31
Ago 09
Por vitorjesus, às 22:47 | comentar | ver comentários (4)

Confesso que não sei como classificar este tipo de comentários, mas estarão algures entre o revoltar-me e o meter-me nojo.

 

É certo que MFL cada dia que passa me surpreende mais, entre más surpresas (e.g., António Preto) e boas surpresas (e.g., "a asfixia do Estado").

 

Mas acho nojento que se leia no programa do PSD, ou nas palavras de MFL, o fim do Estado Social ou a privatização da Segurança Social.

 

É que des-estatizar o País e deixar privados colaborarem com o Estado em funções "sociais" não é defender o fim das funções de solidariedade do Estado. É, antes, aceitar o Estado Social como uma conquista civilizacional (e é essencialmente à Esquerda que o devemos) mas que é necessário disciplinar e, eventualmente, remodelar.

 

Haja decência.


Por Jorge Assunção, às 21:37 | comentar

Orwell, o vidente, por Tiago Moreira Ramalho


Por Cristina Ribeiro, às 20:08 | comentar | ver comentários (1)

a nossa - oiço muitas vezes. Será que estas qualificações pressupõem que uma Câmara Municipal  discrimine as  freguesias, sob a sua alçada, consoante a cor da Junta?

Uma das muitas coisas que não se compreendem...


Por António de Almeida, às 17:15 | comentar | ver comentários (3)

   -Algum dos partidos inscreveu no seu compromisso eleitoral, a proposta de privatização da TAP? O contribuinte não pode continuar indefinidamente a suportar esta situação, que está longe de ser um exclusivo.

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Por vitorjesus, às 14:39 | comentar | ver comentários (4)

"Estão a comprar a paz com os professores por um preço que o país não pode pagar", Maria de Lurdes Rodrigues

(DE, hoje)

 

O caminho que a Ministra da Educação fez está correcto. E ela tem razão na frase de cima. É contudo complicado tentar fazer o balanço dos 4 anos. Bem espremidos, a Educação ficou igual e ganhou-se uma guerra corporativa.

 

Ou melhor: quase igual. Estes quatro anos ensinaram que as corporações são bem mais fortes do que se imaginavam. Mas é este o caminho que um Governo responsável deve tomar. O Governo que vier a seguir deve saber usar as lições aprendidas.

 

Aliás, sinto-me até na obrigação de louvar Sócrates por nunca ter desapoiado a ministra quando era muito fácil ganhar 10 000 votos com um estalar de dedos.


Por António de Almeida, às 11:57 | comentar | ver comentários (7)

Para quem passou uma parte da vida a lutar contra o peso das grandes corporações na vida do país, e para quem lutou contra o excessivo peso do Estado na vida de todos os dias, os tempos vão maus: há uma santa aliança entre o Estado e as Corporações, entre os banqueiros e o governo, entre os ministérios e os empreiteiros.

 

Francisco José Viegas

 

Ler o resto n' A Origem das Espécies

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Por Jorge Ferreira, às 10:29 | comentar | ver comentários (1)

Os terroristas das FARC também vêm este ano à Festa do Avante?

 

(publicado no Tomar Partido)

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30
Ago 09
Por Ricardo Cataluna, às 19:42 | comentar

Aconselho a leitura deste post de Paulo Gorjão.


Por zedeportugal, às 18:52 | comentar

A propósito desta crónica* de Pedro Lomba, no jornal i.

 

 

Quem explica bem esta pulsão é Freud.

 

Recomenda-se, pois, a sua leitura às senhoras deputadas socialistas, dado não existir nos retrógrados tempos em que deveriam ter sido escolarizadas, a - tão necessária! - disciplina de Educação Sexual.

 

Ah! Já agora um aviso aos homossexuais:

Ponham-se a pau, porque o que os socialistas querem é tê-los a todos recenseados numa base de dados para vos discriminarem - como no caso recente da proibição do Ministério da Saúde sobre a dádiva de sangue pelos homossexuais.

 

*a qual, por sua vez, já foi escrita a propósito desta intervenção do "grande líder", aqui noticiada no DN.


