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Set 09
Por Cristina Ribeiro, às 19:49 | comentar

acho que nada de essencial vai mudar com estas eleições: daqui a quatro ( há já muito boa gente a falar em dois ) cá vamos estar de novo a pedir um novo rumo; ou alguém acredita que quem tão mal nos governou durante tantos anos, em sistema de rotatividade, vai mudar estruturalmente a sua praxis política?

 


E com a gripe A? Muda alguma coisa?

Jornal Nacional da TVI (7 de Setembro de 2009) - o embuste da Gripe A e os biliões ganhos pelas farmacêuticas com o medicamento Tamiflu

Jornalista da TVI: Um dos homens que mais tem lidado com a Gripe A em Portugal é o Director do Serviço de Doenças Infecciosas do Hospital Curry Cabral. Fernando Maltês afirma que a Gripe A vai matar menos gente do que uma simples gripe sazonal (gripe comum), que é mais inofensiva e trata-se, na maioria dos casos, com antipiréticos. O Director Geral de Saúde Espanhol é da mesma opinião.

Director Geral de Saúde Espanhol: Se morrem muitas pessoas em Espanha por contaminação atmosférica, ninguém presta atenção. Ou se morrem tantas pessoas por fumar, ninguém lhes presta atenção. Mas se, pelo contrário, morrem duas pessoas com gripe, presta-se muita atenção. É lógico, eu entendo, mas pouco a pouco a sociedade tem que amadurecer e dedicar o tempo que cada problema requer em função da sua gravidade.

Dr. Fernando Maltês: O Tamiflu, desde o princípio desta pandemia, tem sido encarado pela população como uma espécie de fármaco milagroso, o que não é verdade. E no que diz respeito à eficácia, concretamente no vírus da gripe, é uma eficácia que está, digamos, mal documentada. Se houver um conjunto de factores que digam – vale a pena administrar o fármaco – o médico administra, caso contrário, balançando os efeitos benéficos com os potenciais riscos, é preferível não administrar.


Jornalista da TVI: Já lá vão quatro meses desde que foi confirmado o primeiro caso de Gripe A em Portugal e, até agora, não há qualquer morto a registar. Em média, por ano, morrem em Portugal mais de mil e quinhentas pessoas de gripe, sem aberturas de telejornais e sem a Ministra da Saúde todos os dias nas televisões.

A verdade é que o mundo está preocupado com a Gripe A e já há empresas a ganhar milhões à custa do H1N1 (vírus da Gripe A) . A farmacêutica Roche, por exemplo, cujas vendas do seu Tamiflu caíram quase 70% quando o mundo percebeu que já não havia perigo de uma Gripe Aviária, vê agora as vendas desse mesmo medicamento dispararem em mais de 200%.

Ajuda importante também para a Glaxo Smith Kline, o laboratório britânico a quem Portugal já encomendou seis milhões de doses da vacina contra a Gripe A, a 8 euros cada uma (48 milhões de euros) , teve um ano difícil do ponto de vista financeiro. Eis senão quando, surge o tal vírus, H1N1, que deverá render, só ao laboratório britânico, cerca de dois mil milhões de euros, tendo em conta que as encomendas estão quase a atingir as trezentas milhões de doses.

VÍDEO da notícia na TVI (http://citadino.<b>blogspot.com/2009/09/jornal-nacional-da-tvi-o-embuste-da.html)</b>
Diogo a 13 de Setembro de 2009 às 20:37

Não seja dura consigo mesma, Cristina. Não é pessimista, apenas realista.

Mas talvez haja um momento em que os políticos percebam que têm mesmo de mudar alguma coisa (será que, se PS + PSD ficarem abaixo de dois terços dos votos, não haverá nesses partidos quem veja os sinais de perigo?). Ou então que os eleitores percebam que têm de mudar de políticos. Ainda recentemente isso aconteceu em países como o México ou o Japão (veremos se a mudança foi para melhor, se para pior, mas aconteceu). O grande problema em Portugal é mesmo tanta gente depender, directa ou indirectamente, do Estado e preferir empobrecer lentamente que correr riscos. Talvez só quando o declínio começar a ser seriamente doloroso para a classe média (pela contenção de salários e pelo aumento constante de impostos), as pessoas comecem a pensar que pode valer a pena um "novo rumo". Poderá demorar mas acabará por suceder. (Vê? Eu sou optimista). Veremos é em que condições estará o país na altura. (Ou talvez não.)
José António Abreu a 14 de Setembro de 2009 às 16:43

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