08
Out 09
Por Jorge Assunção, às 13:16 | comentar | ver comentários (1)

Eugene Fama 2/1

Paul Romer 4/1

Ernst Fehr 6/1

Kenneth R. French 6/1

William Nordhaus 6/1

 

Se o favorito vencer (via Greg Mankiw), adivinho reacções muito interessantes nalguns blogues escritos por economistas. A propósito, recomendo este texto de Eugene Fama:

 

The general message bears repeating. Even when there are lots of idle workers, government bailouts and stimulus plans are not likely to add to employment. The reason is that bailouts and stimulus plans must be financed. The additional government debt means that existing current resources just move from one use to another, from private investment to government investment or from investment to consumption, with no effect on total current resources in the system or on total employment. And stimulus plans only enhance future incomes when they move current resources from less productive private uses to more productive government uses - a daunting challenge, to say the least.

 

Independentemente de se concordar com tudo o que Fama diz ou, especialmente, com a teoria que lhe deu fama, uma coisa é certa: a vitória de Fama seria, certamente, uma vitória contra o keynesianismo que invadiu o debate público em certos sectores. E isso só podia ser uma coisa boa, certo?


29
Set 09
Por António de Almeida, às 12:58 | comentar

   -Durante a campanha eleitoral, muito por culpa da inacreditável estratégia da liderança do PSD, discutiu-se a ameaça espanhola e asfixia democrática, deixando de parte a economia, apesar da U.E. estar atenta a Portugal, que será obrigado a corrigir o défice. José Sócrates evitou assim explicar se pretende reduzir a despesa corrente, aumentar impostos ou deixar cair algum investimento público? O boy de serviço comissário socialista de serviço no Banco de Portugal mostra mais uma vez estar disposto a servir como Bombeiro, apagando fogos que possam constituir ameaça ao resultado brilhante da governação.

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25
Set 09
Por zedeportugal, às 23:15 | comentar | ver comentários (1)

Nota prévia: Este quadro é basicamente o mesmo que o Jorge publicou aqui e aqui - com a origem e os acrescentos que ele próprio indica -, mostrando o contínuo da variação do crescimento do PIB em Portugal entre 1976 e 2009, a que foi acrescentada apenas informação correspondente a alguns períodos de recessão do PIB das principais economias mundiais com início dos EUA.

 

clique neste texto para ver a imagem maior

 

Algumas extrapolações possíveis directamente a partir do gráfico (pressupondo a correcção dos dados e da sua representação, alguns dos quais não foi possível confirmar):

1) A variação do crescimento do PIB em Portugal é fortemente influenciada pela variação do PIB das principais Economias mundiais, confirmando a extrema abertura e dependência externa da Economia portuguesa*;

2) Os dois valores mais baixos de crescimento do PIB português neste intervalo (1984 e 2009) situam-se ambos em legislaturas do (ou com o) partido socialista;

3) As inflexões positivas (recuperação) da taxa de crescimento da Economia portuguesa situam-se sempre em legislaturas do (ou com o) partido social democrata;

4) A entrada de Portugal no sistema de moeda única europeia não aparenta qualquer expressão na capacidade de criação de riqueza em Portugal;

5) O período de variação positiva mais forte do PIB português corresponde aos governos de iniciativa presidencial, constituídos entre finais de 1978 e 1980.

 

*a principal razão pela qual será ineficaz a tentativa de retoma económica a partir do investimento em grandes obras públicas, como tem sido afirmado por diversos economistas de diversos quadrantes políticos.

 

Comentário final: A avaliação de uma prestação de serviço público é feita, não pelas palavras auto-elogiosas, mas pelos resultados obtidos. Seria útil que o actual senhor ministro dos Impostos das Finanças e do Despesismo da Economia pudesse esmiuçar explicar os resultados da sua prestação nesta legislatura aos portugueses.

 

Este postal foi publicado primeiro aqui.

 


24
Set 09
Por jorge, às 00:38 | comentar | ver comentários (2)

PIB Portugal 1976-2009, com enquadramento político

 

Quem é que nos tem governado nas últimas décadas? E que performances económicas estiveram associadas? Que eventos aconteceram?

 

Baseando-me no gráfico publicado pelo Expresso a 27 Junho 2009 (evolução do PIB 1976-1999), acrescentei-lhe a dimensão política. O resultado é o gráfico supra.

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22
Set 09
Por António de Almeida, às 14:22 | comentar

   -Enquanto vamos discutindo as escutas, os emails, a asfixia, os dias vão passando sem que alguém preste atenção ao resultado da governação, de facto as eleições no próximo dia 27 servem apenas para julgar o actual governo de José Sócrates e optarmos pela continuidade ou mudança de rumo, o resto é espuma. Para um julgamento correcto é importante perceber o resultado da actual legislatura, eu diria que isto não é propriamente uma situação brilhante, gostaria que alguém me explicasse como irá o país recolocar as contas em dia, ou seja reduzir o défice, controlar a dívida pública e ainda pagar o investimento no TGV. Mas como resposta esqueçam a demagogia das parcerias público-privadas, em Portugal nunca resultaram, também nos juraram que os estádios do Euro iriam encher, ter vida própria para lá dos dias de jogos, depois foi o que se viu com as autarquias pagando a factura. O único investimento que poderá resultar por estes dias será a compra de acções da Mota-Engil, no próximo dia 28 estarão em alta, acompanhadas pela Somague, BES, BPI e Millenium BCP, em caso de vitória socialista nas legislativas.

