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Ago 09
Por António de Almeida, às 12:43 | comentar

   -Quando alguém fala em privatizar serviços de saúde ou educação, logo aparecem os socialistas acenando com o perigo de insensibilidade social. Na realidade não são as pessoas que os preocupam, mas a sua própria sobrevivência, um rápido olhar sobre os principais defensores do actual governo, mesmo na blogosfera, permite a conclusão que poucos arriscam diariamente o seu posto de trabalho, vivem encostados ao Estado e assim pretendem continuar. Na educação não existem apenas professores e auxiliares, a saúde também vai muito para além de médicos e enfermeiros. Se o Estado ficasse reduzido ao papel de regulação e fiscalização, desapareceria uma enorme quantidade de burocratas, que consomem grande parte do orçamento destinado às áreas em questão, e com eles um sem número de Direcções, Institutos e Administrações, cujos lugares, em particular os de chefia, estão infestados de tralha oriunda dos partidos políticos, em especial do chamado bloco central de interesses, nomeados na sua grande maioria pela cor do respectivo cartão e não pelas suas especiais qualificações.


estás a contradizer-te.

Já li escritos teus em que não queres o estado como regulador e nem fiscalizador.

Consideraste que qualquer regulação do estado significa a ingerência em sectores que devem ser livre.

Se os sistemas que falam devem ser privados, o estado ao exercer qualquer regulação estaria a intervir num sistema livre de mercado, algo que tu e mais alguns conhecidos nossos não aceitam.
Daniel João Santos a 22 de Agosto de 2009 às 14:53

Daniel,

é engraçado, porque fui fazer uma pesquisa no blogue do António pelo termo "regulação", e encontrei várias referências deste a situações em que esta faz sentido. Por exemplo este:
http://direitodeopiniao.blogs.sapo.pt/508605.html

Não custa nada, se o António está a contradizer-se, basta ires ao blogue dele, do qual és leitor habitual, e apontares exemplos. Encontrarás, talvez, no blogue dele e, certamente, no meu, exemplos de casos em que contestamos a regulação e fiscalização excessiva, ou situações em que consideramos que o regulador foi captado pelo sector que pretende regular, mas não venhas com essa treta da contradição, porque noutros casos esta faz, certamente, sentido. Há é uma diferença entre muita regulação e boa regulação. E ainda maior é a diferença quando não falamos de um Estado regulador, mas antes de um Estado que fornece bens e serviços.

respondido no 2711.

Aquele abraço aos dois.

Pouco me importa se o António está em contradição ou não com aquilo que já disse, se o estiver, apenas exemplifica que quem não muda são os burros em especial quando se para melhor.
Como não acredito na inexistência de Estado, este a existir, tem como dever a defesa e a representação da soberania nacional e em relação directa com estas competências ele tem de ser regulador e fiscalizador sim, quanto mais não seja do aparelho judicial e da Justiça, os quais têm por dever aplicar a constituição e as leis em vigor em todos os sectores.
Actualmente, com o actual polvo de pseudo-instituições, intromissões em áreas onde o governo não devia ser tido nem achado, e rede de interesses instalados o Estado é apenas e só o resultado daquilo que o António refere no post.
PF a 22 de Agosto de 2009 às 19:11

Diz-me quantas pessoas consideras tu aceitável que não tenham acesso aos cuidados de saúde?
manuel gouveia a 22 de Agosto de 2009 às 19:28

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