05
Out 09
Por António de Almeida, às 20:43 | comentar

   -Não tenho por hábito discutir República ou Monarquia, mas sou adepto de regimes presidenciais, executivos sem poder legislativo e parlamentos fortes. Observando com atenção o golpe de 1910, percebendo quem foram os seus autores, chego à conclusão que entre eles estavam alguns canalhas da pior espécie que este país já viu nascer. Nada há para celebrar a 5 de Outubro...

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25
Set 09
Por zedeportugal, às 23:15 | comentar | ver comentários (1)

Nota prévia: Este quadro é basicamente o mesmo que o Jorge publicou aqui e aqui - com a origem e os acrescentos que ele próprio indica -, mostrando o contínuo da variação do crescimento do PIB em Portugal entre 1976 e 2009, a que foi acrescentada apenas informação correspondente a alguns períodos de recessão do PIB das principais economias mundiais com início dos EUA.

 

clique neste texto para ver a imagem maior

 

Algumas extrapolações possíveis directamente a partir do gráfico (pressupondo a correcção dos dados e da sua representação, alguns dos quais não foi possível confirmar):

1) A variação do crescimento do PIB em Portugal é fortemente influenciada pela variação do PIB das principais Economias mundiais, confirmando a extrema abertura e dependência externa da Economia portuguesa*;

2) Os dois valores mais baixos de crescimento do PIB português neste intervalo (1984 e 2009) situam-se ambos em legislaturas do (ou com o) partido socialista;

3) As inflexões positivas (recuperação) da taxa de crescimento da Economia portuguesa situam-se sempre em legislaturas do (ou com o) partido social democrata;

4) A entrada de Portugal no sistema de moeda única europeia não aparenta qualquer expressão na capacidade de criação de riqueza em Portugal;

5) O período de variação positiva mais forte do PIB português corresponde aos governos de iniciativa presidencial, constituídos entre finais de 1978 e 1980.

 

*a principal razão pela qual será ineficaz a tentativa de retoma económica a partir do investimento em grandes obras públicas, como tem sido afirmado por diversos economistas de diversos quadrantes políticos.

 

Comentário final: A avaliação de uma prestação de serviço público é feita, não pelas palavras auto-elogiosas, mas pelos resultados obtidos. Seria útil que o actual senhor ministro dos Impostos das Finanças e do Despesismo da Economia pudesse esmiuçar explicar os resultados da sua prestação nesta legislatura aos portugueses.

 

Este postal foi publicado primeiro aqui.

 


24
Set 09
Por Ricardo Cataluna, às 18:45 | comentar

Ontem cruzei-me, por mero acaso, com uma entrevista de Medina Carreira dada à Antena 1, há pouco mais de um ano. Apesar de distante, as palavras do ex-ministro das Finanças permanecem crua e duramente actuais e reais. Em meia duzia de minutos consegue explicar a forma de fazer política em Portugal. E o caro leitor, quer que tudo continue na mesma?

 


16
Set 09
Por Jorge Ferreira, às 09:12 | comentar | ver comentários (1)

O calor dilata os corpos. As campanhas dilatam as ideias. “Portugal só pode ser um país plenamente inserido na Europa quando a Espanha o for, a Ibéria for, a Península Ibérica for um espaço de integração económica e política”, afirmou Luís Amado, por meríssimo acaso o delegado regional dos Negócios externos da Comunidade Autónoma de Lisboa. Já o delegado regional das estradas e pontes, D. Mário Lino, havia ousado sugerir a extinção deste piqueno pormenor burocrático chamado Portugália, há uns anos atrás. Todos iberistas, todos ministros. Que Pátria generosa a minha, que tanto atura com paciência chinesa (chinesa, Dalai Lama, Amado... isto está tudo ligado...).

(publicado no Tomar Partido)


Por Jorge Assunção, às 08:35 | comentar | ver comentários (1)

"Sou um iberista confesso. Temos uma história comum e uma língua comum. Há unidade histórica e cultural e a Ibéria é uma realidade que persegue tanto o Governo espanhol como o português. Se há algo importante para estas relações são as infra-estruturas de transporte" Mário Lino, Abril de 2006


09
Set 09
Por Samuel de Paiva Pires, às 13:41 | comentar | ver comentários (2)

Para além do que apontam o Jorge Assunção, Adolfo Mesquita Nunes e João Miranda, note-se a consideração quanto aos factores mais problemáticos para a realização de negócios. Os primeiros dois, destacadíssimos, são precisamente a ineficiência burocrática do governo e a restritiva regulamentação laboral. Nada que já não soubéssemos, atendendo a 35 anos de governação à esquerda no que diz respeito à política económica. E depois os liberais é que são perigosos para o país...

 

(também publicado no Estado Sentido)


08
Set 09
Por Jorge Assunção, às 19:05 | comentar | ver comentários (2)

U.S. Displaced by Switzerland as Most Competitive (mas Gadaffi, o líder líbio, tem uma solução para voltar a colocar os Estados Unidos no topo). Já Portugal ocupa um brilhante 43º lugar. Mas vale a pena analisar as classificações atribuidas ao nosso país (fonte):

 

 

Quais as variáveis que mais contribuem para a péssima posição de Portugal no ranking? Nacional savings rate (113ª posição); Government debt (117ª posição); Hiring and firing practices (129ª posição); e Firing costs (114ª posição). Ou seja, poupamos pouco pelo que os investimentos que fazemos não são financiados pelo nosso dinheiro, o endividamente excessivo é um problema bem real e a legislação laboral é um cancro tal como tenho apontado por diversas vezes.

 

A propósito, vale também a pena ler este texto do Rui Castro.


