13
Out 09
Por António de Almeida, às 15:04 | comentar

   -Não conheço o estudo detalhadamente, nem tão pouco quais as recomendações que o próximo governo decidirá seguir ou deixará ficar no papel, mas conheço muito bem os socialistas para não esperar grandes alterações de fundo na política fiscal, entre o deve e o haver, com a desculpa de reformar o sistema, alguns impostos irão certamente descer outros subir, no final é certo que o Estado irá arrecadar mais receita enquanto o contribuinte ficará com menos dinheiro disponível para si. O problema continua a ser um Estado que gasta demasiado.

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05
Out 09
Por António de Almeida, às 20:43 | comentar

   -Não tenho por hábito discutir República ou Monarquia, mas sou adepto de regimes presidenciais, executivos sem poder legislativo e parlamentos fortes. Observando com atenção o golpe de 1910, percebendo quem foram os seus autores, chego à conclusão que entre eles estavam alguns canalhas da pior espécie que este país já viu nascer. Nada há para celebrar a 5 de Outubro...

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01
Out 09
Por António de Almeida, às 13:04 | comentar

   -Uma eventual candidatura presidencial de Manuel Alegre desagrada à actual liderança do PS e também a Mário Soares, é o que se depreende das manobras de bastidores que visam convencer Jorge Sampaio a avançar, ou em alternativa Jaime Gama. Manuel Alegre está demasiado conotado com a esquerda e tem boas relações com o BE, o que poderia causar embaraços à governação de José Sócrates, que não esqueceu ainda as várias traições em votações na A.R., cometidas pelo histórico militante socialista, fruto de profundas divergências políticas entre ambos. Mais grave, a cada veto ou dificuldade colocada por Cavaco Silva, o PS cerra fileiras em torno do líder, com M. Alegre em Belém tudo seria diferente, passaria a existir uma luta fratricida entre os dois pólos de poder, risco que à partida não existe com Jorge Sampaio, conhecida a sua visão minimalista dos poderes presidenciais, a julgar pela prática ao longo dos anos em que ocupou o cargo.


30
Set 09
Por António de Almeida, às 17:07 | comentar

   -Sobre o essencial que despoletou toda esta polémica à volta das alegadas escutas, ficámos a saber que tudo não passou de espuma, como já desconfiávamos não existiram, é a conclusão a retirar da declaração do Presidente da República aos portugueses. Ficou no entanto por esclarecer se existiu invenção jornalística por parte do PÚBLICO ou uma tentativa de manipulação por parte do Fernando Lima, certo é que alguém mentiu. Tal não invalida o facto do PS ter procurado envolver o nome de Cavaco Silva na luta política, questionando o nome de uma assessora presidencial no site oficial do PSD, facto que este partido poderia e deveria ter resolvido de imediato, mal vai quem aspira a formar governo e não consegue rebater declarações de Vitalino Canas e José Junqueiro, mas o PSD tem hoje uma direcção totalmente incapaz e ineficiente. Para cúmulo andaram entretidos com conspirativas teorias de asfixia democrática a par da ameaça espanhola, esquecendo os problemas económicos do país, precisamente a discussão que o PS pretendia evitar. Qualquer possibilidade de cooperação estratégica terminou aqui, mas não subscrevo de forma alguma a teoria que por aí circula em meios próximos do Primeiro-Ministro, que o P.R. se prepara para não indigitar José Sócrates na chefia do novo governo. Será sim um ano de costas voltadas, onde muita coisa poderá acontecer, do Freeport ao BPN, com a crise económica em pano de fundo, o próprio PSD com questões internas por resolver, de forma que ninguém conseguirá prever o futuro, da duração da legislatura à recandidatura presidencial de Cavaco Silva, tudo permanece uma incógnita.

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29
Set 09
Por António de Almeida, às 12:58 | comentar

   -Durante a campanha eleitoral, muito por culpa da inacreditável estratégia da liderança do PSD, discutiu-se a ameaça espanhola e asfixia democrática, deixando de parte a economia, apesar da U.E. estar atenta a Portugal, que será obrigado a corrigir o défice. José Sócrates evitou assim explicar se pretende reduzir a despesa corrente, aumentar impostos ou deixar cair algum investimento público? O boy de serviço comissário socialista de serviço no Banco de Portugal mostra mais uma vez estar disposto a servir como Bombeiro, apagando fogos que possam constituir ameaça ao resultado brilhante da governação.