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16
Set 09
Por zedeportugal, às 14:08 | comentar

(continuação daqui)
 

Na Suíça, por exemplo, isto não seria construído na capital. (clique na imagem para ver de que se trata)

 

 

Escolher-se-ia um lugar tranquilo, numa bela encosta, a cerca de meia hora de automóvel de uma cidade grande. De preferência, nas proximidades de uma pequena vila ou aldeia com uma estação de caminho de ferro. (clique na imagem)

 

 

(Posso afirmar isto porque lá trabalhei e tive contactos com gente responsável pelo ordenamento do território que conduzia processos de decisão de empreendimentos deste género.)

 

Por cá planta-se mesmo à beira do Tejo, junto à barulhenta Doca-Pesca, num lugar com trânsito intenso, justificando essa localização com paleio deste teor:

O Centro Champalimaud ficará implantado na zona ribeirinha de Pedrouços. É um local privilegiado, perto da Torre de Belém, e onde o rio se encontra com o Oceano Atlântico e de onde os navegadores portugueses partiram há cinco séculos em busca do ‘desconhecido’. A presença de um centro de investigação científica de excelência e de reputação internacional alavanca o legado histórico desta zona e estabelece uma ponte inspiradora entre as “Descobertas” e a sempre actual epopeia das descobertas científicas.

 

São inúmeros os locais onde este Centro de Investigação poderia localizar-se alternativamente e com vantagens.

 

A observação original de Pareto (antes da generalização, por vezes absurda, que alguns lhe deram) era a de que 80% da riqueza mundial estava na posse de 20% da população. Ele referia-se à riqueza medida pelo Produto Nacional Bruto. Mas a mesma proporção se aplicará, por certo e infelizmente, às riquezas mental, cultural e espiritual.

O particular problema português relativamente a esta invariância é o da esperteza. Os 80% que não possuem qualquer espécie de riqueza são todos espertos e, por isso, dão muito poucas oportunidade aos mental, cultural e espiritualmente ricos para usarem essa riqueza a favor do bem comum, acabando sempre por dar a escolha e o poder aos seus modelos sociais de esperteza – os ricos de dinheiro e àqueles que o parecem, por se pavonearem bem vestidos e bem falantes.

 

(fim)

 

Este texto foi publicado primeiro aqui.

 

Nota final: Este postal constitui o último de uma série de textos contendo propostas para um melhor ordenamento demográfico, económico e territorial em Portugal. Ficam aqui em baixo os linques de todos os postais anteriores, para permitir o acesso rápido à série completa.

 

Pareto e a saída do pântano económico em Portugal (1)
Pareto e a saída do pântano económico em Portugal (2)
Pareto e a saída do pântano económico em Portugal (3)
Pareto e a saída do pântano económico em Portugal (4)
Pareto e a saída do pântano económico em Portugal (5)
Pareto e a saída do pântano económico em Portugal (6)
Pareto e a saída do pântano económico em Portugal (7)

 


15
Set 09
Por jorge, às 13:40 | comentar | ver comentários (3)

A discussão do TGV faz-me lembrar a dos estádios do euro 2004. Antes, como agora, o progresso vinha com a respectiva construção mas o resultado está à vista: continuamos na cepa torta e os estádios lá estão a gastar impostos na sua manutenção.

A parte mais incrível na questão do TGV é mesmo para que serve o eixo Lisboa-Porto, com as paragens nas diversas capelinhas. Ganhar 15 minutos ou mesmo meia hora para tamanho investimento? Sobretudo depois do investimento na modernização da linha do norte, o qual nunca se concluiu? Numa lógica de racionalização dos sempre escassos recursos, mais sentido fará em reutilizar - e concluir - o que já existe.

Da ligação a Madrid, dizem-nos que é a ligação à Europa. Será? Quero ver quantos eurodeputados irão de TGV para Bruxelas. Obviamente, TGV é sinónimo de ligação a Madrid. Ponto final. E como ligação a Madrid há, já neste momento, a ligação aérea. Se o petróleo ficar caro de mais para se usar esta ligação - o que ainda não acontece - em poucos anos se constrói a ligação ferroviária. Para quê então investir agora quando ainda não é pertinente? Além disso, há que não esquecer, muita da electricidade é actualmente gerada a partir do petróleo.

