11
Out 09
Por jorge, às 06:00 | comentar

Foto: Queluz 2009

 

Hoje vai a votos

  • o expoente máximo do planeamento e da organização;
  • a beleza das cidades, limpas, sem graffiti  e sem cocó de cão;
  • o equilíbrio entre dormitório, escritório e local pleno de vida;
  • a medida certa de urbanismo e de paisagem natural.

Hoje vai a votos a razão de pagarmos IMI, IMT,  derrama, imposto de selo, imposto único de circulação, taxa da água, taxa de saneamento, tudo na módica quantia média de 235 euros anuais (como eu gostava de ser mediano!). Assim vale a pena.


09
Out 09
Por jorge, às 22:58 | comentar | ver comentários (1)

Marinho Pinto sobre a Justiça: Fujam

 

Ricardo Araújo Pereira: Defina a Justiça numa palavra.

Marinho Pinto: Numa palavra? Fujam!

Gato Fedorento, 9 Outubro 2009

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03
Out 09
Por jorge, às 11:40 | comentar

Expresso entra em São Bento


Por jorge, às 10:23 | comentar

 Muita gente anda em pânico por causa da perspectiva da ingovernabilidade. Perguntam como é que será possível aprovar leis no parlamento sem uma maioria estável. Pelo invés, eu vejo nesta possibilidade uma excelente notícia! Neste país, quando há um problema faz-se uma lei, a qual irá solucionar alguma coisa que supostamente teria sido resolvida no passado por outra lei. A panóplia de leis que temos é uma enormidade e termos um parlamento que abrande a fúria legislativa é uma dádiva. É uma oportunidade de efectivamente resolver os problemas em vez de os se criar a promessa de resolução pela via legislativa. E para as leis que mesmo assim jorrem da fonte parlamentar é a oportunidade de o filtro mais apertado lhes conferir a qualidade que dizem tantas vezes lhes faltar. Ingovernabilidade? Não, descanso de dois anos!


29
Set 09
Por jorge, às 00:37 | comentar | ver comentários (1)

Num breve zapping pela TV de ontem reparei no Prós & Contrinhas da Fátima Campos Correia. Estava nesse momento  Pedro Duarte do PSD a falar, ou pelo menos a tentar, já que a condutora do programa o interrompia constantemente, dirigindo o discurso dele, coisa que este, certamente fruto da inexperiência, permitia. O mesmo se passou com o representante do BE, cujo nome não fixei. Os restantes participantes também foram alvos das intempestivas interrupções de Fátima mas, mais calejados nestas lides, simplesmente a ignoravam.

 

Portanto, nada de novo neste programa onde a moderadora procura meter palavras na boca dos que estão a falar em vez de ouvir o que estes têm para dizer. A parte que me espantou mesmo foi a realização que fazia um ping-pong de imagem entre Santos Silva e quem estivesse a falar. Impressionante. O tempo de imagem deste senhor deve ter estado próximo dos 50% do total da emissão. O homem aparecia lado a lado com o orador, era colocado em segundo plano numa das televisões laterais, preenchia a totalidade do televisor e, noutros planos, flutuava num televisor por cima do painel de convidados, pairando como um fantasma. Ficou claro quem tutela a comunicação social pública.


27
Set 09
Por jorge, às 23:26 | comentar

Cavaco e o silêncio


25
Set 09
Por jorge, às 23:13 | comentar

Na sequência do que escreve Zé de Portual e Cristina Mendes Ribeiro, é de notar que o voto útil é útil mas para quem o recebe (crédito a Carlos Magno, hoje no Contraditório, da Antena 1). Útil para mim é não haver uma maioria absoluta que governe do alto do seu palácio de arrogância.

 

É também de mau gosto - e até talvez encerre falta de  sentido democrático, esta ideia de voto útil, já que o seu contrário, o voto inútil, está implicito. Defender este conceito é menosprezar quem pensa de maneira diferente. Tem, ao menos, uma mais valia, que é por a nú a faceta de poder de quem faz este apelo.


