12
Out 09
Por zedeportugal, às 23:04 | comentar

Ao contrário do que é amplamente aceite por aí – entre blogues e jornais – não considero que o grande derrotado destas autárquicas tenha sido o BE. É verdade que a sua votação em termos globais (3% dos votos expressos, num total aproximado de 167.000) é um péssimo resultado. Mas, o BE não tem um passado que o suporte nas autárquicas.
O grande derrotado nestas autárquicas, em minha opinião, foi o PCP. Não só perdeu sete câmaras - Aljustrel, Beja, Viana do Alentejo, Vila Viçosa, Marinha Grande, Monforte e Sines -, das quais três (3) são cidades, como não recuperou ao PS algumas que esperava, como, por exemplo, Évora ou Odemira. A lição a tirar é clara como água limpa e darwiniana: quem não se adapta morre.

 

Quanto aos resultados em Lisboa... eles representam bem o paradigma do estado actual da política nacional. O PS ganhou, mas à conta da cupidez de outros, como se passa a explanar.
O oportunista bloquista ex-bloquista Sá Fernandes – o Zé que já não fazia falta nenhuma – juntou-se ao PS para não perder o tacho emprego lugar.
A aproveitadora manipuladora vereadora (e arquitecta) Helena Roseta traiu as convicções do movimento de parvos cidadãos que a apoiava – agora que parece ter ficado decidido (não sei bem por quem?) que só fica a poder empilhar-se contentores até uma altura de cinco (2,6x 5= 13,0 metros, só treze metros!) na doca de Alcântara – em troca do lugar de vice de António Costa, para ver se consegue apanhar alguns projectos municipais (ou, como se diz agora, de iniciativa municipal) quebrando o regime de exclusividade alimentar do vereador (e arquitecto) Manuel Salgado.
O PSD perdeu (nem outra coisa seria de esperar) por causa da extraordinária falta de inteligência dos seus líderes. Tal como acontece na minha própria corporação profissional e em inúmeras outras, bem como na maioria das associações (desportivas, recreativas e até – pasme-se – aquelas ditas de solidariedade) alguns chicos-espertos continuam a pensar que obtém alguma vantagem ao denegrir o seu colega profissional ou o seu companheiro associativo. O que acontece, ao contrário, é que ao destruírem a imagem desse grupo a que pertencem, destroem a sua própria imagem , a sua própria credibilidade e o seu próprio futuro.
É claro que o espertalhão engatatão cidadão Santana Lopes haveria de perder a Câmara porque ele próprio, com uma grande ajuda dos seus companheiros de partido, já havia tratado de destruir a sua própria credibilidade – de forma bastante definitiva, ao que parece.
Mas, neste caso, quem perdeu mesmo foi a cidade Lisboa e os lisboetas, os quais só podem mesmo imputar as culpas à sua tremenda falta de memória colectiva, pois parecem ter-se esquecido completamente porque razão haviam dado a vitória no passado recente ao dito Santana Lopes. E agora vão apanhar um período “neo-joão-soarista” que lhes vai tornar a vida num inferno (ainda maior). É lamentável, mas merecido.

 

Quanto aos resultados em Oeiras também não concordo com o que por aí se diz nos blogues, sobre a alegada falta de ética dos eleitores do Concelho de Oeiras por terem votado no Isaltino Morais. Talvez isso se fique mais a dever à falta de qualidade dos seus adversários.
Quem são, em termos de relevância política claro, Amílcar Campos e Isabel Meirelles (com dois éles)? Quem escolhe estes desconhecidos como opositores de um homem como Isaltino está no mínimo a substimá-lo e não deveria admirar-se dos resultados.
Já o rapazola jovem Perestrello (também com dois éles – que coincidência!) é cara conhecida – ou deverei dizer promovida – num qualquer programa televisisvo de debate político. Não sei como se chama o programa, mas já vi duas ou três vezes e repugna-me o ar enfatuado, convencido – uma pseudo superioridade baseada, provavelmente, no argumento “eu sou do partido da maioria” (era) – com que o dito Perestrello (com dois éles) se dirige aos seus comparsas e à entrevistadora. E era isto que o PS pensava poder vencer o esforçado e muito popular (diria mesmo de trato humilde) Isaltino Morais?
Talvez a mensagem dos eleitores de Oeiras seja mesmo, ao contrário do que dizem, de grande valor ético? Talvez ela seja qualquer coisa do género: não vale tudo, mesmo em política, e a deslealdade daqueles (neste caso daquelas) em quem o líder depositou a sua confiança é inaceitável.
Afinal, a simples lição que um dia o autor e senhor da minha vida me fez aprender e que a partir daí eu tento transmitir ao meu semelhante: os fins nunca justificam os meios.
Um bom tema para reflexão das cúpulas partidárias deste país – com especial relevância para o PSD – se nelas houvesse um mínimo de humildade, coisa que duvido sinceramente.