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28
Set 09
Por António de Almeida, às 18:19 | comentar | ver comentários (1)

  -Totais nacionais, por Distrito, Concelho ou Freguesia, podem ser vistos aqui.


Por António de Almeida, às 13:49 | comentar

   -O partidos à esquerda do PS foram lestos a cantar vitória, para eles o resultado é simples, os eleitores penalizaram o Partido Socialista por atraiçoar sistematicamente os votantes de esquerda, governando depois com políticas de Direita. Tal argumento para além de ridículo, a ser verdadeiro não se compreenderia porque razão os portugueses sociologicamente de esquerda na sua maioria, continuam a votar no PS, é falso porque o país não resvalou à esquerda, como algumas vozes nos pretendem fazer acreditar. A tal maioria de esquerda várias vezes evocada por BE e PCP, que era de 3370308 votos em 2005, com 142 deputados, baixou para 3071948 votos e 127 deputados. Por seu lado os partidos de Direita que tinham 2054845 e 84 deputados, subiram para 2238161 votos e 99 deputados. O país está hoje um pouco menos inclinado à esquerda, ainda assim demasiado para que se possa desenvolver, o chamado centrão recuou claramente, mas calculo que não será exactamente esta a leitura de resultados que vamos assistir ao longo do dia.


26
Set 09
Por António de Almeida, às 12:47 | comentar | ver comentários (2)

   -Ao longo dos anos adquiri o hábito de votar PSD, mesmo sem grande convicção, pelo menos desde 1991, à excepção de 2002, entusiasmado pela promessa do choque fiscal, o que me levou a deixar de votar no PSD até hoje, devido ao seu incumprimento. Farto de socialismo, tinha prometido a mim mesmo terminar a birra voltar a colocar a cruzinha no lugar habitual, mas Paulo Rangel na campanha das eleições europeias afirmou-se europeísta convicto, sendo eu céptico em matéria de integração europeia, contrário à normalização burocrática que descaracteriza a identidade nacional, farto de regras e regulamentos que servem de base ao fundamentalismo da ASAE, fui obrigado a procurar outras paragens. Após a vitória nas eleições europeias o PSD mostrou ser possível derrotar o PS nas urnas, e naturalmente teria o meu contributo. Mas eis que surgem as famigeradas listas de candidatos, a exclusão de Pedro Passos Coelho e Miguel Relvas, a par da inclusão de António Preto e Helena Lopes da Costa, representam um obstáculo intransponível à minha consciência, e mais uma vez ficará adiado o voto neste partido. Não quero no entanto perder de vista um objectivo que me parece demasiado importante para o país, é fundamental derrotar José Sócrates, razão pela qual entendo que o meu voto deverá ter utilidade. Estou recenseado no Distrito de Setúbal, onde apenas os partidos com representação parlamentar podem aspirar a eleger deputados, circunstância que justifica o meu voto no CDS/PP. Faço votos para que mais partidos consigam eleger deputados, pulverizando o nosso sistema político, que o PS perca no mínimo a maioria absoluta, de preferência que até perca mesmo a eleição. Escolhi hoje Sábado para escrever a minha declaração de voto, por ser dia de reflexão, uma bizarria inútil, mas por enquanto e felizmente, os blogues ainda estão fora da alçada da ERC, CNE ou qualquer outra entidade.