Por Cristina Ribeiro, às 18:34 | comentar

Sendo uma grande verdade que o Estado se transformou " numa máquina ao serviço do poder ", não é menos certo que essa transformação começou a dar os primeiros passos em épocas anteriores - assistimos, isso sim, à continuação desse trabalho transformador. E isso da " prepotência de uma maioria absoluta que não soube aproveitar as excelentes condições que teve para governar soa-me a " déjà vu ". O historial da prática governativa anterior, do mesmo modo, leva a ter um pé atrás.

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Por António de Almeida, às 18:03 | comentar

   -Concordo com a análise de Manuela Ferreira Leite, o Estado está hoje ao serviço do PS, graças à ocupação por boys de todos os lugares, chegámos ao ponto do responsável por um centro de saúde ser nomeado por razões de confiança política, alguém já esqueceu a gafe de Elisa Ferreira nas europeias, quando despudoradamente afirmou que "era dinheiro do PS"? Mas será igualmente importante que um futuro governo não se limite à substituição de titulares do cartão rosa por possuidores de cartão laranja, conhecendo o PSD e alguns dos seus militantes, convém estar alerta, existe um certo mimetismo entre ambos os partidos nestas matérias.

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Por Jorge Ferreira, às 15:13 | comentar

Sócrates quer casar toda a gente à força: gays, unidos de facto, tudo o que mexe. Ao mesmo tempo fez uma lei do divórcio profundamente injusta para quem tem menos "direitos sociais" no casamento. Naquela cabecinha pensadora não é capaz de entrar a ideia simples que cada um deve ter a liberdade de não querer a parafernália de problemas a que Sócrates chama enganadoramente de "direitos sociais", que mais não são do que interferencias abusivas do Estado na vida privada de cada um. Safa, que com Sócrates levamos com o Estado porta adentro quer queiramos, quer não. Alguém nos livra deste destino?...

 

(publicado no Tomar Partido)


Por jorge, às 02:03 | comentar | ver comentários (1)

Ontem, José Sócrates chamou a si a luz, secando as trevas em seu redor:

«O secretário-geral do PS, José Sócrates, afirmou hoje que nas próximas eleições legislativas estará em jogo uma escolha entre duas mundivisões, entre o progresso e a modernidade dos socialistas, e outra retrógrada e conservadora.» Público 29.08.2009

 Se «progresso e a modernidade dos socialistas» é

  • Projectos PIN
  • Ajustes directos
  • Os contratos dos contentores de Alcântara
  • Financiamento dos computadores Magalhães
  • Fundação das Telecomunicações para as Redes Móveis
  • Parque Escolar: Estado pagou a arquitectos mais de 20 milhões de euros sem concurso
  • Auto-estradas 57 por cento mais caras do que as propostas iniciais»
  • Salvar bancos
  • Armando Vara na CGD
  • Jorge Coelho na Mota Engil
  • Financiamento partidário: 1 milhão de euros em dinheiro vivo
  • Ajuste directo: Governo finta limites
  • As aulinhas de inglês e o caso da empresa Know How
  • Projecto de leis sobre locais para piercings
  • Legislar sobre a quantidade de sal no pão
  • Ninjas da ASAE e controladores da ERC
  • Entrar na intimidade daqueles que não querem os deveres e direitos do casamento

então eu prefiro a mundivisão «retrógrada e conservadora».


29
Ago 09
Por Cristina Ribeiro, às 20:03 | comentar

bem que podia adoptar uma bandeira com dois tons de cinzento: , "  ton sur ton " - um mais escuro para o PS, outro um nadinha mais aberto para o PSD, diz JAA  na caixa de comentários do Estado Sentido, no que é corroborado por António de Almeida. Carradas de razão; e os portugueses, expectantes, vão ficando com o semblante mais e mais escuro.


Por zedeportugal, às 18:13 | comentar | ver comentários (1)

(continuação daqui)

 

E a resposta certa é... maus cuidados de saúde.

 

Experimentem os governantes a investir na excelência da prestação de cuidados de saúde nas cidades do interior e verão que a parte (cada vez maior) da gente que deles precisa se deslocará para lá.

 

Como sabe se isso resultará, perguntam os meus leitores?

Claro que resulta! A experiência está feita. Descubram quantas pessoas se deslocam diariamente e se estabelecem por períodos mais ou menos longos na cidade de Coimbra, por causa dos Hospitais da Universidade e de toda a estrutura privada de prestação de cuidados de saúde criada na sua envolvente.