 

Muitas outras histórias haveria para contar destas autárquicas, mas a disponibilidade não mo permite.

 

clique neste texto para aceder à página dos resultados das autárquicas 2009

 

Nota final: Encerro, assim, a minha colaboração neste projecto conjunto designado Novo Rumo, grato e honrado pelo convite que me foi feito a 29 de Julho e que viria a aceitar no dia 7 de Agosto de 2009. Foi um gosto ter participado convosco.
Despeço-me de todos com um abraço de amizade.
Até sempre,
(zedeportugal)
 


09
Out 09
Por zedeportugal, às 19:23 | comentar

5 Outubro 2009

 

Barack Obama cancels meeting with Dalai Lama 'to keep China happy'

President Barack Obama has refused to meet the Dalai Lama in Washington this week in a move to curry favour with the Chinese. ...

 

9 Outubro 2009

 

Obama wins Nobel Peace Prize

Barack Obama on Friday received the Nobel peace prize just 263 days after taking office, triggering praise and incredulity across the world ...

 

Talvez faça algum sentido o que este gajo diz?

 

Este post foi publicado primeiro aqui (só em inglês).


08
Out 09
Por zedeportugal, às 18:40 | comentar

A glimpse on EU people’s Orwellian future

European illuminati illuminated unelected leaders are already preparing some goodies for their serfs citizens. ...

 

Nota: Para quem não lê inglês, no final do post existe um linque para um elucidativo artigo do Público sobre o mesmo assunto.

 


05
Out 09
Por zedeportugal, às 16:31 | comentar

Aqui.

 

Desculpem não re-publicar aqui no Novo Rumo, mas esta re-publicação levaria muito tempo e daria um trabalhão. Uf!


02
Out 09
Por zedeportugal, às 18:45 | comentar | ver comentários (2)

A justeza das escolhas do povo ou a surpreendente sabedoria do inconsciente colectivo.

 

Como já havia referido aqui, em condições de livre escolha (ou, pelo menos, com condicionamentos moderados) observa-se com frequência uma inexplicável sabedoria nas escolhas colectivas dos povos. Terá sido, uma vez mais, o caso? Vejamos:

 

1. É justo ou não que um partido que não muda o seu discurso, a sua imagem e a sua liderança há... - há quanto tempo é secretário-geral Jerónimo de Sousa? - tenha sempre aproximadamente o mesmo número de votos?
A CDU aumentou um pouco a sua votação. O bom resultado eleitoral nas Europeias e a forte contestação a muitas acções do governo poderiam fazer pensar num resultado melhor. E assim seria, provavelmente, sem a concorrência directa do BE, em especial nos votos dos mais jovens. De qualquer forma, as eleições legislativas não são o ponto forte da CDU, ao contrário das autárquicas que se aproximam e nas quais – estou convicto – esta força política vai recuperar muitas das Câmaras que perdeu anteriormente para o PS.
2. É justo ou não que um partido que aproveitou (diria mesmo explorou) o enorme descontentamento (diria mesmo revolta) dos jovens com a situação de precariedade laboral para que cada vez mais predominantemente são empurrados, tenha tido mais cerca de 200.000 votos que nas eleições anteriores?
O BE teve um bom resultado eleitoral e constitui agora, cada vez mais, uma poderosa força de protesto, pois esse é o principal suporte da sua acção política, fruto da vontade colectiva da maioria dos seus militantes e apoiantes.
3. É justo ou não que um partido que assumiu com tanta coerência e determinação a defesa dos interesses da sua clientela eleitoral tenha aumentado a sua votação em cerca de 500.000 votos?
O CDS foi o partido que mais fez crescer a sua votação relativamente às eleições legislativas anteriores e, também, relativamente às previsões das sondagens - os “sondageiros” nunca mais aprendem que a maioria das pessoas que votam CDS não respondem a inquéritos por telefone sobre a sua vida e as suas preferências.
4. É justo ou não que o partido liderado agora pela militante que tanto desdenhou e criticou o anterior presidente, por este ter obtido 28,7% dos votos expressos nas legislativas anteriores, tenha agora obtido 29,1% desses mesmos votos?
O PSD foi, ou melhor, continuou a ser um partido derrotado. O que os números dizem é que nunca chegou a recuperar da má imagem que criou para si mesmo a partir da legislatura de Barroso.
5. Finalmente, é justo ou não que o partido do poder tenha perdido aquilo que o tornou (e que ainda perdura) a mais perigosa ameaça à liberdade individual e colectiva da nação desde o período da ditadura? É justo ou não que o povo obrigue agora este partido e, especialmente, este líder arrogante a governar em minoria, suportando as consequências da sua anterior (muito má) legislatura e suportando o desgaste para a imagem dos ditos a que isso inelutavelmente conduzirá?
Com este resultado, o PS não perdeu as eleições, mas muito mais do que isso: perdeu o poder, ou melhor, entrou num prolongado e intravável processo de perda do poder semelhante àquele em que o PSD entrou há cinco anos atrás.