24
Set 09
Por jorge, às 00:38 | comentar | ver comentários (2)

PIB Portugal 1976-2009, com enquadramento político

 

Quem é que nos tem governado nas últimas décadas? E que performances económicas estiveram associadas? Que eventos aconteceram?

 

Baseando-me no gráfico publicado pelo Expresso a 27 Junho 2009 (evolução do PIB 1976-1999), acrescentei-lhe a dimensão política. O resultado é o gráfico supra.

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22
Set 09
Por jorge, às 22:14 | comentar

A poucos dias das eleições, a legislatura encontra-se na recta final. Fica aqui um olhar pessoal em forma de uma selecção de bonecada que foi saindo no Fliscorno.

 

Sugestão: clicar onde diz full para ver em écran inteiro.


19
Set 09
Por jorge, às 23:06 | comentar

Estratégia: desviar a atenção

 

Repesco uma imagem de Dezembro de 2008 sobre o que entendia se estar a preparar para ser a estratégia eleitoral do PS. Na altura a sopa que se estava a fazer tinha todos os ingredientes para que os professores fossem os bombos da festa, pela continuação e aplicação da governação pela inveja.

  

Afinal o PS perdeu as europeias e descobriu que os «míseros votos» dos professores faziam falta e o mel começou a jorrar. Mas a estratégia de desviar a atenção manteve-se. Casamento gay, uniões de facto, o sal no pão e mais umas quantas novelas de jornalismo de sarjeta são episódios que aí estão para corroborar a tese. Enquanto se discutir o supérfluo, continuará por se fazer o balanço da governação socialista.


18
Set 09
Por jorge, às 18:32 | comentar | ver comentários (4)

Ventos de tempestade:

  • alterações editoriais na TVI;
  • um jornal que faz manchete sobre notícias de outro jornal;
  • a notícia que é lançada anunciando a saída do director do Público sem que este disso soubesse;
  • a ERC a querer controlar quem comenta na comunicação social durante a campanha eleitoral;
  • um primeiro-ministro a transformar uma estação de televisão e um jornal em adversários políticos;
  • e essa televisão e esse jornal precisamente sob fogo cruzado.

Isto é apenas campanha eleitoral ou é sobretudo campanha eleitoral?

Já agora: está preparado o lodo para não se falar dos problemas do país por mais uns dias de campanha eleitoral. Por este andar, chegaremos a dia 27 sem que tiradas socialistas como "equilibrámos as contas públicas", "a educação melhorou" e "modernizámos o país" sejam devidamente analisadas. A oposição continua a ir em folhetins sem de facto marcar a agenda política. 


17
Set 09
Por jorge, às 14:52 | comentar | ver comentários (1)

 

 

Olhando para as últimas sondagens em que o PS luta para ganhar ao PSD por alguns votos, é previsível que o mapa rosa dê lugar a um multicolorido puzzle. Aparentemente, uma multidão que em 2005 mandatou o actual governo já não confia o suficiente para repetir o acto. Porquê? A justiça não foi mexida. A educação está em pantanas. As contas públicas apresentam os piores indicadores das últimas décadas. A maior mudança da saúde foi o fecho de serviços. O estado está ainda mais presente na vida de cada um. A carga fiscal aumentou. Para que serviu então a maioria absoluta do PS? Para destruir o enorme capital de esperança que os portugueses haviam depositado num governo.

 

imagens copiadas daqui

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16
Set 09
Por jorge, às 22:28 | comentar

 

Cenas de empurrões e pontapés na campanha socialista, no Seixal. A Marinha Grande dos socialistas fica cada vez mais a sul. Ainda chegará a Marrocos por este andar.


15
Set 09
Por jorge, às 13:40 | comentar | ver comentários (3)

A discussão do TGV faz-me lembrar a dos estádios do euro 2004. Antes, como agora, o progresso vinha com a respectiva construção mas o resultado está à vista: continuamos na cepa torta e os estádios lá estão a gastar impostos na sua manutenção.

