correio da Manha não está (outra provocação…). E como o meu caro fico-me por aqui.

Obrigado por tudo.

Atenciosamente,
Samuel Borralho
Samuel Borralho a 12 de Agosto de 2009 às 14:27

Tanto tempo de antena num jornal sem uma palavra da erc?
Daniel João Santos a 11 de Agosto de 2009 às 14:38

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