 

música: http://www.youtube.com/watch?v=Or4iCp2CYpc

01
Out 09
Por zedeportugal, às 12:06 | comentar

ao famigerado Tratado de Lisboa.

 

How You Are Paying For The Irish 'Yes' Campaign


Apparently the Young European Federalists are launching yet another 'yes' campaign to urge Ireland to adopt the Lisbon Treaty.

...

The group received a rather sizeable €132,927 from the EU between January 2005 and October 2007.

But don't take our word for it - check out the YEF's own website, where they proudly show off their EU funding.

...

(By Open Europe blog team, On Monday, September 21, 2009)

 

Veja também este post: Todos os primeiros-ministros 'modernos' e 'europeístas' têm que ser mentirosos?


30
Set 09
Por zedeportugal, às 19:07 | comentar

Appeal of polish bloggers

date: 27.09.2009

We vote NO!

The Lisbon Treaty is an attempt to establish a European superstate without asking Europeans for their permission. ...

 

(clique nas imagens em baixo para ser direccionado para as páginas do apelo)

 

 


Por zedeportugal, às 18:52 | comentar

No passado dia 4 de Setembro escrevia eu aqui, neste mesmo blogue o seguinte:

 

...
Perante estes factos, parece-me bastante claro que a Prisa está a por a Media Capital a jeito (perdoem-me o vernáculo, mas não há melhor forma de o dizer) para uma OPA. Aliás, tão a jeito, tão a jeito, que irá provavelmente obter uma Takeover (hostil or not).
As constatações finais são: alguém só se põe a jeito assim para outrem muito especial e ninguém se põe tão a jeito sem querer qualquer coisa em troca.

 

Foram precisos apenas 25 dias para que a notícia viesse confirmar a previsão:

 

A Portugal Telecom não comenta a compra de até 35% da TVI pela Ongoing, seu accionista e com participação na administração da operadora.
...
A PT chegou a estar em negociações com a Prisa,para a compra de uma posição na Media Capital, dona da TVI, mas o negócio abortou depois de ter sido comunicado ao mercado a existência de conversações.

(por Alexandra Machado, em 29 Setembro 2009, no Jornal de Negócios)

 

 


25
Set 09
Por zedeportugal, às 23:15 | comentar | ver comentários (1)

Nota prévia: Este quadro é basicamente o mesmo que o Jorge publicou aqui e aqui - com a origem e os acrescentos que ele próprio indica -, mostrando o contínuo da variação do crescimento do PIB em Portugal entre 1976 e 2009, a que foi acrescentada apenas informação correspondente a alguns períodos de recessão do PIB das principais economias mundiais com início dos EUA.

 

clique neste texto para ver a imagem maior

 

Algumas extrapolações possíveis directamente a partir do gráfico (pressupondo a correcção dos dados e da sua representação, alguns dos quais não foi possível confirmar):

1) A variação do crescimento do PIB em Portugal é fortemente influenciada pela variação do PIB das principais Economias mundiais, confirmando a extrema abertura e dependência externa da Economia portuguesa*;

2) Os dois valores mais baixos de crescimento do PIB português neste intervalo (1984 e 2009) situam-se ambos em legislaturas do (ou com o) partido socialista;

3) As inflexões positivas (recuperação) da taxa de crescimento da Economia portuguesa situam-se sempre em legislaturas do (ou com o) partido social democrata;

4) A entrada de Portugal no sistema de moeda única europeia não aparenta qualquer expressão na capacidade de criação de riqueza em Portugal;

5) O período de variação positiva mais forte do PIB português corresponde aos governos de iniciativa presidencial, constituídos entre finais de 1978 e 1980.

 

*a principal razão pela qual será ineficaz a tentativa de retoma económica a partir do investimento em grandes obras públicas, como tem sido afirmado por diversos economistas de diversos quadrantes políticos.

 

Comentário final: A avaliação de uma prestação de serviço público é feita, não pelas palavras auto-elogiosas, mas pelos resultados obtidos. Seria útil que o actual senhor ministro dos Impostos das Finanças e do Despesismo da Economia pudesse esmiuçar explicar os resultados da sua prestação nesta legislatura aos portugueses.

