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Set 09
Por Jorge Assunção, às 16:28 | comentar

(via: The Economist)

 

Compensa e muito: Neste ensaio procurou-se aprofundar a análise das condições privadas de decisão de investimento num curso superior. Concluiu-se que o benefício monetário esperado da obtenção de uma licenciatura é excepcionalmente elevado, fazendo corresponder a um custo de investimento de cerca de 25 000 euros, um valor acumulado de ganhos salariais de aproximadamente 200 000 euros. A estimativa da taxa real de rentabilidade (15 por cento) excede claramente o retorno esperado de outras aplicações financeiras. [...] Não se ignora que os jovens recém-licenciados defrontam presentemente dificuldades em assegurar um posto de trabalho desencadeadas pela recessão económica e pelas restrições orçamentais. Mas esta é uma situação conjuntural que não dissipa as vantagens estruturais associadas à detenção dum curso superior. Mesmo em conjunturas económicas desfavoráveis essas vantagens persistem. Em particular, os licenciados continuam a deter uma maior probabilidade de encontrar um posto de trabalho adequado, em comparação com os jovens com menos habilitações académicas.

 

O texto em causa é de um paper de Pedro Portugal, datado de 2004, e que está extraordinariamente actual. O que não deixa de ser preocupante. Não porque seja tão vantajoso tirar um curso superior em Portugal, dadas as especificidades da nossa economia, onde há falta de pessoal qualificado, tal seria de esperar, mas porque passados cinco anos a "recessão económica" e as "restrições orçamentais" continuam a justificar parte dos problemas que os jovens licenciados (e todos os restantes jovens) enfrentam.

Outro problema que os jovens licenciados portugueses enfrentam é a elevada protecção ao emprego, que torna mais custoso ao empregador contratar e, portanto, também ajuda a explicar notícias como esta: Desemprego de jovens qualificados é mais alto em Portugal. Já os jovens desempregados não qualificados, bem podem agradecer a ajudinha que o governo socialista lhes deu para manterem-se nessa posição: Salário mínimo para 2009 fixado nos 450 euros.


Acho que o "problema" dos jovens licenciados é mais uma ilusão estatistica de que outra coisa qualquer - como eles saiem da universidade todos mais ou menos na mesma altura (algures entre Junho e Setembro) há periodicamente um salto no número de licenciados no desemprego (o que dá umas manchetes de jornais "mais X mil licenciados no desemprego"); ao fim de uns meses arranjam trabalham, mas como vão arranjando aos poucos não há nas estatisticas uma quebra tão brutal como o salto, logo não há manchetes de sinal contrário.
Miguel Madeira a 10 de Setembro de 2009 às 00:39

Não me parece que esse factor tenha muito peso, aliás, tal como indicado na notícia do Público: "o relatório mostra que o desemprego de longa duração afecta 51 por cento dos desempregados portugueses com diploma universitário e idades entre os 25 e os 34 anos." Fazer a análise para o efeito a partir dos 25 anos não é por acaso, com essa idade já é suposto o jovem ter terminado o curso há uns anos atrás. Ou seja, não estão a ser contados para o efeito jovens recém-licenciados à procura do primeiro emprego.

Exacto. Ora, basta Bolonha para encurtar as idades para os recém-licenciados. De qualquer forma mesmo sem Bolonha, para um aluno que nunca chumba a idade média será 22/23 anos e esses não são contabilizados nunca e são muitos.
nehalem a 10 de Setembro de 2009 às 14:17

