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Ago 09
Por Elisabete Joaquim, às 20:20 | comentar

No blogue Jamais, as querelas internas (entre “inimigos figadais”, como assume José Pacheco Pereira), e sub-internas (com o PS, na figura do blogue Simplex), pelo poder continuam.

 

A lógica de ataques/preferências pessoais em detrimento de argumentação ou razões teóricas tocou o seu máximo expoente neste texto em que um comentador do Jamais “comenta” um texto do Simplex não com contra-argumentos, mas sim com aquele que será talvez o maior golpe sujo a que se pode recorrer na política: denegrir a família (não a família política, a família real) de quem escreve, para depois inseri-lo no saco dessa raça desprezível que por nascimento não merece sequer debate.

 

O que é mais preocupante aqui nem é tanto que PS e PSD estejam com isto a esfregar nas nossas barbas que a luta que encetam pelo poder é para o poder, e que nessa luta não se valem de argumentos porque isso significaria que estamos a falar de uma luta política ou teórica, mas não estamos. O que se passa nos blogues dos partidos da chamada força política central é em grande parte uma recriação daquilo que acontece quotidianamente na AR: 90% discurso de guerrilha e insultos pessoais e muito poucas energias gastas na discussão de problemas exteriores, isto é, Portugal. E pelo tom que a coisa toma, tanto na AR como nos blogues, seríamos levados a crer que os nossos políticos se orgulham dessa fibra guerrilheira, como se as suas pequenas querelas interessassem aos cidadãos, fartos do autismo bélico dos seus políticos.

 

Mas o que mais preocupa é que golpes como aquele que está em causa sejam usados com tal leviandade, e que o debate político tenha chegado a este ponto em que a redução da política aos pessoalismos se tenha tornado recorrente e inócua (o que se confirma por muitas das reacções pós-post). Chegámos a um ponto em que o discurso acéfalo e amoral é sem dificuldade caracterizado de “político”.

 

Portugal pode ter muitos problemas estruturais politicamente falando, derivados da ditadura, da revolução, da Constituição, da própria matriz do sistema, mas o maior problema da política portuguesa deve-se  à sua falta de cultura Ética.

 


De facto em política não deve, não pode valer tudo. O episódio entre A.Candal e José E. Martins, ou os cornichos de Manuel Pinho irão certamente ter continuação, isto ainda não bateu totalmente no fundo.
António de Almeida a 16 de Agosto de 2009 às 22:43

E aquele que mandou o opositor para onde não devia? Era do PSD, bem posto e de boca suja. Falou-se pouco disso
amália a 17 de Agosto de 2009 às 15:49

Para estas pessoas, tudo vale quando é o ganha pão que está em causa.
jorge a 17 de Agosto de 2009 às 01:43

Estiveram os dois (João Gonçalves e João Galamba) muito mal.

O João Gonçalves, porque recorreu a um argumento de assassínio de carácter: julgar um filho pela má (verdadeira ou falsa, pouco interessa) reputação do pai e reduzi-lo a isso.

O João Galamba, não só porque o insulto é feio e gratuito, mas porque me pareceu ser intencionado como uma "prova de serviço" ao PS.

Dito isto, utilizar o episódio como ilustração do que se passa nos dois blogues é excessivo. Já vi muitos bons posts nos dois e creio que a discussão vem de trás, de um primeiro post em que o João Galamba se referia ao João Gonçalves como salazarista. Uma questão de egos, portanto, que dificilmente servirá para ilustrar qualquer tese.
José Barros a 17 de Agosto de 2009 às 03:09

É claro que há excepções, mas o tom geral de guerrilha vazia sem alicerces teóricos está amplamente presente, em vários post e autores. Obviamente não os ia referir a todos para marcar o meu ponto de vista, escolhi o exemplo que me parece mais flagrante, mas havia muitos outros que elevam ao ridículo a noção de lavagem de roupa suja em pública.

mas havia muitos outros que elevam ao ridículo a noção de lavagem de roupa suja em pública. - Elisabete Joaquim

Há bastantes desse género, concedo.