 

Este postal foi publicado primeiro aqui.

 


Por zedeportugal, às 12:26 | comentar

Ao fim de 35 anos de votos "úteis", Portugal tem a sua Economia completamente de rastos e, pior, com previsões de agravamento da situação ainda em algumas áreas (como o emprego, p.ex.) e de uma recuperação global muitíssimo lenta e difícil.

Não será altura de os portugueses começarem a votar de outro modo?

Não será chegado o momento de votarem nos partidos cujos programas defendem os seus interesses enquanto cidadãos, em vez de votarem em figuras de revistas da socialite?

 

Não será tempo dos portugueses perceberem que o dito voto "útil" tem sido o mais inútil possível?


23
Set 09
Por zedeportugal, às 10:50 | comentar

         

 

Os franceses e os ingleses usam apenas um verbo para significar tanto o ser como o estar - 'être' e 'to be', respectivamente.
Os portugueses, não obstante usarem dois verbos diferentes, continuam a confundir o ser com o estar (e, também, o ser com o ter, mas isso é toda uma outra conversa).
Ser sério (honesto, de confiança) não é a mesma coisa que estar sério (não se rir). A riquíssima língua portuguesa tem uma designação própria para quem nunca se ri: mal-encarado.

E, já agora que vem mesmo a propósito,
ser e parecer também não são a mesma coisa.

 

Nota: Este postal é somente uma transcrição do que foi publicado aqui há quase um mês atrás (30-07-2009).


22
Set 09
Por zedeportugal, às 18:27 | comentar | ver comentários (2)

Cavaco defende reforma na Defesa, Sócrates vaiado
10-06-2007 12:00:00 Observatório do Algarve

 

Primeiro-ministro vaiado por populares em Abrantes
Arquivo: Edição de 20-06-2007 O Mirante

 

José Sócrates vaiado durante visita a escola na Covilhã
09.10.2007 - 17h57 Lusa, Público

 

Sócrates vaiado no Parlamento Europeu
0:00 Quarta-feira, 12 de Dez de 2007 Visão

 

José Sócrates vaiado à entrada do almoço com líderes europeus
13.12.2007 - 14h40 Lusa, Público

 

Sócrates vaiado em Braga
18-01-2008 - 17:23h Portugal Diário

 

José Sócrates vaiado no Porto
28-01-2008 - 19:00h Portugal Diário

 

Vaia de professores deixa Sócrates irritado
Maria João Caetano 17 Fevereiro 2008 DN

 

José Sócrates vaiado na ópera
28.03.2009 - 14h11 Público

 

Sócrates apupado no ‘cavaquistão’
30 Março 2008 - 00h30 CM

 

10 de Junho: Sócrates vaiado pela população
10-06-2008 - 12:07h Portugal Diário

 

Sócrates vaiado em Aveiro
22-Fev-2009 Esquerda

 

A avaliação está feita. Agora, é publicá-la na pauta eleitoral, sem medo e sem contemplações, no próximo domingo. Está na nossa mão, na mão dos eleitores.

Ele está convencido que os(as) portugueses(as) estão esquecidos e voltou às promessas de "papas e bolos" para "os tolos". Eu acredito os portugueses têm uma grande sabedoria colectiva -facto que, aliás, já demonstraram anteriormente várias vezes em escolhas tanto ou mais difíceis que a presente.


21
Set 09
Por zedeportugal, às 18:15 | comentar

Apanhadas por aí:

 

Sócrates é o pior primeiro-ministro desde 1985

 

A poucos dias das eleições, esta questão é fácil de resolver. Nemo malus felix.

 

Já não posso com esta conversa do TGV: quero lá saber ser fazem, se não fazem. O que interessa isso à gente?

 

Ouvido hoje, à hora do almoço, num restaurantezaco de bairro. Vox populi, vox Dei.


16
Set 09
Por zedeportugal, às 19:27 | comentar | ver comentários (2)

A resposta a esta pergunta da Inês Teotónio Pereira, no blogue Rua Direita:

 

mas Durão Barroso ganhou contra quem?

 

encontra-se cabalmente dada aqui, no blogue England Expects*:

 

"The Debate: Barroso or a vacuum?"

 

*O título deste blogue é, só por si, um quebra-cabeças: A Inglaterra espera... o quê?