 

E, a parte mais interessante desta acção, é que não haverá necessidade dos governos andarem a criar falsos empregos subsidiados.

Veja já a seguir porquê.
 
(continua)

 

Este texto foi publicado primeiro aqui.


Por zedeportugal, às 17:50 | comentar

(continuação daqui)
 
Temos gente, sim senhor.

Muita gente, boa gente, muito capaz. Gente que até há poucos tempo atrás foi simplesmente esquecida, desaproveitada, e que agora, com a desculpa da “sustentabilidade” da Segurança Social, os socialistas decidiram obrigar a trabalhar quase até à morte.

.

Já perceberam a que grupo populacional me estou a referir: os velhos.

(Desculpem lá não me referir a eles com os termos politicamente correctos com que os socialistas e outros intelectuais(cof, cof) se lhes referem – seniores(?!), idosos, terceira idade – mas já não suporto tanta hipocrisia!)

 

Mas os velhos não querem instalar-se no interior, dirão.

 

Para já, é verdade. No entanto, não é muito difícil saber porquê, pois não?

 

(continua)

 

Este texto foi publicado primeiro aqui.


Por Filipe Abrantes, às 14:09 | comentar

Na verdade, compreendo que os políticos defendam o rendimento mínimo. Também eles o recebem, apenas variando o valor recebido.


Por Filipe Abrantes, às 13:26 | comentar

O PSD veio agora falar em "suspender o TGV, para o reavaliar depois" e rever alguns detalhes, como confessou Paulo Mota Pinto há dias em entrevista. Ora, sabe-se que a ideia que o PSD tem vindo a fazer passar é que "é contra o TGV", ponto. É o estilo Sócrates, o estilo do "Objectivo 150 mil empregos", que muita gente enganou em 2005.

 

Está visto que a Política de Verdade do PSD é uma grande aldrabice.


Por Filipe Abrantes, às 13:00 | comentar | ver comentários (1)

Um dos argumentos preferidos do estatismo para justificar a existência do estado social é que sem ele haveria o caos, a desordem, os pobres sairiam à rua, seria em suma o apocalipse como apresentado no último livro da Bíblia.

 

O que subjaz a esta ideia é a preocupação dos estatistas com os interessados da ordem e da paz sociais: os ricos e os proprietários remediados.

 

Mas se a preocupação é genuina, a ideia do estado social é um pouco contraproducente. Em primeiro lugar, os pobres andam a aperceber-se que "os ricos estão cada vez mais ricos" e que "há cada vez mais pobres". Missão falhada, o sentimento de revolta nos pobres não diminui, aumenta. Em segundo lugar, a economia de um país é sujeita a crises cíclicas. Ora, na ocorrência de uma grande crise, a paz social não poderá ser garantida pelas forças da ordem governamentais - o mais certo até é estas juntarem-se á revolta, como aconteceu na nossa revolução. Missão falhada, novamente.

 

A preocupação apresentada pelo estatismo é: se os "ricos" não contribuirem para a sociedade, arriscam-se a serem roubados. Esta ideia esquece-se que os "ricos" já contribuem (mesmo que forçadamente) com impostos, e que em rigor sempre contribuiram. Mas se assim é, e se a inquietação com a preservação patrimonial dos ricos e remediados é verdadeira, deixemos os tais "ricos" equiparem-se de armas, protegerem-se com seguranças privados armados ou deixemo-los formar milícias.

 

Saquea-los com a justificação de os querer proteger é: 1. contraproducente, 2. hipócrita.


Por Filipe Abrantes, às 12:42 | comentar

Os políticos, dizem-me, servem para nos representar, para "fazer obra", para elaborar novas leis ou ainda para nos proteger.

 

Mas, sendo que raramente se vê um político acabar a sua carreira política a meio (digamos, com uma idade entre os 40 ou 50), é de duvidar que a motivação que move a classe seja o interesse público. Não me parece que seja. Se assim fosse, após meia dúzia de anos, iam embora, retornando ao anterior emprego com o acrescido sentido do dever cumprido.

