Parece que não... como se tem visto pelos candidatos a deputados.

Daniel João Santos a 5 de Agosto de 2009 às 22:12

Daniel, desculpe-me só agora responder, mas os dias antes de férias são assim mesmo: esgotantes.
Estou também convencida que, mais uma vez ainda, vai " ser mais do mesmo "...; até batermos no fundo?

Cristina

Acho que isso é mais um problema semântico do que outra coisa. Há a tendência de se qualificar como "liberal" aquilo que no mundo anglo-saxónico é pura e simplesmente conservador.
O conceito purista de "liberalismo", tal como outros "ismos", está vinculado a teorias abstractas, muitas vezes incompatíveis com a natureza e especificidades de uma nação. Este tipo de liberalismo é de facto incompatível com os conservadores. Isto porque não aceitamos que os desejos individuais e os caprichos do mercado sejam postos à frente dos da Nação, das instituições e do bem comum.
Estou convicto que para Portugal isto nunca servirá. Contudo, é um facto que muitos conservadores que temos estão degenerados pelo populismo eleiçoeiro e situacionista, o que lhes tira a motivação e coragem de combater a mentalidade estatista e respectivas consequências. Isto é uma pena e tem criado a ilusão de o Liberalismo seja o caminho. Errado. Basta um bom naipe de conservadores com bom senso e vontade de trabalhar - seria neste caso uma Thatcher portuguesa, ou várias. LOL!...
PF a 5 de Agosto de 2009 às 22:38

É por isso, Pedro que acho que para o nosso País,um partido que juntasse as duas correntes ideológicas seria a solução; mas é como diz , a renovação " - palavra tão usada actualmente - dessas mentalidades pseudo conservadoras impõe-se.

«Conservador naquilo que são os grandes valores e princípios.»

Se diz "conservar" pressuponho que ou esses grandes valores existem neste momento na política portuguesa e quer conservá-los, ou que já tenham existido em Portugal e que quer reabiltá-los. Não sei se a interpreto bem, mas gostaria que desenvolvesse melhor o que entende por "conservar".
Elisabete Joaquim a 5 de Agosto de 2009 às 22:51

Elisabete, conservar os princípios e valores que fizeram a Nação, que são a essência do patriotismo, que levaram , no decorrer dos tempos, a colocá-la antes de tudo o mais ( nota-se que sou monárquica? :) )

Agora sim, nota-se ;p
Mas dado que eu não sou, fico ainda sem saber que "princípios e valores que fizeram a Nação" são esses.

Esses valores, Elisabete, reúnem-se num só: prossecução do serviço público ( dir-me-á 1que pode ser prosseguido pelo Presidente da República- mas a minha convicção é a de que o Rei, como alguém independente dos partidos está melhor colOCADO: dêem-lhe os poderes do P.R. ...)

Liberais: Thatcher... e Churchill. E que tal acrescentar Reagan? E Gorbachev?

Agora sem sarcasmo, lá porque em algumas circunstâncias políticos "conservadores" assumem políticas (adjectivamente) mais liberais do que as alternativas, não quer dizer que sejam substantivamente "liberais".

Um "Estado musculado" só é possível com proteina retirada do sector privado, ou seja, por usurpação de liberdades políticas, económicas e sociais dos indivíduos. E isso, sem newspeak, não é compatível com uma visão "liberal" da política. Quanto muito "mais liberal" do que os estatistas mais empedernidos.

Deixo aqui um link que já recomendei no Rua Direita - 'Why I am not a conservative' de Hayek, basta ler o primeiro parágrafo para perceber a tese - http://www.fahayek.org/index.php?option=com_content&task=view&id=46

AntónioCostaAmaral (AA) a 6 de Agosto de 2009 às 12:53