Por zedeportugal, às 14:08 | comentar

(continuação daqui)
 

Na Suíça, por exemplo, isto não seria construído na capital. (clique na imagem para ver de que se trata)

 

 

Escolher-se-ia um lugar tranquilo, numa bela encosta, a cerca de meia hora de automóvel de uma cidade grande. De preferência, nas proximidades de uma pequena vila ou aldeia com uma estação de caminho de ferro. (clique na imagem)

 

 

(Posso afirmar isto porque lá trabalhei e tive contactos com gente responsável pelo ordenamento do território que conduzia processos de decisão de empreendimentos deste género.)

 

Por cá planta-se mesmo à beira do Tejo, junto à barulhenta Doca-Pesca, num lugar com trânsito intenso, justificando essa localização com paleio deste teor:

O Centro Champalimaud ficará implantado na zona ribeirinha de Pedrouços. É um local privilegiado, perto da Torre de Belém, e onde o rio se encontra com o Oceano Atlântico e de onde os navegadores portugueses partiram há cinco séculos em busca do ‘desconhecido’. A presença de um centro de investigação científica de excelência e de reputação internacional alavanca o legado histórico desta zona e estabelece uma ponte inspiradora entre as “Descobertas” e a sempre actual epopeia das descobertas científicas.

 

São inúmeros os locais onde este Centro de Investigação poderia localizar-se alternativamente e com vantagens.

 

A observação original de Pareto (antes da generalização, por vezes absurda, que alguns lhe deram) era a de que 80% da riqueza mundial estava na posse de 20% da população. Ele referia-se à riqueza medida pelo Produto Nacional Bruto. Mas a mesma proporção se aplicará, por certo e infelizmente, às riquezas mental, cultural e espiritual.

O particular problema português relativamente a esta invariância é o da esperteza. Os 80% que não possuem qualquer espécie de riqueza são todos espertos e, por isso, dão muito poucas oportunidade aos mental, cultural e espiritualmente ricos para usarem essa riqueza a favor do bem comum, acabando sempre por dar a escolha e o poder aos seus modelos sociais de esperteza – os ricos de dinheiro e àqueles que o parecem, por se pavonearem bem vestidos e bem falantes.

 

(fim)

 

Este texto foi publicado primeiro aqui.

 

Nota final: Este postal constitui o último de uma série de textos contendo propostas para um melhor ordenamento demográfico, económico e territorial em Portugal. Ficam aqui em baixo os linques de todos os postais anteriores, para permitir o acesso rápido à série completa.

 

Pareto e a saída do pântano económico em Portugal (1)
Pareto e a saída do pântano económico em Portugal (2)
Pareto e a saída do pântano económico em Portugal (3)
Pareto e a saída do pântano económico em Portugal (4)
Pareto e a saída do pântano económico em Portugal (5)
Pareto e a saída do pântano económico em Portugal (6)
Pareto e a saída do pântano económico em Portugal (7)

 


11
Set 09
Por zedeportugal, às 13:20 | comentar | ver comentários (2)

É preciso desmontar completamente a mentira da "ingovernabilidade" com que o PS e o PSD teimam em assustar os portugueses.

 

Vejamos, por exemplo, os resultados das últimas eleições na Bélgica (10 Junho 2007):

Nota: clique em cada uma das imagens para ver os quadros e gráficos maiores.

 

1. Distribuição dos votos entre os partidos concorrentes para a Câmara dos Representantes do Parlamento belga (que corresponde, aproximadamente, à Assembleia da República portuguesa) nas eleições de 2007:

 

 

2. Comparativo do número de lugares que cada partido obteve na Câmara dos Representantes do Parlamento belga nas eleições de 2003 e nas de 2007 (vejam como os partidos socialistas, que lá são dois, perderam imensos lugares em 2007):

 

 

3. Composição actual (multipartidária) do governo belga:

 

 

Isto sim, é democracia representativa - que é aquela em que o maior número possível de cidadãos está representado.

Alguém acha que falta democracia na Bélgica?

Alguém ouviu os belgas queixar-se que se sentem "ingovernados"?

 

A taxa oficial de desemprego na Bélgica era, em Julho passado, de 8,0%.

A taxa oficial de desemprego Portugal era, na mesma data, de 9,2%.

 

Qual dos dois países está melhor governado?

 

Nota 1: Foi corrigida (cerca das 18:15) a taxa de desemprego belga em Julho de 2009, segundo os dados do Eurostat, e acrescentado o linque da fonte dos dados.

 

Nota 2: Este texto foi também publicado aqui.

 


10
Set 09
Por zedeportugal, às 12:15 | comentar

Voto útil é aquele que o eleitor entrega ao grupo político que melhor se propõe defender os seus interesses enquanto cidadão e os interesses dos grupo(s) social(sociais) a que pertence.

 

Clique na imagem para aceder ao sítio onde está muito bem explicado o que não é um voto útil.