A parte mais incrível na questão do TGV é mesmo para que serve o eixo Lisboa-Porto, com as paragens nas diversas capelinhas. Ganhar 15 minutos ou mesmo meia hora para tamanho investimento? Sobretudo depois do investimento na modernização da linha do norte, o qual nunca se concluiu? Numa lógica de racionalização dos sempre escassos recursos, mais sentido fará em reutilizar - e concluir - o que já existe.

Da ligação a Madrid, dizem-nos que é a ligação à Europa. Será? Quero ver quantos eurodeputados irão de TGV para Bruxelas. Obviamente, TGV é sinónimo de ligação a Madrid. Ponto final. E como ligação a Madrid há, já neste momento, a ligação aérea. Se o petróleo ficar caro de mais para se usar esta ligação - o que ainda não acontece - em poucos anos se constrói a ligação ferroviária. Para quê então investir agora quando ainda não é pertinente? Além disso, há que não esquecer, muita da electricidade é actualmente gerada a partir do petróleo.

TGV para mercadorias? Brincadeira, claro. Os bens não perecíveis não se estragam por o seu transporte durar mais 3 horas. Quanto aos outros, uma viagem de 3 horas (mais o tempo necessário para carga) não dispensa o uso de câmaras frigoríficas. O que torna indiferente se o transporte demora 3, 5 ou 6 horas.

Então, porquê o TGV? Obviamente porque uma grande obra pública cria uma dinâmica que interessa ao poder político. Olhe-se para os valores que têm sido anunciados para os gastos na campanha eleitoral e logo se perceberá que tanto dinheiro terá que vir de algum lado. Uma parte vem do orçamento de estado, algum virá das contribuições individuais mas o grosso vem de onde? Das contribuições empresariais, obviamente. É público que as grandes construtoras vivem da obra pública e é igualmente público que são grandes contribuidores para o financiamento partidário. O TGV interessa ainda à banca, pelas oportunidades de financiamento que lhe proporcionará. Acenar com obra pública é garantir financiamento partidário e é isto que está em causa no TGV bem como em outras grandes obras. Além disso, é sabido que o período de construção gera uma dinâmica de emprego (directo e indirecto) que ilude a realidade. Mesmo sendo emprego que tem termo certo, basta que o ritmo das obras públicas continue constante - e não tem tido assim tanta flutuação - para que pareça que o desempenho da economia seja outro. Claro que depois aparecem os efeitos colaterais, como o aumento da despesa pública e o endividamento. E neste momento, os respectivos valores atingidos são históricos.

Poder económico e poder político ambos têm a ganhar. O primeiro ganha negócio e aceita pagar por isso, em financiamento partidário, ao segundo. O poder político ganha dinheiro para campanha, que gasta exuberantemente, e permite acenar bandeiras eleitorais de dinâmica. Mas é isto o desenvolvimento ou apenas a sua sombra?

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14
Set 09
Por jorge, às 16:26 | comentar

O Ministro do Fomento está preocupado com a eventual suspensão do TGV em Portugal.


Por jorge, às 12:43 | comentar

José Sócrates disse no último debate que o próximo governo terá novos ministros em todas as pastas. Para mim é um alívio constatar que o candidato do PS ache que a pasta de primeiro-ministro será ocupada por outra pessoa.


10
Set 09
Por jorge, às 15:33 | comentar | ver comentários (3)

Nunca "precisei" de recorrer à justiça para resolver problema algum. As aspas aparecem aqui porque este "precisar" deve entender-se como ser "obrigado a". Pesando as vantagens que a resolução de determinado problema poderia ter pelo recurso à justiça e as desvantagens que acumularia por assumir perdas decorrentes de não fazer valer eventuais direitos, tenho optado por não precisar dos tribunais. Num país em que a conclusão de um processo judicial não demore anos, esta análise de custo benefício não faria tanto sentido. Em Portugal, entre processar alguém que não cumpre um contrato, por exemplo, e assumir alguma perda mas encerrando o assunto, existe um enorme território de descanso para os incumpridores.

