ou a velha (e nunca aprendida) lição de que os problemas não se resolvem pela aparência, mas apenas agindo na essência.
Regulators close 2 banks in Florida, 1 in Oregon, marking 72 US bank failures this year
Associated Press
Last update: August 7, 2009 - 10:46 PM
U.S. regulators close three banks
Fri Aug 14, 2009 10:08pm EDT
US regulators close Colonial
By Julie MacIntosh, Henny Sender and Saskia Scholtes in New York
Published: August 15 2009 00:52 | Last updated: August 15 2009 00:52
Aug 14, 2009 6:47 pm US/Eastern
Regulators Close Dwelling House Savings & Loan
Mas não nos fiquemos por alguns artigos mais recentes e vejamos a lista completa das falências de bancos e outras instituições financeiras nos EUA, aqui.
O que terá a dizer sobre isto o simplório simplex que escreveu esta simplexidade*.
E, havido este singelo momento de devaneio, passemos ao essencial.
A pergunta lógica a fazer em seguida é: Porque acontece isto nos Estados Unidos da América e não na Europa?
Exploremos algumas das razões que podem dar respostas plausíveis:
Algumas dessas razões podem encontrar-se neste artigo da BBC News publicado em 5 de Outubro do ano passado, German bank at risk of collapse:
Traduzindo e topicalizando:
1. Ignorar as regras da UE que determinam o montante máximo de empréstimos que cada país pode contrair;
2. Alterar as regras dos mercados financeiros;
3. Injectar liquidez em qualquer banco considerado solvente (mas não verificado, como se viu no caso do BPN).
Contudo, só isto não poderia explicar a quase absoluta ausência de falências bancárias nos países da UE. Como mantém a Europa esta liquidez, que aparentemente excede a produção de moeda pelo BCE?
A resposta a estas perguntas poderá estar subjacente a esta notícia que se reporta ao conhecido caso do departamento de justiça dos EUA contra o banco suíço UBS:
Como se pode ler em cima, as autoridades norte americanas calculam em 11 triliões de dólares – pela escala numérica europeia, 11 biliões de dólares – os montantes depositados em contas reservadas de bancos europeus para fugir aos impostos nos EUA. Desses, calculam que apenas 1/3 esteja em contas suíças, o que significa que muito deste dinheiro estará em contas de outros países, que não forçosamente paraísos fiscais, como por exemplo o Liechtenstein, o Luxemburgo e a Bélgica (para só mencionar os suspeitos do costume).
Mas... que problema pode estar por detrás desta constatação?
É muito simples. À medida que o dinheiro for ficando visível, o interesse dos seus proprietários em mantê-lo na Europa desaparece. A maior parte destas contas europeias, que estavam em bancos ainda não acusados pela administração norte americana, já terão por esta altura zarpado para outros lugares e continentes, ou estarão em vias disso.
Ora, o resultado imediato desta acção será um decréscimo muito rápido e acentuado da liquidez nos países da Europa, agravado pelo facto de, em muitos casos, os bancos estarem a esconder este sangramento para não se colocarem à mercê das questões judiciais que daí resultariam.
E, a crise financeira voltará a agravar-se. Ou pensam que é por acaso que, ao contrário dos socretinos por aí andam (ainda), o senhor Trichet recomenda prudência (mesmo pressionado por Bernanke ao contrário) e a senhora Merkel faz estas declarações. Ora ora...
Nota: Este texto foi publicado primeiro aqui.
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*O mau neologismo simplex - tão ao gosto destes maviosos e loquazes nerd-socialistas – expressa muito bem a qualidade do que vai nas suas elementares cabecinhas.