25
Set 09
Por António de Almeida, às 23:11 | comentar

   -José Sócrates recebeu mais um apoio de peso, após a menina Carolina Patrocínio, a tal que apenas come fruta quando a empregada lhe retira as grainhas ou caroços, foi a vez de Luís Figo. Julgo que todos os portugueses, mais ou menos familiarizados com o futebol, reconhecem e sentem apreço, pelo inegável talento e classe que o antigo capitão da selecção nacional espalhou pelos relvados dos quatro cantos do mundo. A ideia é óbvia, associar o PS a pessoas que alcançaram o sucesso em diversas áreas, projectando uma imagem de ambição e vontade de triunfar. Mas existe um pequeno problema, o carácter, e tal como a menina que não se importa de fazer batota para ganhar, vale a pena recordar alguns factos menos conhecidos do percurso futebolístico de Luís Figo. Ainda júnior, assinou contrato em simultâneo com o Sporting C.P. e S.L.Benfica, valeu-lhe um acordo entre Sousa Cintra e Manuel Damásio, para o salvar de pesado castigo, que o poderia ter deixado algum tempo de castigo, até poderíamos considerar o infeliz episódio como devaneio próprio da juventude, mas passado pouco tempo repetiu a façanha, assinando por Juventus e Parma, dois clubes italianos na mesma época, mais uma vez salvou a face, com a contrapartida de não jogar no calcio durante uma década. Rumou a Barcelona, onde foi treinado por Johan Cruyff, sir Bobby Robson e Louis Van Gaal, que contribuíram para o aperfeiçoamento das suas inegáveis qualidades, alcançando vários títulos, recebendo até a braçadeira de capitão da equipa blaugrana. Sem que alguém lhe pedisse, chegou até a assumir posições próximas do nacionalismo, em defesa da autonomia, entrando no coração dos catalães, que trairia pouco depois com a transferência para o arqui-rival Real Madrid, aproveitando um momento de crise directiva no F.C.Barcelona. Após o Euro 2004 decidiu colocar um ponto final na selecção nacional, mas no final de 2005, quando não jogava em Madrid, recuou na decisão, solicitando a Scolari que o voltasse a convocar, até porque a selecção apesar da sua ausência já se tinha qualificado para o Mundial 2006, palco para se poder mostrar e conseguir uma transferência, finalmente a Itália. Alguém pode mesmo ficar surpreendido com o apoio de Luís Figo a José Sócrates? Misery loves company!

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Por António de Almeida, às 15:56 | comentar

   -O Presidente da República deverá apresentar uma explicação ao país que justifique as suspeitas de ter estado sob escuta, mesmo que infundadas, ou apresentar queixa na PGR, por ter sido envolvido na luta política através de notícias falsas. Caso as notícias tenham sido divulgadas com base em conversas indiscretas ou mal intencionadas de membros da sua Casa Civil, terá de apresentar aos culpados a factura da traição. No ponto a que isto chegou, gerir o silêncio sem apurar responsabilidades, não é mais possível. Recuso obviamente a acreditar que Cavaco Silva esteja na origem desta novela de Verão, face à gravidade e consequências de tal hipótese.

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24
Set 09
Por António de Almeida, às 13:37 | comentar | ver comentários (1)

   -Os últimos dias têm vindo a mostrar algum crescimento nas intenções de voto no PS, ao ponto de José Sócrates pedir agora uma maioria clara, enquanto nos corredores se vai falando em voz baixa na maioria absoluta. Por muito que possamos criticar a liderança do PSD por não ter apresentado aos portugueses uma solução alternativa entusiasmante, não podemos perder de vista o essencial, o próximo Domingo será o governo de José Sócrates que os portugueses devem julgar, votando PS se estiverem satisfeitos e pretenderem a manutenção das políticas implementadas ao longo dos últimos 4 anos. Mas quem não concordar com a orientação política seguida pelo governo, ou entender que Portugal merece mais que as sucessivas mentiras, embustes e trapalhadas, liderado por um mestre especialista na venda de banha da cobra, basta relembrar o relatório tipo OCDE, os painéis solares que eram meras bombas de calor, o primeiro computador genuinamente português que afinal era uma versão do Classmate, tem a obrigação moral de votar, não basta ficar em casa, deve escolher um qualquer outro partido que considere credível e votar, será a única oportunidade que teremos para travar o que seria uma calamidade, talvez a maior catástrofe que este país sofreu nas últimas décadas, estou a falar da renovação da maioria absoluta. Claro que alguns não concordam com a ideia, por exemplo as acções da Mota-Engil, Somague ou BES irão disparar, garantido que fica o TGV e demais projectos faraónicos em obras públicas, investimentos de retorno absoluto para tais empresas à custa do endividamento do país, empenhando o futuro das próximas gerações.