 

Um país com justiça não é apenas aquele que dá atenção alargada aos casos mediáticos. É antes um lugar onde se possa ver resolvido em tempo útil uma imensidão de pequenos casos do dia-a-dia. Como o vizinho que tem 10 cães que ladram noites a fio, perturbando o descanso de terceiros; como o empregador que recusa dois dias para realização de um exame escolar; como o inquilino que não paga a renda durante meses, sem que possa ser despejado; como o médico que foi negligente no seu trabalho; como o pai que insultou o professor do seu filho; como tantos outros pequenos casos demasiado caros em tempo e dinheiro e que, precisamente por não valer a pena recorrer aos nossos tribunais, constituem terreno de reincidência para os infractores.

 

Num país com justiça também os grandes casos não duram anos a fio; as empresas podem recorrer ao tribunal para obrigar ao cumprimento dos contratos; a corrupção chega à barra do tribunal; os concursos públicos são ganhos por quem de direito; a vítima não tem menos direitos do que o agressor; a legislação não é um ambíguo emaranhado de pontas soltas. Por isto, não voto em quem optar pelas reincidentes reformas fáceis, mesmo atendendo à contestação, de serviços prestados pelo estado como a saúde, a segurança social e a educação. Reformar a justiça é um trabalho de fundo, de demorada preparação e que vai muito além da informatização dos serviços e do reagrupamento dos tribunais disponíveis. É o próprio modus operandi da justiça que está em causa, o que certamente obrigará à revisão dos diversos códigos e que necessariamente mexerá com os interesses do poderoso e organizado lóbi da justiça. Voto, portanto, em quem se disponha a fazer a justiça nascer em Portugal.

 

Adenda: programas de governo para as legislativas de 2009 na área da justiça dos cinco da vida airada: disponíveis no site do S.F.J.

 


08
Set 09
Por jorge, às 01:05 | comentar | ver comentários (2)

Quem segue as lides informáticas está habituado à nomenclatura. MS Office 2007; Visual Studio 2005; Norton AntiVirus 2009; etc. Tratam-se de produtos assentes numa lógica comercial de sucessivas versões, que resolvem alguns problemas antigos e que  criam novos em consequência de funcionalidades adicionadas. A ideia "Sócrates 2009" segue esta lógica de produto. A segunda versão da suite que em 2005 teve a maior quota de mercado está aí em versão rebranded, a prometer funcionalidades revistas, apesar do inalterado core não permitir melhores performances do que aquelas demonstradas ao longo de quatro anos e meio.

 

Olhar para Sócrates 2009 como um produto lança luz sobre muitas questões, desde o insistente recurso a slogans, como os do PSD sem ideias ou do PSD que só quer rasgar, até à estratégia de venda baseada na construção de uma imagem de marca em vez de se discutirem ideias para a governação. Como em qualquer produto, há a considerar as questões de publicidade falsa, para que não se compre gato por lebre. Finalmente, é preciso ter em mente que a aquisição de um tal produto é uma compra a crédito, paga em prestações não necessariamente suaves chamadas de impostos. Boas compras e, já agora, leia as instruções de uso. É que este é um artigo que vem sem garantia.


03
Set 09
Por jorge, às 23:59 | comentar | ver comentários (1)

rasgado

 

Hoje de manhã, pelas 10h00, coloquei  online no Fliscorno uma cópia da entrevista de Manuela Moura Guedes ao Público. Por si só vale a leitura. Mas agora depois desta exoneração, tornou-se incontornável. «Quando não me vierem no ar é porque alguma coisa se passou», disse Moura Guedes e hoje algo se passou. Passou-se que o primeiro-ministro e o seu governo que se recusam ir a uma estação de televisão correram com uma voz desalinhada. No país dos ajustes directos e dos negócios espanhóis como o TGV, com a sua vencedora proposta relâmpago e do negócio da vigilância da costa portuguesa (concurso polémico, ganho pela INDRA, empresa amiga de Zapatero, o qual até deu uma perna na campanha eleitoral socialista para as europeias), alguém duvida que o dinheiro fala mais alto do que uma jornalista fora do controlo?

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Por jorge, às 11:45 | comentar

Todos lhe poderão pôr os pés em cima. Basta ir a Paços de Ferreira.