TGV para mercadorias? Brincadeira, claro. Os bens não perecíveis não se estragam por o seu transporte durar mais 3 horas. Quanto aos outros, uma viagem de 3 horas (mais o tempo necessário para carga) não dispensa o uso de câmaras frigoríficas. O que torna indiferente se o transporte demora 3, 5 ou 6 horas.

Então, porquê o TGV? Obviamente porque uma grande obra pública cria uma dinâmica que interessa ao poder político. Olhe-se para os valores que têm sido anunciados para os gastos na campanha eleitoral e logo se perceberá que tanto dinheiro terá que vir de algum lado. Uma parte vem do orçamento de estado, algum virá das contribuições individuais mas o grosso vem de onde? Das contribuições empresariais, obviamente. É público que as grandes construtoras vivem da obra pública e é igualmente público que são grandes contribuidores para o financiamento partidário. O TGV interessa ainda à banca, pelas oportunidades de financiamento que lhe proporcionará. Acenar com obra pública é garantir financiamento partidário e é isto que está em causa no TGV bem como em outras grandes obras. Além disso, é sabido que o período de construção gera uma dinâmica de emprego (directo e indirecto) que ilude a realidade. Mesmo sendo emprego que tem termo certo, basta que o ritmo das obras públicas continue constante - e não tem tido assim tanta flutuação - para que pareça que o desempenho da economia seja outro. Claro que depois aparecem os efeitos colaterais, como o aumento da despesa pública e o endividamento. E neste momento, os respectivos valores atingidos são históricos.

Poder económico e poder político ambos têm a ganhar. O primeiro ganha negócio e aceita pagar por isso, em financiamento partidário, ao segundo. O poder político ganha dinheiro para campanha, que gasta exuberantemente, e permite acenar bandeiras eleitorais de dinâmica. Mas é isto o desenvolvimento ou apenas a sua sombra?

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09
Set 09
Por Jorge Assunção, às 16:28 | comentar | ver comentários (12)

(via: The Economist)

 

Compensa e muito: Neste ensaio procurou-se aprofundar a análise das condições privadas de decisão de investimento num curso superior. Concluiu-se que o benefício monetário esperado da obtenção de uma licenciatura é excepcionalmente elevado, fazendo corresponder a um custo de investimento de cerca de 25 000 euros, um valor acumulado de ganhos salariais de aproximadamente 200 000 euros. A estimativa da taxa real de rentabilidade (15 por cento) excede claramente o retorno esperado de outras aplicações financeiras. [...] Não se ignora que os jovens recém-licenciados defrontam presentemente dificuldades em assegurar um posto de trabalho desencadeadas pela recessão económica e pelas restrições orçamentais. Mas esta é uma situação conjuntural que não dissipa as vantagens estruturais associadas à detenção dum curso superior. Mesmo em conjunturas económicas desfavoráveis essas vantagens persistem. Em particular, os licenciados continuam a deter uma maior probabilidade de encontrar um posto de trabalho adequado, em comparação com os jovens com menos habilitações académicas.

 

O texto em causa é de um paper de Pedro Portugal, datado de 2004, e que está extraordinariamente actual. O que não deixa de ser preocupante. Não porque seja tão vantajoso tirar um curso superior em Portugal, dadas as especificidades da nossa economia, onde há falta de pessoal qualificado, tal seria de esperar, mas porque passados cinco anos a "recessão económica" e as "restrições orçamentais" continuam a justificar parte dos problemas que os jovens licenciados (e todos os restantes jovens) enfrentam.

Outro problema que os jovens licenciados portugueses enfrentam é a elevada protecção ao emprego, que torna mais custoso ao empregador contratar e, portanto, também ajuda a explicar notícias como esta: Desemprego de jovens qualificados é mais alto em Portugal. Já os jovens desempregados não qualificados, bem podem agradecer a ajudinha que o governo socialista lhes deu para manterem-se nessa posição: Salário mínimo para 2009 fixado nos 450 euros.


Por Jorge Assunção, às 08:30 | comentar

"The finance sector's increasing concentration and growing political muscle have undermined the traditional American understanding of the difference between free markets and big business. This means not only that the interests of finance now dominate the economic understanding of policymakers, but also -- and perhaps more important -- that the public's perception of the economic system's legitimacy is at risk." Luigi Zingales (via: Arnold Kling)

 

Ou seja, os americanos tenderão a adoptar uma visão do mercado semelhante à dos europeus, ou seja, como também afirma Zingales, os Estados Unidos "risks moving in the direction of European corporatism and the crony capitalism of more statist regimes". Vale a pena ler o texto de Luigi Zingales: Capitalism After the Crisis


08
Set 09
Por Jorge Assunção, às 19:05 | comentar | ver comentários (2)

U.S. Displaced by Switzerland as Most Competitive (mas Gadaffi, o líder líbio, tem uma solução para voltar a colocar os Estados Unidos no topo). Já Portugal ocupa um brilhante 43º lugar. Mas vale a pena analisar as classificações atribuidas ao nosso país (fonte):

 

 

Quais as variáveis que mais contribuem para a péssima posição de Portugal no ranking? Nacional savings rate (113ª posição); Government debt (117ª posição); Hiring and firing practices (129ª posição); e Firing costs (114ª posição). Ou seja, poupamos pouco pelo que os investimentos que fazemos não são financiados pelo nosso dinheiro, o endividamente excessivo é um problema bem real e a legislação laboral é um cancro tal como tenho apontado por diversas vezes.