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23
Set 09
Por António de Almeida, às 13:39 | comentar

   -Após a surpreendente vitória do PSD nas eleições europeias o país ganhou alento, de repente passou a existir uma fundada esperança em afastar José Sócrates, colocando um ponto final nas mentiras e trapalhadas de um governo obcecado com a propaganda. O bom senso recomendaria ao principal partido da oposição, que procurasse mobilizar as hostes, unindo todos os militantes em torno da liderança, no entanto cedo se percebeu que a estratégia traçada, inspirada em doutrina filosófica herdada do maoísmo com algumas adaptações, apontava no sentido da dupla conspiração, externa, acusando de situacionismo todos os que não colaboravam, interna, inventando a teoria do divisionismo, que justificou a purga de destacados militantes nas listas de candidatos a deputados, a par da lealdade canina demonstrada com a inclusão de pessoas que a prudência e bom senso, já nem falando em pudor quando se faz da verdade uma bandeira, recomendariam a exclusão. Com naturalidade surgiu na agenda a asfixia, as alegadas escutas serviriam para confirmar a tese, a qual ruiu como um castelo de cartas quando o Presidente da República recusando o envolvimento, demitiu o assessor de quem alegadamente terão partido as denúncias, ao que parece existe uma outra fonte, não surpreende face à teia de lealdades existentes entre a Casa Civil da Presidência e alguns dirigentes do PSD. Procurando sobreviver politicamente ao inevitável ajuste de contas que se seguirá às eleições, após um mais que previsível mau resultado, está já em marcha a teoria do bode expiatório, atirando para outros, nomeadamente Cavaco Silva, a culpa pelo fracasso.

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22
Set 09
Por António de Almeida, às 14:22 | comentar

   -Enquanto vamos discutindo as escutas, os emails, a asfixia, os dias vão passando sem que alguém preste atenção ao resultado da governação, de facto as eleições no próximo dia 27 servem apenas para julgar o actual governo de José Sócrates e optarmos pela continuidade ou mudança de rumo, o resto é espuma. Para um julgamento correcto é importante perceber o resultado da actual legislatura, eu diria que isto não é propriamente uma situação brilhante, gostaria que alguém me explicasse como irá o país recolocar as contas em dia, ou seja reduzir o défice, controlar a dívida pública e ainda pagar o investimento no TGV. Mas como resposta esqueçam a demagogia das parcerias público-privadas, em Portugal nunca resultaram, também nos juraram que os estádios do Euro iriam encher, ter vida própria para lá dos dias de jogos, depois foi o que se viu com as autarquias pagando a factura. O único investimento que poderá resultar por estes dias será a compra de acções da Mota-Engil, no próximo dia 28 estarão em alta, acompanhadas pela Somague, BES, BPI e Millenium BCP, em caso de vitória socialista nas legislativas.

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Por António de Almeida, às 12:23 | comentar

   -Pedro Passos Coelho apareceu na campanha do PSD em Vila Real, sem aviso prévio, apoiando o seu partido de sempre. Irá Pacheco Pereira, que ainda não estendeu a mão a Miguel Relvas em Santarém, considerar o gesto como falso, hostil ou contribuição para o situacionismo? Manuela Ferreira Leite tentará nesta recta final de campanha desvalorizar a questão das alegadas escutas telefónicas, após Cavaco Silva ter afastado o assessor de comunicação Fernando Lima, sem mais explicações, procurando evitar que a decisão do Presidente da República condicione o partido.

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21
Set 09
Por António de Almeida, às 18:55 | comentar

   -Desta vez o Presidente da República foi lesto a agir, substituindo o assessor envolvido na polémica das escutas telefónicas, esvaziando por agora a questão. Existem contudo pontas soltas por esclarecer, será no entanto difícil algum dia virmos a saber toda a verdade sobre este lamentável episódio, que não dignifica as instituições. Por estarmos em campanha eleitoral, aproveitará aos socialistas a estratégia da vitimização, nada melhor pois que fazer passar a ideia que seria praticamente impossível Fernando Lima urdir toda esta trama sem o conhecimento prévio de Cavaco Silva, há no entanto que relembrar esses senhores que no processo Freeport, Carlos Guerra será constituído arguido, se utilizarmos a mesma linha de raciocínio teríamos também de concluir pelo envolvimento de José Sócrates na decisão do seu subordinado, utilizar dois pesos, duas medidas consoante o interesse partidário do momento, é que seria intelectualmente desonesto.