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30
Ago 09
Por jorge, às 02:03 | comentar | ver comentários (1)

Ontem, José Sócrates chamou a si a luz, secando as trevas em seu redor:

«O secretário-geral do PS, José Sócrates, afirmou hoje que nas próximas eleições legislativas estará em jogo uma escolha entre duas mundivisões, entre o progresso e a modernidade dos socialistas, e outra retrógrada e conservadora.» Público 29.08.2009

 Se «progresso e a modernidade dos socialistas» é

  • Projectos PIN
  • Ajustes directos
  • Os contratos dos contentores de Alcântara
  • Financiamento dos computadores Magalhães
  • Fundação das Telecomunicações para as Redes Móveis
  • Parque Escolar: Estado pagou a arquitectos mais de 20 milhões de euros sem concurso
  • Auto-estradas 57 por cento mais caras do que as propostas iniciais»
  • Salvar bancos
  • Armando Vara na CGD
  • Jorge Coelho na Mota Engil
  • Financiamento partidário: 1 milhão de euros em dinheiro vivo
  • Ajuste directo: Governo finta limites
  • As aulinhas de inglês e o caso da empresa Know How
  • Projecto de leis sobre locais para piercings
  • Legislar sobre a quantidade de sal no pão
  • Ninjas da ASAE e controladores da ERC
  • Entrar na intimidade daqueles que não querem os deveres e direitos do casamento

então eu prefiro a mundivisão «retrógrada e conservadora».


28
Ago 09
Por jorge, às 13:42 | comentar | ver comentários (25)

Nunca fiz greve. Em primeiro lugar porque quando não estou bem numa empresa, mudo. Em segundo lugar porque não trabalho no sector estado.

A verdade crua e dura é esta: nas últimas décadas, a greve não tem sido um direito mas sim um privilégio de algumas pessoas, quase todas trabalhadores do estado e com posição laboral absolutamente estável.

Com a mesma regularidade do Natal, das janeiras e da época balnear, ano após ano aí temos as mesmas greves. Preocupam-se com a estabilidade do seu emprego - o que me parece normal e pedem salários mais atractivos. Mas ironicamente não os vejo discutir a competitividade das suas empresas, alicerce da saúde financeira que lhes manteria os empregos e, certamente, lhes permitiria ambicionar melhores salários.

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26
Ago 09
Por jorge, às 14:10 | comentar

- Dantes chamavam-lhes bufos: secretas (SIS e SIED) estão a colocar espiões em organismos públicos.

 

- Sem concurso, com ajuste directo: escolas: o investimento que vale tanto quanto um novo aeroporto. Os socialistas não lançaram o aeroporto e TGV durante a legislatura como esperavam mas obtiveram outras fontes de financiamento partidário.

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24
Ago 09
Por jorge, às 04:05 | comentar

socas no expresso: altos e baixo

 

Faça você mesmo: como reduzir o défice em quatro passos

Passo 1: Escolha uma enorme fonte de despesa e transforme-a em sociedade anónima.

Passo 2: Pegue no dinheiro que normalmente gastaria nessa empresa e diga que a sua gestão baixou a despesa corrente;

Passo 3: Quando essa empresa precisar de dinheiro para a sua normal actividade, ela que peça 300 milhões de euros ao Banco Europeu de Investimento;

Passo 4: Gabe-se desmensuradamente de ter baixado o défice sem receitas extraordinárias.

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23
Ago 09
Por jorge, às 13:15 | comentar

No DN 23.08.2009:

«Direcção do PS tenta fazer pazes com os professores
Membro da direcção do PS critica "atitude hostil" da ministra e advoga "nova forma de relacionamento" do ministério com os professores.»

Esta não-notícia (porque nada acrescenta) é um resumo de um artigo de opinião publicado no Expresso de ontem (comentado aqui). O próprio Expresso inseriu duas referências ao artigo de Perestrello: uma chamada na capa, um sumário alargado, além do próprio artigo. Com o texto de hoje no, segundo Sócrates, bem comportado DN, está delineada a campanha de aproximação do PS aos professores. Vamos ver os próximos passos.