 

A propósito, vale também a pena ler este texto do Rui Castro.


07
Set 09
Por zedeportugal, às 11:05 | comentar

Trabalhar para aquecer? Trabalhar para o pinóquio?

 

São mais 5000 que desistem.

 

Ah, e tal, os portugueses têm falta de empreendedorismo... Não é verdade.

 

Estimo que, neste momento, a economia paralela se aproxime dos 40% do PIB - apenas actividades legais, embora exercidas sem o cumprimento das obrigações fiscais e de comparticipação social.

Chego a este número de várias maneiras (mais directas ou indirectas), pelo que não deve andar muito longe da realidade.

 

Tal como diz Herberto Helder (cito de memória, perdoem-me alguma inexactidão) algures em Os Passos em Volta:

Vivemos numa Idade Média enfeitada de tecnologia.


Por Jorge Assunção, às 01:16 | comentar

 

A equipa económica de Obama fez uns gráficos bonitos para sustentar a necessidade do estímulo económico. Pena que os pontos a vermelho, que traduzem a realidade, não tenham seguido o plano traçado.

 

(via: Greg Mankiw)


03
Set 09
Por Elisabete Joaquim, às 22:22 | comentar | ver comentários (2)

Francisco Louçã disse hoje na SIC que em ordem a combater os monopólios existentes em Portugal era necessária uma maior intervenção do Estado.


Por zedeportugal, às 00:46 | comentar

(continuação daqui)
 

Porque evita esta acção a criação de empregos subsidiados?

A resposta é óbvia: Porque gera verdadeiros empregos. Vejamos como.

 

Basta ter presentes duas ordens de conhecimentos:

 

1. A Teoria das Elites, de Pareto (é verdade, uma vez mais o Pareto).

2. As cidades portuguesas onde existam universidades e hospitais de dimensão supra-distrital.

 

A criação de Hospitais Universitários nas maiores cidades do interior deslocará para lá, imediatamente, uma elite e uma mão-de-obra inicial (digamos assim) – excelentes professores médicos e muitos estudantes.

De seguida, e em consequência, uma massa populacional essencialmente composta por reformados e pensionistas irá deslocar-se para essas cidades e fixar-se aí a pouco e pouco (comodidade), por causa da sua carência (necessidade) e aproveitando a oferta de qualidade (oportunidade).

Finalmente, tenha-se presente que a maioria das pessoas que constitui este último grupo populacional aufere um rendimento fixo e permanente que não depende (directamente) de um emprego. Contudo, o efeito multiplicador de toda a estrutura de serviços criada e do somatório de todos estes rendimentos (ainda que individualmente pequenos) será enorme e criará muito rapidamente um amplo mercado de trabalho.

 

Antecipo as vossas perguntas: Mas, isto é exequível? Os senhores doutores quererão deslocar-se para fora dos grandes centros urbanos? Não serão necessários investimentos demasiado elevados? Não demora demasiado tempo a por uma coisa destas em andamento?

Leia já a seguir as respostas a todas estas perguntas.

 

(continua)

 

Este texto foi publicado primeiro aqui.


31
Ago 09
Por António de Almeida, às 17:15 | comentar | ver comentários (3)

   -Algum dos partidos inscreveu no seu compromisso eleitoral, a proposta de privatização da TAP? O contribuinte não pode continuar indefinidamente a suportar esta situação, que está longe de ser um exclusivo.

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29
Ago 09
Por zedeportugal, às 17:50 | comentar

(continuação daqui)
 
Temos gente, sim senhor.

Muita gente, boa gente, muito capaz. Gente que até há poucos tempo atrás foi simplesmente esquecida, desaproveitada, e que agora, com a desculpa da “sustentabilidade” da Segurança Social, os socialistas decidiram obrigar a trabalhar quase até à morte.

.

Já perceberam a que grupo populacional me estou a referir: os velhos.

(Desculpem lá não me referir a eles com os termos politicamente correctos com que os socialistas e outros intelectuais(cof, cof) se lhes referem – seniores(?!), idosos, terceira idade – mas já não suporto tanta hipocrisia!)

 

Mas os velhos não querem instalar-se no interior, dirão.

 

Para já, é verdade. No entanto, não é muito difícil saber porquê, pois não?

 

(continua)

 

Este texto foi publicado primeiro aqui.


