"Neste sentido, faz sentido uma convergência entre liberais (ou libertários) e conservadores uma vez que há um adversário comum."

Também acho que faz. Mas faz sentido se o papel do Estado for o denominador comum que une liberais e conservadores.

Mas, quanto ao texto linkado, o autor, que faz por citar alguns pensadores conservadores para sustentar o que é o conservadorismo, mas não cita um único liberal, defende precisamente o contrário.
Jorge Assunção a 10 de Agosto de 2009 às 21:20

Eu sei, Jorge. Acontece que esse autor, pelos vistos, não conhece a realidade política de Portugal...
PF a 10 de Agosto de 2009 às 22:40

O autor não conhece a realidade política de Portugal, nem sabe o que é o liberalismo, o que é mais grave dado a análise que procura promover.

Talvez não saiba, Jorge. Mas há várias noções de liberalismo e esse debate tem dado origem a muita discussão na blogosfera e fora dela. Ele provavelmente terá a noção dos libertários dos EUA, os quais por sua vez também não são homogéneos. Contudo acho interessante o modo objectivo e veemente que ele caracteriza o conservadorismo. No que toca a liberais penso que ele tem razão quanto à sistematização ideológica abstracta. Apesar de tudo, admito que não terá sido um texto bem escolhido pela agressividade do estilo.
PF a 11 de Agosto de 2009 às 01:15

"Mas há várias noções de liberalismo e esse debate tem dado origem a muita discussão na blogosfera e fora dela."

Pois, é esse mesmo o problema do texto linkado. E o facto do autor do texto falar no liberalismo como se fosse um só, sem enunciar pensadores desse mesmo liberalismo para perceber o que contesta deixa-me logo de pé atrás. Por exemplo, F. Hayek disse de Burke que "foi um bom exemplo de libertário. De certa forma, porém, ele não era igualmente teórico. Foi um grande orador e, provavelmente, fez mais do que qualquer outra pessoa para expandir as ideias liberais. Ele não tinha ideias firmes, pois era levado pela emoção, mas, mesmo assim, creio que pode ser inserido entre os que cultivam a tradição da verdadeira liberdade.". E tinha má opinião de Rousseau, uma vez que este era "um descendente de Descartes, um racionalista, que desprezava toda a tradição e queria libertar os instintos primitivos do Homem, já que todas as leis tradicionais eram suspeitas e, deste modo, era preciso livrar-se delas.".