09
Set 09
Por zedeportugal, às 12:45 | comentar | ver comentários (5)

Há que dizê-lo claramente: - Não me parece que tenham razão os meus colegas comentadores Vitor Jesus, Samuel Paiva Pires e António de Almeida, quando escrevem ali mais abaixo que Sócrates ganhou o debate.

 

Depois de ver com atenção a gravação do debate - yesterday, late at night - a minha opinião é que Louçã esteve o tempo todo a pôr-se a jeito para uma coligação com o PS. Transparece ali um Louçã cheio de ambição para chegar ao poder e a ver esta como uma oportunidade única.

 

Penso que estas afirmações de Louçã, quase no final, fazem prova da minha apreciação:

"Eu percebo que o engenheiro Sócrates apele à maioria absoluta: não sabe governar sem maioria absoluta. Mas a maioria absoluta foi o problema em Portugal. E eu dirijo-me - engenheiro Sócrates - aos eleitores socialistas, que lhe deram a maioria absoluta e que sabem que a guerra foi feita pelo governo contra eles."


08
Set 09
Por zedeportugal, às 16:35 | comentar

 

Aproveito a ocasião (fortuito modo) para recomendar a leitura do texto que o Ricardo Cataluna menciona ali um pouco mais abaixo e ainda, deste do Joaquim no PC e deste do JM no Blasfémias.


Por zedeportugal, às 01:35 | comentar

(continuação daqui)

 

Tudo o que descrevi no texto anterior é, não só perfeitamente exequível, mas também razoavelmente simples de concretizar. Respondendo às questões colocadas:

 

1ª. Se os senhores Professores Doutores portugueses não quiserem aproveitar a excelente oportunidade de fazer parte de um grupo de investigadores de excelência, não faltarão senhores Professores Doutores espanhóis que não desperdiçarão essa oportunidade.

2ª. Os investimentos são muito moderados, pois as estruturas de base já existem. Basta adaptá-las e equipá-las de forma faseada, à medida que os alunos e as valências forem progredindo e aumentando de número.

3ª. Existindo as estruturas, esta acção pode ser posta em prática muito rapidamente. Bastará um ano, se houver vontade política (e um ministro que não seja gago), para criar e aprovisionar com o essencial os novos cursos e departamentos nas universidades. Bastarão cinco anos para começarem a praticar os primeiros estagiários.

Muito importante: Os novos cursos deverão ser de acesso universal, ao contrário deste aprovado por este governo – como não podia deixar de ser. Estas criaturas quase não fizeram outra coisa durante toda a legislatura: criar regimes de excepção e legislação de aplicação particular ou restrita, o que é gerador de grande injustiça e desigualdade entre os cidadãos.

 

Por outro lado, a fixação da nova população colonizadora (de anciãos) trar-lhe-á também outras vantagens, nada negligenciáveis. Há uma diminuição das despesas para quem habita em pequenas cidades, vilas e aldeias. Muitos produtos e serviços são efectivamente mais baratos. A vida será, eventualmente, um pouco mais rude, mas muitíssimo mais simples e saudável.

 

O problema é que quem pode, continua a tomar decisões absolutamente opostas à boa Economia.

Já seguir darei um exemplo disto – e não são só os poderes públicos, como verão.

 

(continua)

 


07
Set 09
Por zedeportugal, às 11:05 | comentar

Trabalhar para aquecer? Trabalhar para o pinóquio?

 

São mais 5000 que desistem.

 

Ah, e tal, os portugueses têm falta de empreendedorismo... Não é verdade.

 

Estimo que, neste momento, a economia paralela se aproxime dos 40% do PIB - apenas actividades legais, embora exercidas sem o cumprimento das obrigações fiscais e de comparticipação social.

Chego a este número de várias maneiras (mais directas ou indirectas), pelo que não deve andar muito longe da realidade.

 

Tal como diz Herberto Helder (cito de memória, perdoem-me alguma inexactidão) algures em Os Passos em Volta:

Vivemos numa Idade Média enfeitada de tecnologia.


04
Set 09
Por zedeportugal, às 23:19 | comentar

Confesso que fiquei bastante confuso com a notícia da suspensão(?) do Jornal Nacional da TVI. E, também, não gosto de saltar para as conclusões (tradução literal da expressão inglesa jump to conclusions).

 

Por um lado, parecia-me improvável que o socialismo governante fosse tão estúpido ao ponto de forçar uma decisão destas, neste preciso momento – embora eu saiba, por experiência própria, que estas criaturas fizeram anteriormente coisas tanto ou mais maldosas e improváveis que esta, sem que alguém acreditasse que tal era possível.