Por zedeportugal, às 01:35 | comentar

(continuação daqui)

 

Tudo o que descrevi no texto anterior é, não só perfeitamente exequível, mas também razoavelmente simples de concretizar. Respondendo às questões colocadas:

 

1ª. Se os senhores Professores Doutores portugueses não quiserem aproveitar a excelente oportunidade de fazer parte de um grupo de investigadores de excelência, não faltarão senhores Professores Doutores espanhóis que não desperdiçarão essa oportunidade.

2ª. Os investimentos são muito moderados, pois as estruturas de base já existem. Basta adaptá-las e equipá-las de forma faseada, à medida que os alunos e as valências forem progredindo e aumentando de número.

3ª. Existindo as estruturas, esta acção pode ser posta em prática muito rapidamente. Bastará um ano, se houver vontade política (e um ministro que não seja gago), para criar e aprovisionar com o essencial os novos cursos e departamentos nas universidades. Bastarão cinco anos para começarem a praticar os primeiros estagiários.

Muito importante: Os novos cursos deverão ser de acesso universal, ao contrário deste aprovado por este governo – como não podia deixar de ser. Estas criaturas quase não fizeram outra coisa durante toda a legislatura: criar regimes de excepção e legislação de aplicação particular ou restrita, o que é gerador de grande injustiça e desigualdade entre os cidadãos.

 

Por outro lado, a fixação da nova população colonizadora (de anciãos) trar-lhe-á também outras vantagens, nada negligenciáveis. Há uma diminuição das despesas para quem habita em pequenas cidades, vilas e aldeias. Muitos produtos e serviços são efectivamente mais baratos. A vida será, eventualmente, um pouco mais rude, mas muitíssimo mais simples e saudável.

 

O problema é que quem pode, continua a tomar decisões absolutamente opostas à boa Economia.

Já seguir darei um exemplo disto – e não são só os poderes públicos, como verão.

 

(continua)

 


07
Set 09
Por zedeportugal, às 11:05 | comentar

Trabalhar para aquecer? Trabalhar para o pinóquio?

 

São mais 5000 que desistem.

 

Ah, e tal, os portugueses têm falta de empreendedorismo... Não é verdade.

 

Estimo que, neste momento, a economia paralela se aproxime dos 40% do PIB - apenas actividades legais, embora exercidas sem o cumprimento das obrigações fiscais e de comparticipação social.

Chego a este número de várias maneiras (mais directas ou indirectas), pelo que não deve andar muito longe da realidade.

 

Tal como diz Herberto Helder (cito de memória, perdoem-me alguma inexactidão) algures em Os Passos em Volta:

Vivemos numa Idade Média enfeitada de tecnologia.


03
Set 09
Por António de Almeida, às 19:52 | comentar | ver comentários (3)

1 - José Eduardo Moniz é afastado do cargo de Director-geral da TVI.

 

2 - Manuela Moura Guedes, acusada pelo secretário-geral do PS no Congresso de Espinho de fazer jornalismo travestido, vê suspenso o Jornal Nacional das sextas-feiras.

 

3 - Emídio Rangel, conhecido sócrate-boy é convidado para dirigir a TVI.

 

4 - Na semana das legislativas sairá um comunicado do DCIAP esclarecendo que José Sócrates não se encontra sob investigação, nem é suspeito de qualquer acto ilícito no âmbito do processo Freeport.

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27
Ago 09
Por zedeportugal, às 00:06 | comentar | ver comentários (3)

(continuação daqui)
 
É simples.

Basta levar os portugueses a ter vontade de ocupar o seu próprio território, emigrar cá dentro, inverter o processo de desertificação populacional do país: Portugal tem agora 80 por cento da sua população em apenas 20 por cento do seu espaço territorial.

(Aplico aqui, directamente, o conhecido Princípio de Pareto, ou regra dos 80-20.)

Mas, isso é impossível! – dirão alguns dos meus (poucos) leitores.

(Se aquilo que me move fosse um socialista desejo de poder, seria este o momento de parar este texto e afirmar: - Caros concidadãos, tenho a solução para este grave problema da sociedade portuguesa, bastando que me elejam com maioria absoluta para que eu possa pô-la em prática.)

 

Não é. E, eu (como sou parvo) vou postar aqui a solução. A seguir...

 

(continua)

 

Nota: Clique na imagem para ver maior.

 

Este texto foi publicado primeiro aqui.

 


26
Ago 09
Por zedeportugal, às 00:49 | comentar

Mais cedo ou mais tarde (e, quanto mais tarde pior) algum governo – quiçá, até poderia ser já o próximo? – irá perceber a lição que a História está fartinha de nos dar: que o crescimento económico de um país tão pequeno como Portugal só pode fazer-se à custa da ocupação de território mais amplo.

Mas, cuidado! A diáspora deixou de ser solução, mesmo aquela que tem sido tão incentivada pelo actual governo socialista (espero que brevemente, apenas de má memória) para Angola.

Porquê Angola? É tão simples como isto: porque a nova emigração para a Europa – e quem diz Europa, poderia dizer Austrália, Nova Zelândia, ou qualquer outro país onde as condições existenciais sejam mais favoráveis que por cá – já não envia para Portugal o seu aforro.

E, porque já não é solução a diáspora? Porque o país se colocou numa situação de dilema fatal: exporta os seus melhores e mais jovens efectivos populacionais para obter capital, mas precisa desesperadamente desses efectivos para construir o seu próprio futuro.

 

O que fazer, pois, perante este dilema?

 
(continua)

Nota: Até porque ainda nem sequer falei de Pareto, como terão reparado.

 

Este texto foi publicado primeiro aqui.

 


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