Por António de Almeida, às 10:06 | comentar | ver comentários (5)

   -O Jorge/Fliscorno escreveu um post sobre greve, com o qual estou genericamente de acordo, será aliás interessante ver a confusão que vai pela caixa de comentários. Ninguém pretende contestar o direito à greve ou organização sindical dos trabalhadores, visto em Portugal como uma "conquista de Abril", curioso que em todos os países do mundo livre existam sindicatos e direito à greve, dos EUA ao Japão, Austrália, Canadá para além da totalidade dos países europeus, sem que algum desses países tenha vivido, felizmente para eles, não direi o 25 de Abril, mas o inenarrável PREC que se lhe seguiu. Mas tenho algo a acrescentar e que o Jorge/Fliscorno não escreveu, os sindicatos foram em grande parte responsáveis pela destruição do aparelho produtivo nacional e consequente empobrecimento do país. Em qualquer ponto do globo o direito à greve é utilizado como último recurso, visando melhores condições de trabalho, ora estas para existirem requerem em primeiro lugar a manutenção do posto de trabalho, apenas possível com a viabilização da empresa, nada disto aconteceu na península de Setúbal por exemplo, Lisnave, Setenave ou Quimigal, mas também na margem Norte do Tejo, Sorefame, Covina entre várias outras, infestadas por sindicalistas mais interessados em servir a agenda de determinada área política não cuidaram daqueles que seria suposto defenderem, os trabalhadores, partindo para greves absolutamente selvagens, que inviabilizaram qualquer possibilidade das empresas manterem actividade. Qual seria o armador em seu perfeito juízo que colocaria um navio num estaleiro que para um prazo de entrega de um mês, poderia demorar o dobro? Em Portugal marcaram-se greves por dá cá aquela palha, e continua a ser assim, como bem mostrou o exemplo da Groundforce, os sindicatos pretendem obter da TAP a garantia da manutenção da totalidade dos postos de trabalho, porque embora a Groundforce seja uma empresa privada, o seu capital é detido pela TAP, empresa de capitais públicos que ao longo dos anos tem vivido à custa de parasitar o bolso do contribuinte. A solução para terminar com este fartote passa obviamente por privatizar a TAP. É aliás curioso ouvir determinado partido político defender a nacionalização da Banca, EDP e GALP, o objectivo subjacente todos o percebemos, é pagar o défice com os lucros dessas empresas, mas alguém dúvida que o resultado seria voltarmos ao tempo das greves nos Bancos, electricidade fornecida com cortes ou postos de abastecimento encerrados? E mesmo os lucros que agora são obtidos com uma gestão racional, desapareceriam em menos de um fósforo. O socialismo persegue a igualdade, mas nunca conseguiu melhor que tornar todos pobres, excepto uma casta de funcionários, sempre foi assim em todos os lugares onde os povos tiveram a infelicidade de experimentar acreditar nos amanhãs que cantam, mas nunca alguém ouviu. No Portugal de hoje os sindicatos perderam o imenso poder que detinham à medida que o país se foi desenvolvendo, com excepção dos que representam funcionários públicos e empresas detidas pelo Estado, porque será? Talvez por saberem que da sua irresponsabilidade não resultará qualquer encerramento ou perda do posto de trabalho, o contribuinte continuará de bolso aberto a financiar tropelias, em grande parte para fins partidários. Ah! E tal como o Jorge/Fliscorno, também nunca fiz greve.

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28
Ago 09
Por jorge, às 13:42 | comentar | ver comentários (25)

Nunca fiz greve. Em primeiro lugar porque quando não estou bem numa empresa, mudo. Em segundo lugar porque não trabalho no sector estado.

A verdade crua e dura é esta: nas últimas décadas, a greve não tem sido um direito mas sim um privilégio de algumas pessoas, quase todas trabalhadores do estado e com posição laboral absolutamente estável.

Com a mesma regularidade do Natal, das janeiras e da época balnear, ano após ano aí temos as mesmas greves. Preocupam-se com a estabilidade do seu emprego - o que me parece normal e pedem salários mais atractivos. Mas ironicamente não os vejo discutir a competitividade das suas empresas, alicerce da saúde financeira que lhes manteria os empregos e, certamente, lhes permitiria ambicionar melhores salários.

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27
Ago 09
Por zedeportugal, às 00:06 | comentar | ver comentários (3)

(continuação daqui)
 
É simples.

Basta levar os portugueses a ter vontade de ocupar o seu próprio território, emigrar cá dentro, inverter o processo de desertificação populacional do país: Portugal tem agora 80 por cento da sua população em apenas 20 por cento do seu espaço territorial.

(Aplico aqui, directamente, o conhecido Princípio de Pareto, ou regra dos 80-20.)

Mas, isso é impossível! – dirão alguns dos meus (poucos) leitores.

(Se aquilo que me move fosse um socialista desejo de poder, seria este o momento de parar este texto e afirmar: - Caros concidadãos, tenho a solução para este grave problema da sociedade portuguesa, bastando que me elejam com maioria absoluta para que eu possa pô-la em prática.)