 

Por outro lado, não conseguia perceber a lógica masoquista desta decisão da administração da TVI. A agravar esta confusão ainda, o jogo do empurra entre as administrações da TVI e da Prisa quanto à responsabilidade da decisão.

 

As empresas são organizações que se destinam a criar mais-valia, a dar lucro, pelo que não é compreensível que uma administração (qualquer administração) tome uma decisão que venha provocar um tão óbvio e imediato prejuízo à sua própria empresa. A não ser... que esse prejuízo imediato seja compensado com uma perspectiva (ou promessa) de ganho futuro. Assim já faria sentido.

 

Contudo, um percurso racional só faz sentido se partir de factos e não de suposições. Vejamos, então, alguns factos conhecidos:

 

-         A Prisa encontra-se numa difícil situação financeira, com uma dívida de 5 mil milhões de euros e a obrigação de pagar a curto prazo 1, 95 mil milhões de euros.

-         Por isso, no passado Junho a Prisa estava vendedora à PT de 30% da Media Capital – a empresa proprietária da TVI e cujo controle a Prisa detém desde o final de 2006 (mas o negócio não chegaria a realizar-se após as ameaças do próprio executivo socialista que vetaria a decisão dentro da administração da PT).

-         A Media Capital não vendeu uma única acção em bolsa durante vários dias, até ontem ter desvalorizado cerca de 15% após o anúncio da suspensão do Jornal Nacional.

-         No passado dia 5 de Agosto, José Eduardo Moniz sai subitamente da TVI e ocupa a vice-presidência da empresa Ongoing, a qual manifestou o seu interesse para adquirir os 30% da Media Capital que a Prisa pretende alienar, "mas o negócio está, para já, suspenso".

 

Perante estes factos, parece-me bastante claro que a Prisa está a por a Media Capital a jeito (perdoem-me o vernáculo, mas não há melhor forma de o dizer) para uma OPA. Aliás, tão a jeito, tão a jeito, que irá provavelmente obter uma Takeover (hostil or not).

 

As constatações finais são: alguém só se põe a jeito assim para outrem muito especial e ninguém se põe tão a jeito sem querer qualquer coisa em troca.


03
Set 09
Por zedeportugal, às 00:46 | comentar

(continuação daqui)
 

Porque evita esta acção a criação de empregos subsidiados?

A resposta é óbvia: Porque gera verdadeiros empregos. Vejamos como.

 

Basta ter presentes duas ordens de conhecimentos:

 

1. A Teoria das Elites, de Pareto (é verdade, uma vez mais o Pareto).

2. As cidades portuguesas onde existam universidades e hospitais de dimensão supra-distrital.

 

A criação de Hospitais Universitários nas maiores cidades do interior deslocará para lá, imediatamente, uma elite e uma mão-de-obra inicial (digamos assim) – excelentes professores médicos e muitos estudantes.

De seguida, e em consequência, uma massa populacional essencialmente composta por reformados e pensionistas irá deslocar-se para essas cidades e fixar-se aí a pouco e pouco (comodidade), por causa da sua carência (necessidade) e aproveitando a oferta de qualidade (oportunidade).

Finalmente, tenha-se presente que a maioria das pessoas que constitui este último grupo populacional aufere um rendimento fixo e permanente que não depende (directamente) de um emprego. Contudo, o efeito multiplicador de toda a estrutura de serviços criada e do somatório de todos estes rendimentos (ainda que individualmente pequenos) será enorme e criará muito rapidamente um amplo mercado de trabalho.

 

Antecipo as vossas perguntas: Mas, isto é exequível? Os senhores doutores quererão deslocar-se para fora dos grandes centros urbanos? Não serão necessários investimentos demasiado elevados? Não demora demasiado tempo a por uma coisa destas em andamento?

Leia já a seguir as respostas a todas estas perguntas.

 

(continua)

 

Este texto foi publicado primeiro aqui.


02
Set 09
Por zedeportugal, às 16:36 | comentar

 

Quero ainda aproveitar este ensejo para manifestar a minha ampla concordância com o que escreve o Ricardo Cataluna, ali um pouco mais abaixo:

 

A entrevista desta noite à RTP1 correu muito bem a Sócrates. O PM tem uma habilidade para transformar qualquer conversa num monólogo decorado ao limite. A imagem e a mensagem passam sem grandes problemas.

 


30
Ago 09
Por zedeportugal, às 18:52 | comentar

A propósito desta crónica* de Pedro Lomba, no jornal i.

 

 

Quem explica bem esta pulsão é Freud.

