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Ago 09
Por P.F., às 00:43 | comentar

O líder do CDS/PP, Paulo Portas, defendeu hoje a prioridade ao crescimento da economia e criação de emprego face ao combate ao défice das finanças públicas.

"Primeiro a economia, primeiro o emprego, primeiro as empresas. A velocidade de redução do défice será sobretudo a velocidade e a intensidade com que conseguimos colocar a economia portuguesa a crescer", disse, num comício em Aveiro, o líder do CDS/PP.

"Não se trata de um dilema, é uma ordenação de prioridades", frisou.

Justificou que uma economia a crescer gera receita "e essa receita ajuda a equilibrar as finanças dos país", disse.

 

Uma coisa é certa, do BE até ao PP o Estado deve ser uma agência de criação e alocação de "empregos".

"A economia a crescer gera receita"... pois gera, à custa dos impostos que as empresas "dos empregos" pagam pelos novos empregados, os quais, por sua vez, também estão onerosamente sujeitos aos ditos. Mas têm um "emprego", se calhar até do Estado, mesmo que a prazo, por sua criação ter sido artificial.

Como diria o outro do FMI, "O teu trabalhinho, filho. É o mais importante de todos."


Bem, a partir do momento em que (infelizmente?) não somos uma sociedade de pequenos produtores auto-suficientes, para a maior parte das pessoas arranjar um emprego é condição fundamental para a sobrevivência, logo faz sentido que grande parte da politica ande à volta disso.
Miguel Madeira a 23 de Agosto de 2009 às 02:43

"Primeiro a economia, primeiro o emprego, primeiro as empresas. A velocidade de redução do défice será sobretudo a velocidade e a intensidade com que conseguimos colocar a economia portuguesa a crescer", disse, num comício em Aveiro, o líder do CDS/PP.

-Subscrevia sem hesitar esta parte do discurso de Paulo Portas, o problema é saber de antemão a sua forma de resolver problemas, como o Jorge também explica em post seguinte, o que vai originar alguns factos que enumerei no post "Portugal parasitado", o Estado cria empregos através dos partidos do governo, ondem conseguem colocar pelo menos, não direi que exclusivamente, amigos e conhecidos. Paulo Portas até acertou no diagnóstico, com as empresas poderemos colocar a economia a crescer, e criar emprego por essa via, serão as empresas e não o Estado a fazê-lo, mas esqueceu que o primeiro passo seria aliviar a burocracia e descer impostos.
António de Almeida a 23 de Agosto de 2009 às 08:45

Eu acho que dizer primeiro "a economia" nada acrescenta de novo, pois desde sempre todos os partidos se preocupam com esse conceito superabrangente que é a economia. "Primeiro as empresas", ficamos a saber o mesmo. Quais empresas? Grandes, pequenas, privadas, estatais? Depois, faz-se luz, "os empregos"... e disserta que é necessário "criá-los" para diminuir o défice. Não nos parece, como bem mencionas, que o caminho que ele aponta seja de todo a baixa dos impostos e da carga burocrática, mas sim os artificialismos do costume, subsídios, criação de empresas com investimento público, empregos verdes, etc. para a criação do dito emprego - o qual apenas vai mascarar a estatística com empregos a prazo e artificiais.
Por isso acho que o próprio discurso em si, é vago, déjà vu, e aponta no muitoesbatido caminho que mencionámos.
P.F. a 23 de Agosto de 2009 às 15:46

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