 

Não é. E, eu (como sou parvo) vou postar aqui a solução. A seguir...

 

(continua)

 

Nota: Clique na imagem para ver maior.

 

Este texto foi publicado primeiro aqui.

 


26
Ago 09
Por P.F., às 18:13 | comentar | ver comentários (3)

O texto que se segue, acessível a ultraleigos como eu, desmonta bem a falácia da ideia do consumo como propulsor da economia e da poupança como elemento retardador e obstáculo do avanço económico e resolução de crises a médio-longo prazo. Por sua vez, esta desmitificação, que vem ao encontro de muitas outras ao longo dos tempos, acaba por deitar por terra o propósito de muitos programas governamentais de fomento do consumo, mesmo aqueles que pretendem impulsionar um sector de modo específico.

 

In The Freeman Online

 

Most saving takes the form of financial instruments, including everything from basic checking accounts to the fanciest investment tools. If people are keeping higher checking account balances or putting more in savings accounts or money market mutual funds, then that wealth is not withdrawn from the economy. It is simply channeled elsewhere than into consumer goods. Financial institutions that accept such deposits lend them to customers who invest in their businesses. This is the process of creating the capital that is the sine qua non of sustainable, long-term economic growth.

In Bastiat’s terms, we see the lost expenditures at the retail store, but we mostly don’t see the “backdoor” way the savings are channeled to other businesses. More precisely, an increase in the savings rate represents a change in consumers’ time preferences: They are saying they are less interested in current consumption and more interested in future consumption. The beauty of financial markets is that they translate that change in preferences into a change in the flow of resources. Those investments will take time to become consumption goods, but that’s what consumers want.


Por zedeportugal, às 00:49 | comentar

Mais cedo ou mais tarde (e, quanto mais tarde pior) algum governo – quiçá, até poderia ser já o próximo? – irá perceber a lição que a História está fartinha de nos dar: que o crescimento económico de um país tão pequeno como Portugal só pode fazer-se à custa da ocupação de território mais amplo.

Mas, cuidado! A diáspora deixou de ser solução, mesmo aquela que tem sido tão incentivada pelo actual governo socialista (espero que brevemente, apenas de má memória) para Angola.

Porquê Angola? É tão simples como isto: porque a nova emigração para a Europa – e quem diz Europa, poderia dizer Austrália, Nova Zelândia, ou qualquer outro país onde as condições existenciais sejam mais favoráveis que por cá – já não envia para Portugal o seu aforro.

E, porque já não é solução a diáspora? Porque o país se colocou numa situação de dilema fatal: exporta os seus melhores e mais jovens efectivos populacionais para obter capital, mas precisa desesperadamente desses efectivos para construir o seu próprio futuro.

 

O que fazer, pois, perante este dilema?

 
(continua)

Nota: Até porque ainda nem sequer falei de Pareto, como terão reparado.

 

Este texto foi publicado primeiro aqui.

 


25
Ago 09
Por Jorge Assunção, às 15:09 | comentar

A que se passa em Espanha:

E esperemos que este relatório não tenha razão: Spain: The Hole In Europe’s Balance Sheet, embora seja fundamentado com dados verdadeiramente preocupantes sobre a situação espanhola: To put things in perspective, Spain now has as many unsold homes as the US, even though the US is about six times bigger. Spain is roughly 10% of the EU GDP, yet it accounted for 30% of all new homes built since 2000 in the EU. Most of the new homes were financed with capital from abroad, so Spain’s housing crisis is closely tied in with a financing crisis.


24
Ago 09
Por jorge, às 04:05 | comentar

socas no expresso: altos e baixo

 

Faça você mesmo: como reduzir o défice em quatro passos

Passo 1: Escolha uma enorme fonte de despesa e transforme-a em sociedade anónima.

Passo 2: Pegue no dinheiro que normalmente gastaria nessa empresa e diga que a sua gestão baixou a despesa corrente;

Passo 3: Quando essa empresa precisar de dinheiro para a sua normal actividade, ela que peça 300 milhões de euros ao Banco Europeu de Investimento;

Passo 4: Gabe-se desmensuradamente de ter baixado o défice sem receitas extraordinárias.

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22
Ago 09
Por Jorge Assunção, às 15:00 | comentar

My feeling is that the Spain of Zapatero looks more and more like the Hungary of Gyurcsany with every passing day, and I say this more from the point of view of the twin deficit problem, and the impression the administration gives of things being totally out of control and no one knowing what to do, than anything else.


They have a salary increase for public servants pencilled in for next year, and this, of course, is a commitment which it will be impossible to honour in the present climate.


The biggest unspoken issue we are seeing in one economy after another is the retreat of a lot of activity back into the informal sector. So called economic “greying”. [...] More tax increases on the very rich and professional middle classes will be entirely unproductive as they will only accelerate this process.


Lastly, increases in VAT. These are again very counterproductive, since they hit consumption directly, at a time when consumption is declining anyway. All such increases do is accelerate the contraction.