 

Recomenda-se, pois, a sua leitura às senhoras deputadas socialistas, dado não existir nos retrógrados tempos em que deveriam ter sido escolarizadas, a - tão necessária! - disciplina de Educação Sexual.

 

Ah! Já agora um aviso aos homossexuais:

Ponham-se a pau, porque o que os socialistas querem é tê-los a todos recenseados numa base de dados para vos discriminarem - como no caso recente da proibição do Ministério da Saúde sobre a dádiva de sangue pelos homossexuais.

 

*a qual, por sua vez, já foi escrita a propósito desta intervenção do "grande líder", aqui noticiada no DN.


29
Ago 09
Por zedeportugal, às 18:13 | comentar | ver comentários (1)

(continuação daqui)

 

E a resposta certa é... maus cuidados de saúde.

 

Experimentem os governantes a investir na excelência da prestação de cuidados de saúde nas cidades do interior e verão que a parte (cada vez maior) da gente que deles precisa se deslocará para lá.

 

Como sabe se isso resultará, perguntam os meus leitores?

Claro que resulta! A experiência está feita. Descubram quantas pessoas se deslocam diariamente e se estabelecem por períodos mais ou menos longos na cidade de Coimbra, por causa dos Hospitais da Universidade e de toda a estrutura privada de prestação de cuidados de saúde criada na sua envolvente.

 

E, a parte mais interessante desta acção, é que não haverá necessidade dos governos andarem a criar falsos empregos subsidiados.

Veja já a seguir porquê.
 
(continua)

 

Este texto foi publicado primeiro aqui.


Por zedeportugal, às 17:50 | comentar

(continuação daqui)
 
Temos gente, sim senhor.

Muita gente, boa gente, muito capaz. Gente que até há poucos tempo atrás foi simplesmente esquecida, desaproveitada, e que agora, com a desculpa da “sustentabilidade” da Segurança Social, os socialistas decidiram obrigar a trabalhar quase até à morte.

.

Já perceberam a que grupo populacional me estou a referir: os velhos.

(Desculpem lá não me referir a eles com os termos politicamente correctos com que os socialistas e outros intelectuais(cof, cof) se lhes referem – seniores(?!), idosos, terceira idade – mas já não suporto tanta hipocrisia!)

 

Mas os velhos não querem instalar-se no interior, dirão.

 

Para já, é verdade. No entanto, não é muito difícil saber porquê, pois não?

 

(continua)

 

Este texto foi publicado primeiro aqui.


28
Ago 09
Por zedeportugal, às 11:14 | comentar | ver comentários (3)

Se Rui A. é (como eu penso) Rui Albuquerque, que eu tenho lido muitas vezes com gosto no Insurgente, então estou mesmo muito surpreendido com este texto que publicou no Portugal Contemporâneo. Tão surpreendido que nem sei muito bem por onde começar a refutar.


Numa apreciação critica muito rápida, posso (ultra)sintetizar a minha impressão na seguinte afirmação: penso que o actual primeiro-ministro estaria completamente de acordo com aquilo que escreveu.

 

Muito sucintamente, sobre o conceito de ética:
Os liberais acham muitas vezes ser seu dever acreditar que a ética política deve ser diferente da ética pessoal. Muitos definem a ética política como ética da responsabilidade, acreditando que essa ética é uma forma mitigada do clássico princípio republicano de Maquiavel de que os fins justificam os meios.
Outro erro comum do pensamento liberal é aceitar que o político é muitas vezes obrigado a tomar decisões que envolvem meios não muito aceitáveis para alcançar objectivos de interesse ou bem público.
Nada pode ser mais falso. Os fins nunca, mas mesmo nunca, justificam os meios. Se alguém é confrontado com uma decisão contrária aos seus princípios de ética pessoal, não deve tomar essa decisão. Não existe mal menor: só existe o mal.
Mas eu digo de outra maneira, para liberal perceber: Não existe um bem maior, colectivo, que deve supostamente sobrepor-se ao bem individual: só existe o bem.

 

Sei que o que afirmo contradiz o pensamento político (intelectualmente correcto) dito do republicanismo democrático, com origem em Maquiavel e com ideais expressos por autores como Tocqueville ou Arendt.
Enquanto cristão e defensor da democracia (semi)directa, acredito que é perfeitamente possível fazer política de outro modo, que não este da conquista do poder pelo poder, da ansia de domínio de alguns homens sobre todos os outros que conduz, impreterivelmente, à servidão individual e ao conflito colectivo.

 

Nota: Comecei este texto como comentário na caixa do referido post do Rui A. no Portugal ContemporÂneo, mas à medida que fui escrevendo comecei a pensar que seria importante tornar visível a mais gente esta resposta.

 


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