Mas também há estes de Maria João Marques:

http://jamais.blogs.sapo.pt/76215.html

http://jamais.blogs.sapo.pt/69807.html

Ou estes de JPP:

http://jamais.blogs.sapo.pt/87448.html

http://jamais.blogs.sapo.pt/87752.html

http://jamais.blogs.sapo.pt/87951.html

Só para citar posts do Jamais, sendo que quem for leitor do Simplex também encotrará boa discussão política nesse blogue. E o ponto é esse: demonizar a discussão política porque, por vezes se transgride a boa educação e o bom gosto, é a melhor maneira de destrui-la, substituindo-a por nada, porque nada há para substitui-la. Particularmente, não gostei da troca de insultos, nem gosto do baixo nível da discussão sempre que se pessoaliza os temas. Mas é importante discutir a corrupção, por exemplo, e engane-se quem ache que isso acontecerá com falinhas mansas ou sem que se gere um tumulto. Talvez o país precise disso mesmo.
José Barros a 18 de Agosto de 2009 às 01:45

«Talvez o país precise disso mesmo.»

Tenho de discordar, o país não precisa de mais querelas vazias (com base em insultos pessoais), o país precisa de debate.

E ao alertar para o mau contributo que essas atitudes dão (o autor do post em questão no jamais decidiu agora sair) não pretende destruir o debate mas sim pelo contrário recentrá-lo naquilo que importa.

Espero que os autores dos dois blogues (atrevo-me a dizer sobretudo do Jamais) percebam rapidamente que esse tipo de atitude tem um impacto muito negativo na opinião dos leitores, e que prejudicam o esforço sério que outros colegas de blogue estão a fazer.

Tenho de discordar, o país não precisa de mais querelas vazias (com base em insultos pessoais), o país precisa de debate. - Elisabete Joaquim

O meu ponto é que a Elisabete não conseguirá ver um debate sobre temas como a corrupção e a falta de tranpaerência na gestão de dinheiros públicos sem que fatalmente a mesma se torne violenta e azeda.

Acaso algum dos posts de JPP no Jamais não são de discussão política pura? O problema é que precisamente porque o são, haverá sempre alguém que se considerará vítima de acusações e reagirá de forma ainda mais violenta, como se comprovará pela leitura dos comentários de resposta no Simplex. Ou seja, não há maneira de haver discussão pacífica sobre o tema. E a alternativa à discussão acesa é a não discussão. O que me parece bem pior, porque significa varrer problemas graves da democracia para debaixo do tapete...
Anónimo a 18 de Agosto de 2009 às 18:40

O comentário anterior é meu.
José Barros a 18 de Agosto de 2009 às 18:41

Fui ler o texto do simplex para ver o “argumento”.
É este:

1) Portugal não está em crise, 2) A causa dessa prosperidade relativa são as políticas do Governo, 3) essa prosperidade seria mais franca sem a crise internacional, 4) Sócrates não é um aldrabão.

Se a Sr.ª se enfastia e entende qualquer vantagem para a razão no “contra-argumentar”, faça o favor de se recrear. Eu entendo que se trata de uma pomposa inanidade parida em arremedos analíticos e na qual identifico - de facto - o ADN do progenitor.

Da minha indisponibilidade a Sr.ª concluirá um “golpe sujo” e a minha “falta de cultura ética”. Faça como melhor a informar o seu entendimento, ajardine os seus princípios pelos lugares que muito bem entender. Eu não guardo o cuidado das boas maneiras por estes filhos da … política. É uma civilidade que reservo apenas a quem tem sensibilidade para a apreciar e o “rapaz” já dá mostras da desonestidade intelectual que faz parte do nepotismo feito ofício.