 

Não preciso explicar o quanto a retoma da economia espanhola seria importante para a economia portuguesa, contudo, tendo em conta o péssimo trabalho que o gémeo de Sócrates no vizinho ibérico está realizando, temo que Espanha está numa embrulhada de que demorará muito tempo a libertar-se. É uma pena que Zapatero seja gémeo do socialista errado, antes fosse de Guterres. Por esta altura, já havia reconhecido o pântano e abandonava o executivo.


Por zedeportugal, às 12:32 | comentar

ou a velha (e nunca aprendida) lição de que os problemas não se resolvem pela aparência, mas apenas agindo na essência.


Regulators close 2 banks in Florida, 1 in Oregon, marking 72 US bank failures this year
Associated Press
Last update: August 7, 2009 - 10:46 PM

 

U.S. regulators close three banks
Fri Aug 14, 2009 10:08pm EDT

 

US regulators close Colonial
By Julie MacIntosh, Henny Sender and Saskia Scholtes in New York
Published: August 15 2009 00:52 | Last updated: August 15 2009 00:52

 

Aug 14, 2009 6:47 pm US/Eastern
Regulators Close Dwelling House Savings & Loan

 

Mas não nos fiquemos por alguns artigos mais recentes e vejamos a lista completa das falências de bancos e outras instituições financeiras nos EUA, aqui.

 

O que terá a dizer sobre isto o simplório simplex que escreveu esta simplexidade*.
E, havido este singelo momento de devaneio, passemos ao essencial.

 

A pergunta lógica a fazer em seguida é: Porque acontece isto nos Estados Unidos da América e não na Europa?

 

Exploremos algumas das razões que podem dar respostas plausíveis:
Algumas dessas razões podem encontrar-se neste artigo da BBC News publicado em 5 de Outubro do ano passado, German bank at risk of collapse:

 

The leaders also issued a joint call for a G8 summit "as soon as possible" to review the rules governing financial markets.
They decided instead to seek a relaxation of the EU rules governing the amount of money individual states can borrow.
...
UK Prime Minister Gordon Brown, meanwhile, called on European leaders to send the message that "no sound, solvent bank should be allowed to fail through lack of liquidity".

 

Traduzindo e topicalizando:
1. Ignorar as regras da UE que determinam o montante máximo de empréstimos que cada país pode contrair;
2. Alterar as regras dos mercados financeiros;
3. Injectar liquidez em qualquer banco considerado solvente (mas não verificado, como se viu no caso do BPN).

 

Contudo, só isto não poderia explicar a quase absoluta ausência de falências bancárias nos países da UE. Como mantém a Europa esta liquidez, que aparentemente excede a produção de moeda pelo BCE?
A resposta a estas perguntas poderá estar subjacente a esta notícia que se reporta ao conhecido caso do departamento de justiça dos EUA contra o banco suíço UBS:

 

Putting figures on the secret banking industry is as precise a business as the old game of pinning the tail on the donkey, but experts reckon that Switzerland is home to about a third of the world's $11 trillion or so in clandestine wealth.
What this week's announcement adds up to is a small but significant crack in the giant black box that is Swiss banking.

 

Como se pode ler em cima, as autoridades norte americanas calculam em 11 triliões de dólares – pela escala numérica europeia, 11 biliões de dólares – os montantes depositados em contas reservadas de bancos europeus para fugir aos impostos nos EUA. Desses, calculam que apenas 1/3 esteja em contas suíças, o que significa que muito deste dinheiro estará em contas de outros países, que não forçosamente paraísos fiscais, como por exemplo o Liechtenstein, o Luxemburgo e a Bélgica (para só mencionar os suspeitos do costume).

 

Mas... que problema pode estar por detrás desta constatação?

 

UBS clients can report their accounts to the IRS until Sept. 23. Those voluntary disclosures helped widen the IRS net.
“As more Americans voluntarily come into compliance and face their financial obligations, more leads are being developed and new investigations are initiated,’’ acting US Attorney Jeffrey Sloman said.

 

É muito simples. À medida que o dinheiro for ficando visível, o interesse dos seus proprietários em mantê-lo na Europa desaparece. A maior parte destas contas europeias, que estavam em bancos ainda não acusados pela administração norte americana, já terão por esta altura zarpado para outros lugares e continentes, ou estarão em vias disso.
Ora, o resultado imediato desta acção será um decréscimo muito rápido e acentuado da liquidez nos países da Europa, agravado pelo facto de, em muitos casos, os bancos estarem a esconder este sangramento para não se colocarem à mercê das questões judiciais que daí resultariam.

 

E, a crise financeira voltará a agravar-se. Ou pensam que é por acaso que, ao contrário dos socretinos por aí andam (ainda), o senhor Trichet recomenda prudência (mesmo pressionado por Bernanke ao contrário) e a senhora Merkel faz estas declarações. Ora ora...