Curioso é também o facto de os licenciados neste país serem os mais afectados pelo desemprego. Eu tenho uma explicação - escravatura disfarçada.
Quanto a estágios ou 1ºs empregos e falando por experiência própria, dentro da área informática, os únicos disponíveis pela maioria dos empregadores são a custo zero. Ou seja, o empregador utiliza-se durante 6 meses, ou 1 ano, dos conhecimentos académicos do candidato, com a desculpa do mesmo não ter ainda "cultura empresarial", prometendo ao mesmo tempo que após esse período o integrará na empresa, mas o certo é que o coitado (ingénuo e ansioso por uma vida independente, entre aspas, claro) é mandado embora porque há mais 10, 20 ou 100 à procura do mesmo e não é apenas de Junho a Setembro.
Ora, é este o incentivo aos jovens para estudar? 1ª experiência profissional a custo zero para as empresas?
A realidade empresarial nacional é esta - colaboradores passivos, subjugados, apavorados, porque o “mercado” actual, da forma como está a tratar a juventude não quer profissionais – quer súbditos! E tanto assim é que a utilização de estagiários tende a resultar altamente vantajosa em termos económicos para quem os acolhe, pois não existem custos de recrutamento e selecção, custos de produtividade, nem custos salariais durante o período de tempo que o estagiário permanece como um "membro temporário" da Organização; esta limita-se a usufruir do Know How do estagiário, fornecendo-lhe em troca a "experiência profissional" exigida. É no mínimo, altamente injusto para o jovem que continua a ser um dependente do apoio familiar, ou da esmola do erário público.
É também assim que se desperdiça todo um potencial de inovação e criação de riqueza, num país pobre em todos os sentidos.
Afinal, os jovens estudam anos e anos, tentam tirar as melhores médias (refiro-me ao e. público) para acabarem a "trabalhar para aquecer", sem direito a um subsídio de almoço ou de deslocação, ou uma amostra de salário, numa qualquer empresa na área em que foram forma(ta)dos, ou então agarram o 1º emprego que houver a vender apartamentos, ou num call-centre?
Outros há que arriscam e vão mais longe, seguem mestrados e/ou doutoramentos e depois têm de sair do país porque têm habilitações a mais???
Afinal onde está a lógica de uma especialização neste pais? Onde é que estão os altos salários, para não mencionar os recibos verdes... só conheço quem conseguiu um lugar, porque tinha cunha!
E o que dizer dos chicos-espertos dos empresários que vão usando e abusando dos recém-licenciados a troco de nada?
Neste país, só o crime e a cunha compensam!!!
nehalem a 10 de Setembro de 2009 às 02:59

Caro nehalem,

"Curioso é também o facto de os licenciados neste país serem os mais afectados pelo desemprego."

Não são. Os mais afectados pelo desemprego em Portugal são os jovens sem qualificações, muito mais do que os licenciados. O paper que cito ajuda a desmistificar isso.

Está rigorosamente enganado, até porque não esqueça que na nossa economia manhosa e paralela, muitos há que trabalham mas, não estão "oficialmente" empregados e mantém-se assim muitos anos, sem descontos, pagos a dinheiro, fazendo de tudo um pouco, desde a restauração e turismo ao armazém, passando pelo comércio, etc.
Quando não há trabalho num sítio, vão para outro com a maior das facilidades, pois o salário líquido em dinheiro é praticamente sempre o mesmo. A única coisa que pode mudar é a função.
Acrescente-se também que a maioria dos nossos "empresários nacionais" [PME] preferem os não-qualificados. Somente quando há necessidade de conhecimentos académicos mais avançados é que recorrem ao "estágio" [a custo zero] com os recém-licenciados.

Quanto ao paper, confesso que mal o li até porque o achei de imediato desactualizado - 2004, muita coisa mudou desde essa altura:
i) A implementação do processo de Bolonha e escuso-me de enunciar toda a problemática a nível académico e sócio-económico.
ii) Porque a "realidade" económica era completamente diferente (mesmo cá) da actual.
iii) Dados relevantes hoje, nos últimos 4 anos desapareceram 450000 empresas [PME] e 150000 empresários.

Mas há mais...


nehalem a 10 de Setembro de 2009 às 14:43

"Está rigorosamente enganado, até porque não esqueça que na nossa economia manhosa e paralela"

Estou "rigorosamente enganado" mas remete-me para a "economia manhosa e paralela", fico elucidado. Você continua a querer traçar uma realidade que não existe, a d'a trágica fortuna dos licenciados. Citando Álvaro de Campos: “Como todas as coisas com ar de certas, e que se espalham, isto é asneira; se não o fosse, não se teria espalhado.”

«Você continua a querer traçar uma realidade que não existe, a d'a trágica fortuna dos licenciados.»

Qual é o seu problema?
Não é licenciado? Tem inveja do canudo?

Ó homem, tem bom remédio actualize-se tire um, sinta o problema na pele de ter estudado para nada.
Olhe bem para a realidade fora do virtual:
1) http://dn.sapo.pt/inicio/interior.aspx?content_id=653821
2) http://www.vozoperario.pt/destaque/129-destaque/215-regiao-de-lisboa-desemprego-supera-a-media-nacional.html
3) «Educação:Licenciamentos de licenciados

APENAS 9% DOS LICENCIADOS SÃO DAS ÁREAS ENGENHARIA E INFORMÁTICA, E NOS TRÊS ÚLTIMOS ANOS O EMPREGO DE ESCOLARIDADE ELEVADA DIMINUIU EM 97 MIL E O DESEMPREGO DE LICENCIADOS AUMENTOU 64%»
http://ctpt.no.sapo.pt/pdf/estudos/Falta_planeamento_educacao_Portugal.pdf

4) Olhe só as inscrições fechadas nas PME:
http://www.pmeportugal.com.pt/PME-Portugal/PME-Forma%C3%A7%C3%A3o/Desempregados.aspx