 

Ora, como Madres Teresas há poucas (gente que dedica de forma inexplicável a vida toda a causas que considera justas), pode-se concluir que os políticos exercem a sua actividade para fins próprios (enriquecimento pessoal, protagonismo com finalidades diversas, sede de poder, nepotismo, etc). Como os fins apresentados contradizem os fins reais, podemos facilmente ver que os nossos políticos não servem para nada.

 

O que seria de nós sem eles?

 

Estaríamos melhor, disso não tenho dúvidas.


Por Filipe Abrantes, às 12:18 | comentar

Paulo Portas, honra lhe seja feita, é o único político a falar do rendimento social de inserção (antigo rendimento mínimo garantido - nome, aliás mais honesto). Mas depois, certamente para não chocar e não perder mais uns votos, tem o cuidado de se indignar: ele não é contra o rendimento mínimo, mas sim contra o "abuso" na sua atribuição. Longe dele querer tirar o mesmo a quem "mais precisa" ou "está comprovadamente à procura de emprego". Deve-se dar o dinheirinho com "bom senso" e "critérios".

 

Apoiar estes ou aqueles com dinheiro alheio é fácil, faze-lo com o próprio dinheiro custa mais. Mas como é o parvo do contribuinte a pagar, está tudo bem para os políticos. Vão jogando numa do dá mais aqui ou menos ali, mantendo tudo na mesma.

 

Com uma direita assim, não precisamos de esquerda.

 

E assim vamos, felizes e contentes.


Por António de Almeida, às 10:06 | comentar | ver comentários (5)

   -O Jorge/Fliscorno escreveu um post sobre greve, com o qual estou genericamente de acordo, será aliás interessante ver a confusão que vai pela caixa de comentários. Ninguém pretende contestar o direito à greve ou organização sindical dos trabalhadores, visto em Portugal como uma "conquista de Abril", curioso que em todos os países do mundo livre existam sindicatos e direito à greve, dos EUA ao Japão, Austrália, Canadá para além da totalidade dos países europeus, sem que algum desses países tenha vivido, felizmente para eles, não direi o 25 de Abril, mas o inenarrável PREC que se lhe seguiu. Mas tenho algo a acrescentar e que o Jorge/Fliscorno não escreveu, os sindicatos foram em grande parte responsáveis pela destruição do aparelho produtivo nacional e consequente empobrecimento do país. Em qualquer ponto do globo o direito à greve é utilizado como último recurso, visando melhores condições de trabalho, ora estas para existirem requerem em primeiro lugar a manutenção do posto de trabalho, apenas possível com a viabilização da empresa, nada disto aconteceu na península de Setúbal por exemplo, Lisnave, Setenave ou Quimigal, mas também na margem Norte do Tejo, Sorefame, Covina entre várias outras, infestadas por sindicalistas mais interessados em servir a agenda de determinada área política não cuidaram daqueles que seria suposto defenderem, os trabalhadores, partindo para greves absolutamente selvagens, que inviabilizaram qualquer possibilidade das empresas manterem actividade. Qual seria o armador em seu perfeito juízo que colocaria um navio num estaleiro que para um prazo de entrega de um mês, poderia demorar o dobro? Em Portugal marcaram-se greves por dá cá aquela palha, e continua a ser assim, como bem mostrou o exemplo da Groundforce, os sindicatos pretendem obter da TAP a garantia da manutenção da totalidade dos postos de trabalho, porque embora a Groundforce seja uma empresa privada, o seu capital é detido pela TAP, empresa de capitais públicos que ao longo dos anos tem vivido à custa de parasitar o bolso do contribuinte. A solução para terminar com este fartote passa obviamente por privatizar a TAP. É aliás curioso ouvir determinado partido político defender a nacionalização da Banca, EDP e GALP, o objectivo subjacente todos o percebemos, é pagar o défice com os lucros dessas empresas, mas alguém dúvida que o resultado seria voltarmos ao tempo das greves nos Bancos, electricidade fornecida com cortes ou postos de abastecimento encerrados? E mesmo os lucros que agora são obtidos com uma gestão racional, desapareceriam em menos de um fósforo. O socialismo persegue a igualdade, mas nunca conseguiu melhor que tornar todos pobres, excepto uma casta de funcionários, sempre foi assim em todos os lugares onde os povos tiveram a infelicidade de experimentar acreditar nos amanhãs que cantam, mas nunca alguém ouviu. No Portugal de hoje os sindicatos perderam o imenso poder que detinham à medida que o país se foi desenvolvendo, com excepção dos que representam funcionários públicos e empresas detidas pelo Estado, porque será? Talvez por saberem que da sua irresponsabilidade não resultará qualquer encerramento ou perda do posto de trabalho, o contribuinte continuará de bolso aberto a financiar tropelias, em grande parte para fins partidários. Ah! E tal como o Jorge/Fliscorno, também nunca fiz greve.

