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Set 09
Por António de Almeida, às 09:45 | comentar

   -Desesperados com o cepticismo dos portugueses face ao TGV, que lhes poderá custar votos e até a eleição no próximo dia 27, os socialistas acenam com o perigo de Portugal ficar sem acesso aos fundos comunitários, o número impressiona, são mais de 300 mil milhões de Euros que o país perde se decidir recuar no faraónico projecto da dupla Sócrates & Lino. Convenientemente omitem, o que não surpreende, a mentira faz parte do ADN deste governo, que os fundos comunitários representam cerca de 1/5 do orçamento previsto, os restantes 4/5 saem do bolso do contribuinte, acrescido dos custos com derrapagens, juros e imprevistos, que sempre acontecem nas obras públicas em Portugal.

 

Adenda: Onde se lê 300 mil milhões deve ser lido 300 milhões de Euros.


É tão cristalino.

O TGV, as auto-estradas, a travessia do Tejo, o aeroporto só podem ser pagos com um aumento brutal dos impostos. De que é que o PSD está à espera para dizer isto aos portugueses? Não basta dizer que o país não tem dinheiro. É preciso dizer que o país só terá dinheiro se lhe forem ao bolso. Mais uma vez e ainda mais.
José Barros a 15 de Setembro de 2009 às 09:54

E não custará muito mais caro ainda deixar andar. Atrasar decisões e medidas importantes e deixar Portugal cada vez mais longe do centro da Europa.
Se calhar também era bom notar que o TGV entre Madrid e Barcelona (distancia semelhante à entre Lisboa e Madrid) teve este ano já mais passageiros do que as ligações aéreas equivalentes.

Com o invevitavel aumento do custo do petroleo os voos irão inevitavelmente ficar mais caros num futuro próximo. iremos depois perceber totalmente os beneficios do TGV. Mas não... deixem andar. Façamos de conta que não é conosco e depois vamonos todos queixar quando as Eslovénia e Croácias e restantes pobres estados de leste nos ultrapassarem à toda a velocidade na corrida aos melhores lugares na economia europeia.
Dizer não ao TGV é por e simplesmente falta de visão.
Pedro a 15 de Setembro de 2009 às 10:22

Curioso que países como Dinamarca, Suécia, Finlândia ou Noruega não apostem na Alta velocidade, também não estão no centro da Europa. Mas vamos admitir que até tem razão, existe um grande número de passageiros a procurar uma ligação para Madrid, tal não colocaria forçosamente em causa a necessidade de contrução do novo aeroporto? Uma eventual necessidade de ligar o país à Europa em Alta velocidade, passaria por Aveiro-Salamanca e não Lisboa-Madrid, mas tenho sérias dúvidas, precisamente pela nossa periferia, que alguém vá sequer de Lisboa a Paris em TGV. Existe sim importância no transporte de mercadorias, mas uma vez mais a opção Madrid está errada, essa interessa sim aos espanhóis para acederem ao Atlântico, a nós interessa chegar mais rapidamente à Europa, o que aconteceria precisamente por Salamanca. No tocante a Lisboa-Porto apenas existe Alta Velocidade se a ligação for directa, sem paragens, de contrário a Alta Velocidade será uma impossibilidade técnica, está a ver esse filme como possível? Ou iremos parar em Santarém, Leiria, Coimbra e Aveiro? Para isso rentabilize-se o investimento feito no serviço Alfa pendular.

Caro António o cerne da questão é que muitos anti-Socráticos, falam da linha de alta velocidade sem terem grande conhecimento. Falam dela como se esta servisse unica e exclusivamente para transporte de passageiros. As linhas também podem servir para escoar produtos. Por exemplo se for a França vê que fábricas do Grupo PSA e da Renault utilizam a alta velocidade para escoar produtos.

Além do mais, o António é inteligente quando não refere que a Drª Manuela mentiu mais uma vez no debate, já que para ela os espanhois iriam receber muito mais dinheiro. Mais uma mentira ocultada pelos anti-Sócrates:).

Caro Renato Seara

-Julgo que conhece a minha oposição ao TGV de longa data, bem antes de MFL liderar o PSD, como pode aqui constatar http://direitodeopiniao.blogs.sapo.pt/59592.html. Não refiro MFL nesta polémica, porque não estou minimamente interessado no PSD ou na sua liderança, faço sim oposição ao actual governo, estando contra estes projectos faraónicos.

Os paises Nórdicos estão numa realidade completamente distinta, basta ver a geografia dos paises para perceber o porquê de ser inviável o TGV nesses paises.

Os restantes, Itália não é exemplo para ninguém, basta ver que nos ultimos tempos os italianos tem perdido terreno em termos económicos para outros paises da Zona Euro. Hungria e Rep.Checa ainda agora chegaram à UE daí que simplesmente não percebo o porquê da sua comparação!! Mas, António espere mais dois três anos e terá novidades vindas da Polónia :).
Renato Seara a 15 de Setembro de 2009 às 12:34

O que é preciso é incentivar os portugueses a quererem o que não forem eles a pagar, é?
Só devemos querer o que nos oferecerem de borla?
Mas quem oferece o quê de borla?
Magnífico discurso de incentivo à irresponsabilidade.
E de incentivo ao "quietismo". Pelo menos Salazar votou contra a ponte, para preservar a pureza ideológica, mas deixou-a fazer. Agora a lógica é "não vamos gastar dinheiro com as gerações futuras"? Realmente, o egoísmo tem muitas formas.

E uma das formas de egoísmo é precisamente gastar agora o que não se tem para os outros que virão pagarem. Comparar a nega de Salazar à ponte e do país de então com a actual existência de infraestruturas é demagogia que só deixa a perder o seu autor.
jorge a 15 de Setembro de 2009 às 12:55

Em cada momento há sempre quem ache que já temos infraestruturas de mais. O raciocínio é o mesmo. O resto é o argumento de que cada um que pague as suas obras. Continuámos a pagar a "ponte Salazar" muito depois de Salazar - e ainda bem, caso contrário continuávamos a atravessar de barco. E é sempre assim: tudo se continua a pagar ao longo do tempo e por muitos anos. Mas, enfim, aqueles que só vêem a necessidade de destruir têm um horizonte de semanas: tantas quantas faltem para as eleições...

Mas, enfim, aqueles que só vêem a necessidade de destruir têm um horizonte de semanas: tantas quantas faltem para as eleições...

-Já ando a escrever posts em oposição ao TGV desde Setembro de 2007, ao contrário de muitos entusiastas do projecto, que descobriram tal vocação quando perceberam que o PS poderia perder as eleições. Nem sequer sou um apoiante de MFL.

« Nem sequer sou um apoiante de MFL»

E vão dois. Mas há pessoas que não vêm argumentos mas apenas lealdades.
jorge a 15 de Setembro de 2009 às 14:13

«Em cada momento há sempre quem ache que já temos infraestruturas de mais»

Pois. Mas veja no que deu as auto-estradas. Estamos à frente do campeonato com mais Km alcatroados. Ficámos em vantagem relativamente ao resto da Europa? Parece que o estado da economia diz que não.

«um horizonte de semanas»
Cada qual que fale por si. No que toca, mantenho publicamente a mesma argumentação desde que comecei o meu blog (Dez. 2005).
jorge a 15 de Setembro de 2009 às 14:12

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