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Por António de Almeida, às 18:11 | comentar

   -Não costumo escrever sobre família, porque ninguém ao nascer escolhe os progenitores, mas neste caso posso perfeitamente afirmar que tal pai, tal filho, a falta de educação por ali deve ser algo genética. João Soares discursando na passada semana disse que a escolha era entre José Sócrates e a outra senhora, mais tarde veio o patriarca do clã, Mário Soares chamar fanática e irresponsável a Manuela Ferreira Leite. Fez bem a líder do PSD em não atribuir importância ao cada vez mais irrelevante antigo Presidente da República, que já em tempos afirmara ao perder uma eleição, que Nicole Fontaine fizera um discurso de dona de casa, à medida que os anos passam vai faltando tolerância, aumenta o radicalismo, é pena, mas a decadência nunca é um espectáculo bonito de assistir.

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20
Set 09
Por António de Almeida, às 02:28 | comentar

  -O bloco central de interesses está ameaçado, pressentindo o perigo de crescimento de outros partidos o PS foi o primeiro a dramatizar o apelo ao voto útil, acenando ao povo de esquerda com o perigo do governo ir parar à Direita, agora vem o PSD pela voz de Marcelo Rebelo de Sousa fazer discurso idêntico de sinal contrário. Percebo-os, PS e PSD estão habituados a partilhar lugares no Estado, não querem agora repartir o bolo com outros...

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19
Set 09
Por António de Almeida, às 18:39 | comentar

-Não lhe apetece mesmo nada regressar ao passado, ao seu passado...

 

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Por António de Almeida, às 16:43 | comentar | ver comentários (1)

   -O professor Anacleto Louçã parece ter perdido as boas graças da comunicação social, passando a ser escrutinado, e logo apareceram falhas, afinal o BE está longe da perfeição, é apenas um partido político como qualquer outro, feito por pessoas com defeitos e virtudes. Após descobrirmos que o programa eleitoral prevê algumas bizarrias como a proibição de rodeos ou taxa sobre utilização de telemóveis, agora também ficámos a saber que num mercado todos os vendedores são iguais, excepto as peixeiras que não podem ser levadas a sério, não merecendo por isso umas palavras de tão ilustre visitante. Mais grave a meu ver será o facto do dirigente bloquista possuir investimentos em PPR, que tanto critica, não é comparável a alguém que discorda do SNS ou do ensino público, ser assistido num hospital do Estado ou frequentar a escola pública, que somos obrigados a pagar através dos nossos impostos, ficando com direito à sua utilização, ao passo que Francisco Louçã subscreveu os PPR de forma voluntária, quando tinha à sua disposição vários outros investimentos, mas lá diz o ditado, faz o que te digo...

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18
Set 09
Por António de Almeida, às 14:53 | comentar | ver comentários (3)

   -Alguém no PSD ou na Presidência da República anda a fazer os impossíveis para dar ao PS uma vitória nas legislativas. Após o desaire eleitoral nas europeias, os socialistas tremeram, mas a inabilidade política da liderança do principal partido da oposição atingiu um ponto inacreditável, afastando militantes prestigiados das listas de candidatos a deputados por divergência de opinião, nelas incluindo personagens de duvidosa credibilidade política, sobre os quais recaem suspeitas de comportamento pouco abonatório, visando apenas pagar favores à tralha aparelhística. Como se isto tudo não bastasse, o guru espiritual passa a vida a criticar as agências, enquanto o partido coloca em prática a mais desastrada estratégia de comunicação de que há memória, nelas incluindo absurdas teorias de conspiração. Assim não dá, o pior será continuarmos a aturar mais algum tempo este poder socialista, onde já se erguem vozes reclamando uma perigosa e aventureira viragem à esquerda.

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17
Set 09
Por António de Almeida, às 12:37 | comentar | ver comentários (3)

   -Já tinha apreciado a prestação televisiva de Paulo Portas nos debates televisivos da passada semana, ontem esteve absolutamente brilhante nos "Gato fedorento", dominando por completo a entrevista, perante um Ricardo Araújo Pereira manifestamente incapaz de responder ao entrevistado. No entanto trata-se de um programa de humor, julgo que não será de grande relevância para os resultados eleitorais, mas o formato tem virtudes a meu ver, merece um espaço televisivo regular, talvez semanal, com personalidades da vida política e social portuguesa. Para quem não viu, aqui fica a emissão de ontem. 