 

Nota: Este texto foi publicado primeiro aqui.

---

*O mau neologismo simplex - tão ao gosto destes maviosos e loquazes nerd-socialistas – expressa muito bem a qualidade do que vai nas suas elementares cabecinhas.


21
Ago 09
Por jorge, às 01:46 | comentar | ver comentários (1)

Economia das obras públicas

 

 

Como se esperava, o PS - mas os restantes partidos também, continua a apostar forte nas obras públicas. Não me surpreende pois há o ciclo vicioso  "negócio-financiamento partidário-poder" a alimentar. Ganham ambos os lados, o político e o das construtoras. Como sempre, perdem os que vão pagar isto tudo e que não têm grande opção de escolha, já que esta solução mágica das obras públicas é ponto forte em todos os partidos. Depois acontecem coisas como a A13, o Alqueva, a terceira auto-estrada Lisboa-Porto, a A17, a A14, só para citar alguns casos. O mesmo irá acontecer, assim empiricamente acho, com o TGV e o novo aeroporto.

 

Como é que este modelo de governação é vendido? Anuncia-se o número de postos de trabalho a criar e promete-se prosperidade, nascida da obra a criar. Os eleitores comparam a perspectiva de um futuro dourado, sem as dificuldades do presente. No fundo, isto funciona como um qualquer anúncio que sugira sucesso instantâneo pela compra do produto anunciado. Por exemplo, no anúncio do Axe as mulheres acham o actor irresistível só porque ele usa o produto anunciado. Nada disso é verdade mas as pessoas compram o produto. É fácil dizer que as obras públicas trarão prosperidade mas isto é uma falácia. Que o digam as populações de todo o interior, onde as auto-estradas rasgam montanhas mas o progresso não  chegou lá.

 

Ao eleitor apresentam-se duas perspectivas. Acreditar que será o seu contributo, o seu trabalho, a sua iniciativa e os riscos que corra que gerarão a sua riqueza e, consequente, a riqueza da zona onde viva. Ou por outro lado, acreditar que a riqueza nascerá da incitativa do estado, seja pelas obras públicas, seja pelos incentivos prometidos a empresas seleccionadas. Em sucessivas eleições, a escolha tem ido para a segunda opção. Não espanta pois que os portugueses sejam tão europeístas: nada como um grupo de estados que tome conta do estado que toma conta de nós.


20
Ago 09
Por Jorge Assunção, às 19:37 | comentar | ver comentários (2)

Os posts de Hugo Mendes, no Simplex, são um bom exemplo da esquerda que nos tem governado nos últimos anos. Alguns exemplos:

 

Porque é que muitas empresas preferem não exportar? Ora, porque exportar é mais exigente do que apostar no mercado doméstico.

 

Desta nossa fraca orientação para o exterior

 

A prioridade não é obrigar os grandes (e não tão grandes) grupos portugueses a mostrar o que valem lá fora.

 

Hugo Mendes acha que as empresas não exportam por preferência e por uma fraca orientação para o exterior? É isso? E nada melhor que o Estado para alterar as preferências e orientar, ou deverei dizer antes obrigar, as empresas a exportar? De facto, numa coisa concordo com Hugo Mendes, o Estado é a chave para resolver o problema, mas parece que Hugo Mendes não coloca a hipótese de que existem empresas que adorariam exportar e alargar o seu mercado lá fora, mas que quando tentam, falham. E falham porque não são competitivas - no fundo, o que discutimos quando nos referimos ao problema das exportações nacionais é esse mesmo, o da nossa baixa competitividade. Mas  as empresas exportadoras nacionais não são competitivas por factores exógenos às próprias, nomeadamente por questões relacionadas com o mercado de trabalho e as leis fiscais do seu país de origem. Hugo Mendes, em vez de pretender alterar o mercado de trabalho e a fiscalidade, parece considerar que tal resolve-se com subsidios. É, afinal, a solução socialista para tudo: subsidiar, subsidiar, subsidiar. Claro que isso tem um preço: impostos, impostos, impostos. Se o objectivo é atolar-no na lama, meus amigos, caminho aberto: votem PS.

 

Já agora, e só porque os posts do Hugo Mendes são demasiado bons para não os aproveitar, quando este diz:

 

Se não houver um incentivo, um mecanismo propulsor, um trampolim, um apoio, o que lhe quiser chamar, as empresas continuarão, com toda a probabilidade, a prosseguir o mesmo comportamento confortável do passado.

 

Fica a pergunta: porque será que o mercado dos bens não transaccionáveis tem tido tanto sucesso no nosso país e as nossas empresas têm-se dado bem com ele?  Porquê que a aposta neste sector tem sido confortável para as nossas empresas? Ora adivinhem? Porque os sucessivos governos, especialmente os do partido socialista, têm protegido o sector e gerado incentivos para as empresas adoptarem esse comportamento. Mas não se preocupem que o PS tem agora a solução do problema.


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