5) Quanto à economia manhosa e paralela, aqui fica algo no virtual:
«Há uma outra hipótese que poderá explicar porque é que os empresários não contratam licenciados. Um empresário que aproveite todas as potencialidades do mercado corre sérios riscos de ter lucros escandalosos. Ora, como sabemos, os lucros escandalosos são seriamente desincentivados pela sociedade portuguesas. Os lucros escandalosos são imorais. Sendo assim, os empresários, estando conscientes das suas obrigações sociais, estão deliberadamente a abdicar de uma oportunidade de negócio que se fosse aproveitada os levaria a cometer um ilícito social. E ainda bem. Quando os empresários não têm lucros escandalosos vivemos todos numa sociedade melhor.»
http://blasfemias.net/2008/03/19/desemprego-e-lucros-escandalosos/

Já agora quando quiser contra-argumentar use factos e não citações.



nehalem a 10 de Setembro de 2009 às 16:10

"Já agora quando quiser contra-argumentar use factos e não citações."

Tipo qual, a que faz de um post irónico do João Miranda em Março de 2008?

Mas, como ainda não percebeu, eu não estou com vontade de argumentar, especialmente com quem a cada frase que faz comete um erro. É que não tenho pachorra para desmistificar quase tudo o que diz (por isso, no primeiro comentário que lhe dirigi, decidi ficar só pela primeira frase que utilizou, não por acaso, errada). Mas repare que pede-me para usar factos, acho que o gráfico que utilizo e o paper que cito é um facto que baste: o incentivo para tirar uma licenciatura em Portugal são 200 mil euros. Como é dito, um retorno elevadíssimo e bem acima de quase todos os outros países da OCDE. Não tenho, portanto, pachorra para a lamúria dos licenciados, especialmente nos termos em que você a coloca.

«o incentivo para tirar uma licenciatura em Portugal são 200 mil euros.»
(*) faltou-lhe citar que os tais 200000 são ao longo duma vida de trabalho, segundo afirma o autor. Ora, divida isso por uma média de 30 anos de trabalho e dará pouco mais de 6500 euros/ano.

A Central de Manipulações tem destas coisas!!!

«que o gráfico que utilizo e o paper que cito é um facto que baste» Claro! O outro, o pm, também diz o mesmo. Tudo o que ele diz deve bastar aos cidadãos.
Para alguns, 650000 completamente analfabetos talvez... para os seguidores, também. Mas há muitos outros a quem o facto de se dizer «porque sim», não basta! Sobretudo aos que avançaram nos estudos e têm outros horizontes.

Depois, Você, tal como o outro, além de errado fechou-se numa ilha com ideias pré-concebidas e obviamente ignora tudo o mais. Ignora, ou pretende que se ignore (até um estudo de um economista que eu linkei, embora haja muito melhor) a favor de um simples paper, ou de um gráfico. lol

Essencialmente demonstra uma parte da realidade que você não admite que seja diferente, tal como o outro não admite estar errado em muita coisa - especialmente na educação e na tecnologia - como também não admite que tem vendido o país ao Iberismo e os resultados estão à vista -> transformou-se o país que um antigo pensador político chamava de economia "burguesa-burocrático-compradora" - uma economia que se limita aos negócios da importação e que é suportada pela burocracia do Estado, cujo papel é apenas o de criar subsídios e leis que permitem os lucros dessa importação. Para isso realmente não são necessários os choramingas dos licenciados, mestrados e doutorados, com excepção para a política e demais lugares no aparelho público-privado.
Todos esses choramingas irão criar riqueza no exterior que os indígenas lusos irão usufruir a peso de ouro.

Posto isto, fique bem, fique com a sua que eu já não tenho pachorra e me despeço, fazendo minhas as palavras de Bastiat: «L'État, cette grande fiction à travers laquelle tout le monde s'efforce de vivre aux dépens de tout le monde.»
nehalem a 10 de Setembro de 2009 às 17:30

Para além de tudo o que já disse, entretanto lembrei-me do seguinte:

Quais serão os critérios usados para este comparativo, não consigo verificar, ano de 2005 e...
sejamos honestos os comparativos estão a ser feitos com base em salários mínimos?
Ora, os EUA não têm, são pagos à hora/dia, embora salvo erro em 2005 andasse à volta de 600 USD/semana... hummm... cheira-me a nova manipulação para nivelamento salarial por baixo!!!! Só pode!
nehalem a 10 de Setembro de 2009 às 19:13

Bom post!
Eu Acho exactamente o mesmo, mas também acho que podemos sempre tentar fazer algo mais por nos próprios… Apos pesquisa relacionada, verifiquei alguma informação que Vos poderá ser útil:
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www.ganhaemcasa.blogspot.com/

Tudo de Bom para Vocês,

Abraço


jon a 19 de Julho de 2012 às 09:40

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