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16
Set 09
Por António de Almeida, às 14:56 | comentar

   -Gostei da prestação televisiva de Manuela Ferreira Leite no programa dos "Gato fedorento" , onde apareceu descontraída, segura e divertida, transmitindo uma imagem de naturalidade, ao contrário de José Sócrates na véspera, cuja boa disposição pareceu algo fabricada. Se isto rende votos não sei, veremos até ao final da semana a prestação dos restantes líderes partidários.

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15
Set 09
Por António de Almeida, às 09:45 | comentar | ver comentários (9)

   -Desesperados com o cepticismo dos portugueses face ao TGV, que lhes poderá custar votos e até a eleição no próximo dia 27, os socialistas acenam com o perigo de Portugal ficar sem acesso aos fundos comunitários, o número impressiona, são mais de 300 mil milhões de Euros que o país perde se decidir recuar no faraónico projecto da dupla Sócrates & Lino. Convenientemente omitem, o que não surpreende, a mentira faz parte do ADN deste governo, que os fundos comunitários representam cerca de 1/5 do orçamento previsto, os restantes 4/5 saem do bolso do contribuinte, acrescido dos custos com derrapagens, juros e imprevistos, que sempre acontecem nas obras públicas em Portugal.

 

Adenda: Onde se lê 300 mil milhões deve ser lido 300 milhões de Euros.


14
Set 09
Por António de Almeida, às 14:42 | comentar | ver comentários (2)

   -Imagine o estimado leitor que é oferecido um financiamento de 100 mil Euros a alguém que aufere um rendimento mensal de mil Euros, que lhe cobrem à justa a prestação da casa e carro, restando pouca margem de manobra para despesas correntes, com a contrapartida do indivíduo se endividar em 400 mil Euros, os quais terão de ser pagos, acrescidos dos juros respectivos, para adquirir uma propriedade de 500 mil Euros. Confuso? É mais ou menos a situação em que Portugal fica se o PS vencer as eleições e avançar para a construção do TGV, como cereja em cima do bolo, coloque o aeroporto de Lisboa.


13
Set 09
Por António de Almeida, às 23:34 | comentar | ver comentários (1)

   -A verdade é sempre dolorosa quando não nos convém, Manuela Ferreira Leite afirmou o óbvio no debate, o TGV interessa mais a Espanha que a Portugal, em primeiro lugar por aproximar Madrid do Atlântico, Vigo está mais distante da capital espanhola, em segundo lugar porque a tecnologia será totalmente importada, não cria valor acrescentado na economia nacional, à excepção das grandes construtoras, obviamente as principais interessadas no projecto. José Sócrates acusou o toque, muitos estão agora preocupados de ambos os lados da fronteira com algo que já tinham por adquirido, indiferentes ao interesse dos portugueses, a quem cabe decidir se pretendem deixar uma factura pesada às próximas gerações, ou viver de acordo com as reais possibilidades do país.


Por António de Almeida, às 10:35 | comentar

   -Uma desilusão o debate entre José Sócrates e Manuela Ferreira Leite, tenho dúvidas que alguém tenha ficado hoje convencido a votar num destes candidatos a primeiro-ministro, para lá dos apoiantes que já estavam convencidos, cada um reclamando vitória sobre o adversário. Os vencedores terão mesmo sido os ausentes Paulo Portas, Jerónimo de Sousa e Francisco Louçã, que estarão mais à vontade para rebater o drama do apelo ao voto útil, que está a ser utilizado pelos principais partidos, de forma mais acentuada pelo PS.