No mesmo dia em que a criatura zurrou o “argumento”, a “família” nomeou outro “rapaz” para uma coisa muito bem inventada e que se chama “provedor do crédito”. Vai abichar 6000 (+ “ajudas” da praxe) a serem debitados na conta do freguês que vive a crédito.
Veja mais exemplos mesmo aí abaixo, para não sair de casa.
Cultura ética para os javardos do regabofe? Não seja perdulária, guarde-a para aqueles a quem não sobra mais nada. Os filhos da política não estão minimamente interessados nessa cultura porque a vergonha é igual à dos progenitores. Tudo o que lhes interessa é uma provedoria, um instituto, um parecer, uma adjudicação, um contrato, um lugar no conselho de administração, enfim, “alguma coisa se há-de arranjar para o rapaz” do senhor governador e o mais certo é que já esteja a abichar.
Se não abicha, está na bicha para abichar.
Não se apoquente.
dutilleul a 17 de Agosto de 2009 às 03:13

Parece que o “rapaz” dá aulas de filosofia… numa faculdade!
Eu não disse que havia ali arremedos analíticos?
dutilleul a 17 de Agosto de 2009 às 03:22

Tem razão, considero que essas ferramentas são boas para as tascas e não para o debate público. Utilizá-las porque o adversário, "os javardos", não merecem outro tratamento, é enfiarmo-nos a nós próprios nessa categoria.





Devo ser culpado de algum mal-entendido. Explico-me melhor.

O que eu disse e mantenho é que os javardos do regabofe não são credores de quaisquer delicadezas. Não são meus “adversários” como pretende (era o que mais faltava); são meus inimigos, são seus inimigos, são inimigos das comunidades que parasitam, são inimigos da democracia e da sociedade portuguesa.
Disse que não só não são dignos como não estão em condições de apreciar a dignidade.
dutilleul a 17 de Agosto de 2009 às 13:36

Mantenho que chamar "javardo" ou chamar a família de alguém para a conversa não é aceitável como reposta a um texto que se pretende inserir no debate político.

Os meus inimigos e os dos cidadãos representados pela nossa classe política são aqueles que introduzem ferramentas desses género no debate público.

Se têm algo contra a pessoa em questão, reservem um espaço para o demonstrar. Deduções duvidosas com base em linhagem e insinuações sobre a vida profissional da pessoa (nem sequer percebi onde quer chegar ao dizer que o "rapaz" - que por sinal é doutorado em Filosofia - dá aulas) estão na mesma lógica desse comportamento javardo que parece criticar.

1) Menciono a qualidade de doutorado em filosofia numa relação com a incapacidade do doutorado em construir um argumento com algum préstimo para se “inserir no debate político”.

2) A “amoralidade” que a Sr.ª atribuí ao Sr. João Gonçalves é ajuizada no facto de este último ter afirmado que A é filho de B.

3) O nepotismo é uma coisa de javardos e não o queria dizer a propósito de qualquer texto; mais uma vez me declaro culpado pelo mal-entendido.

4) O nepotismo não é uma “dedução duvidosa com base em linhagem e insinuações sobre a vida profissional” de quem quer que seja; é uma coisa quase diariamente ilustrada pela nossa classe política.

5) De facto não percebeu e a culpa é toda minha.

6) Se não percebeu devia ter a prudência de não precipitar “duvidosas deduções.”
dutilleul a 17 de Agosto de 2009 às 14:55

2) A “amoralidade” que a Sr.ª atribuí ao Sr. João Gonçalves é ajuizada no facto de este último ter afirmado que A é filho de B.

Não, a amoralidade que atribuí ao posto de João Gonçalves foi devido a este ter reduzido o exercício de debate público a esta questão. Mas pelos vistos o sr. tem dificuldade em perceber onde há mal nisto.

Quanto ao nepotismo, a havê-lo, aponte-se claramente para ele. Sujar a imagem das pessoas por causa de intuições não confirmadas por provas não é aceitável.

Como já disse, o único “debate público” passível de ser suscitado pelo “argumento” do Sr. João Constâncio é precisamente a irrelevância de o Sr. João Constâncio ser filho do Sr. Vítor Constâncio.
E – asseguro-lhe que não me ocorre uma maneira menos deselegante para dizer isto - parece-me que a Sr.ª revela algumas dificuldades em perceber qual é o mal de uma coisa destas.
dutilleul a 17 de Agosto de 2009 às 17:05

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