 

Não deixa de me surpreender, no entanto, o lado naïfe da iniciativa - ou será desespero? - por o PS achar que isto lhe trará votos na classe docente. Lurdes Rodrigues disse a meio do mandato ter perdido os professores mas que ganhara a opinião pública. É possível que esta última, sempre de memória curta, se esteja pouco importando para o ME e, afinal, os votos dos professores fazem falta. Mas depois de quatro anos a serem tratados como malfeitores, continuamente lançando notícias para ganhar a «opinião pública» pela política da inveja, duvido que os professores vão em desculpas de Judas.

 

Adenda: como bem realça Paulo Guinote, não esquecer as «diversas manobras habilidosas da actual equipa do Ministério da Educação (lançamento das candidatura a candidato a titular e prolongamento do simplex, por exemplo)

 

(também no Fliscorno)


21
Ago 09
Por jorge, às 01:46 | comentar | ver comentários (1)

Economia das obras públicas

 

 

Como se esperava, o PS - mas os restantes partidos também, continua a apostar forte nas obras públicas. Não me surpreende pois há o ciclo vicioso  "negócio-financiamento partidário-poder" a alimentar. Ganham ambos os lados, o político e o das construtoras. Como sempre, perdem os que vão pagar isto tudo e que não têm grande opção de escolha, já que esta solução mágica das obras públicas é ponto forte em todos os partidos. Depois acontecem coisas como a A13, o Alqueva, a terceira auto-estrada Lisboa-Porto, a A17, a A14, só para citar alguns casos. O mesmo irá acontecer, assim empiricamente acho, com o TGV e o novo aeroporto.

 

Como é que este modelo de governação é vendido? Anuncia-se o número de postos de trabalho a criar e promete-se prosperidade, nascida da obra a criar. Os eleitores comparam a perspectiva de um futuro dourado, sem as dificuldades do presente. No fundo, isto funciona como um qualquer anúncio que sugira sucesso instantâneo pela compra do produto anunciado. Por exemplo, no anúncio do Axe as mulheres acham o actor irresistível só porque ele usa o produto anunciado. Nada disso é verdade mas as pessoas compram o produto. É fácil dizer que as obras públicas trarão prosperidade mas isto é uma falácia. Que o digam as populações de todo o interior, onde as auto-estradas rasgam montanhas mas o progresso não  chegou lá.

 

Ao eleitor apresentam-se duas perspectivas. Acreditar que será o seu contributo, o seu trabalho, a sua iniciativa e os riscos que corra que gerarão a sua riqueza e, consequente, a riqueza da zona onde viva. Ou por outro lado, acreditar que a riqueza nascerá da incitativa do estado, seja pelas obras públicas, seja pelos incentivos prometidos a empresas seleccionadas. Em sucessivas eleições, a escolha tem ido para a segunda opção. Não espanta pois que os portugueses sejam tão europeístas: nada como um grupo de estados que tome conta do estado que toma conta de nós.


19
Ago 09
Por jorge, às 03:03 | comentar | ver comentários (3)

 

A banda sonora dos Piratas das Caraíbas, perdão, do tempo de antena do PS (prestar atenção após o minuto 6:41) e a digladiação pelos tesouros de uma legislatura.


16
Ago 09
Por jorge, às 01:09 | comentar

Mário Crespo põe o dedo na ferida.

«Ao pedir a um cunhado médico que lhe engessasse o braço antes de uma prova judicial de caligrafia que o poderia incriminar, António Preto mostrou ter um nervo raro. Com este impressionante número, Preto definiu-se como homem e como político. Ao tentar impô-lo ao país como parlamentar da República, Manuela Ferreira Leite define-se como política e como cidadã.» Mário Crespo, no JN: Os comediantes, 2009-08-10

Como o eleitor não pode votar em deputados individualmente nem tem voto na constituição das listas que os partidos apresentarão a votos, a questão é mesmo esta: vai votar neste candidato a deputado?

 

(também no Fliscorno)


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