12
Set 09
Por António de Almeida, às 12:34 | comentar

     -Ontem Jorge Ferreira defendeu a necessidade de introduzir duas alterações, permitir candidaturas independentes e criar os círculos uninominais que há muito defendo. Mas não será fácil alterar o actual modelo, PS e PSD procuram dramatizar neste momento o apelo ao voto útil, transformando uma eleição parlamentar num plebiscito à escolha do próximo Primeiro-Ministro, subvertendo o espírito da Constituição, com a cumplicidade tácita um do outro, procurando esvaziar os partidos à esquerda e direita respectivamente, para insuflar uma vez mais o centrão ameaçado pelas sondagens de obter o seu pior resultado Histórico, conjugados os votos em ambos os partidos. Chegam hoje ao fim os debates televisivos, e apesar das boas audiências, o que demonstra interesse dos portugueses no seu futuro imediato, não se vislumbram grandes soluções para os problemas do país, nem existe propriamente uma dinâmica de vitória, José Sócrates e Manuela Ferreira Leite foram incapazes de gerar entusiasmo à sua volta, os estudos até agora divulgados apontam para um empate técnico, existe até a possibilidade de virmos a assistir a um fenómeno curioso, o partido mais votado eleger menos deputados do que o segundo, o que dependerá da distribuição de votos nos vários Distritos, seria até a meu ver algo desejável, apesar dos alertas que nos lançam diariamente sobre os perigos da ingovernabilidade, o actual sistema chegou a um ponto que não se reforma, excepto se a isso for obrigado. Vamos agora entrar no período de campanha eleitoral, mantendo-se a imprevisibilidade no resultado, assistiremos a um crescente de insultos, acusações e insinuações, procurando disfarçar a incapacidade absoluta de apresentar um programa claro, com respostas concretas, e convencer os portugueses que o mesmo será cumprido uma vez eleitos.
 

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11
Set 09
Por António de Almeida, às 15:14 | comentar

   -Totalmente descredibilizadas após as eleições europeias, as sondagens são hoje olhadas com desconfiança, não ficando livres até de suspeitas de manipulação. A Universidade Católica divulga hoje um estudo que coloca PS e PSD tecnicamente empatados, com ligeira vantagem para os socialistas, BE no terceiro lugar, à frente da CDU, CDS/PP normalmente subavaliado, em 5º lugar com 6%. Vale o que vale, nesta altura pouco mais que zero, não me levem a mal os autores destes estudos, mas são eles quem tem agora de provar serem merecedores da nossa confiança. Fica a curiosidade e pouco mais.


09
Set 09
Por António de Almeida, às 18:06 | comentar | ver comentários (1)

   -Quem está verdadeiramente interessado em vencer eleições aposta na união, em vez da clivagem e baixa intriga política.

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Por António de Almeida, às 12:21 | comentar

   -José Sócrates deu um importante passo rumo à vitória nas legislativas ao derrotar Francisco Louçã no debate ontem à noite na RTP1, beneficiando também das infelizes declarações de Manuela Ferreira Leite na Madeira, quando apontou a região como grande exemplo de democracia, por contraponto ao clima de asfixia democrática que se vive no Continente, segundo a líder social-democrata. Muita água irá ainda correr até dia 27, mas acredito que dificilmente o PS não será o partido mais votado e naturalmente convidado a formar governo. No entanto o cenário previsível aponta para um resultado longe da maioria, o que pressupõe uma de duas alternativas, coligação ou governo minoritário. A bem da tão apregoada estabilidade, reclamada por diversos quadrantes, o PS face à impossibilidade de coligações à esquerda, bem patentes ontem no debate, com parceiros que defendem um regresso às nacionalizações, irá certamente piscar o olho ao PSD para refazer o bloco central que ninguém afirma desejar, mas pelo qual muitos suspiram. O maior obstáculo será o clima pessoal de verdadeira guerra entre as direcções de ambos os partidos, mas se recordarmos que em 2002 os sociais-democratas também diziam de Paulo Portas o que Maomé não disse do toucinho, não custa a crer num qualquer golpe de rins na Buenos Aires, mesmo que para tal seja necessário realizar alguns ajustes na liderança, afinal o partido conta com vários quadros que não estão dispostos a continuar atravessando o deserto, quando existem possibilidades de ocupar parte dos lugares disponíveis no universo do cada vez mais tentacular Estado português. Os programas à primeira vista totalmente incompatíveis, até estão mais próximos do que muitos julgam, o PSD quer suspender e reavaliar o TGV, algo que o PS pode facilmente conceder, desde que após a "reavaliação" seja decidido avançar, o aeroporto será construído por módulos, mas construído, a AE cor de rosa poderá ver a construção de alguns troços adiados, avançando na sua maior parte. Quanto a matérias fiscais, saúde ou segurança social, com alguma cedência de parte a parte, se chegará a consenso, nem que para tal sejam necessários os bons ofícios do actual inquilino do Palácio de Belém, para quem tal cenário significaria uma real possibilidade de renovar o contrato de arrendamento que expira em 2011, por mais cinco anos.

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