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Por Jorge Assunção, às 04:00 | comentar

Defensor, desde 1992, de uma coligação de Bloco Central como a forma mais capaz de resolver os problemas estruturais do país, Pina viu, esta semana, duas vozes do PSD juntarem-se ao coro. Depois de João de Deus Pinheiro ter falado à “Visão”, é agora a vez de Paulo Mota Pinto, redactor do Programa do PSD, dizer ao Expresso que “não se deve afastar nenhuma solução” de Governo.

 

No dia 27 de Setembro, confesso, espero e desejo que o laranja se sobreponha ao rosa (especialmente porque algumas opções governativas que uma vitória rosa, mesmo que sem maioria, pode originar são extremamente preocupantes), mas cada vez tenho menos dúvidas que é para um bloco central que caminhamos. Contudo, se pudesse escolher, jogando com os partidos e as opções mais viáveis em jogo, a minha primeira opção seria uma maioria absoluta do PSD. O second best era uma coligação PSD + CDS. E em terceiro lugar uma coligação PS + CDS. O surgimento do bloco central como a solução mais viável, uma alternativa que, para mim, também ajuda a explicar o programa prudente do PSD (que, poderia ter sido escrito, pelo labour inglês ou pelos sociais democratas alemães), terá um efeito profundamente nefasto. O próximo governo terá de governar em clima hostil, com a situação social do país a deteriorar-se, com uma taxa de desemprego que não baixará tão depressa e com um quadro de previsões para o crescimento económico durante a legislatura assustador. Imaginem esta situação: quatro anos de bloco central com o nível de vida a descer de forma notória. O que esperam que aconteça à linha preta no gráfico que representa o BE?

 

(gráfico via: margens de erro)


28
Ago 09
Por vitorjesus, às 13:44 | comentar | ver comentários (3)

diz Helena Garrido no DE:

O mesmo erro comete o PSD com a promessa de acabar com as taxas moderadoras nos internamentos e cirurgias.  (...) é totalmente irracional eliminar uma taxa na Saúde, que todos sabemos está com uma tendência quase exponencial de crescimento dos custos.

 

Admito que é questionável se a Saúde deva ser tendencialmente gratuita e universal. Mas é o ordenamento que temos e deixemos essa discusao para outra altura.

 

Convem é não confundir taxas com pagamentos. Uma taxa, principalmente uma dita "moderadora", não serve para pagar o serviço, serve para moderar (!) o acesso, ou seja, disciplinar o uso de um bem que se pretende gratuito.

 

Dito isto, e atendendo a que nao percebo como é que alguem é internado sem necessidade, recomendo a essa senhora que pense um pouco mais naquilo que escreve.


Por jorge, às 13:42 | comentar | ver comentários (25)

Nunca fiz greve. Em primeiro lugar porque quando não estou bem numa empresa, mudo. Em segundo lugar porque não trabalho no sector estado.

A verdade crua e dura é esta: nas últimas décadas, a greve não tem sido um direito mas sim um privilégio de algumas pessoas, quase todas trabalhadores do estado e com posição laboral absolutamente estável.

Com a mesma regularidade do Natal, das janeiras e da época balnear, ano após ano aí temos as mesmas greves. Preocupam-se com a estabilidade do seu emprego - o que me parece normal e pedem salários mais atractivos. Mas ironicamente não os vejo discutir a competitividade das suas empresas, alicerce da saúde financeira que lhes manteria os empregos e, certamente, lhes permitiria ambicionar melhores salários.

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Por Jorge Assunção, às 13:11 | comentar | ver comentários (1)

"Dar orientação à CGD para reforçar a sua actuação no financiamento das PME exportadoras."

 

No programa eleitoral do Partido Social Democrata. E como o nome lhe fica tão bem. Tal como o António, não percebo o fascínio que tal partido pode ter para quem quer que se assuma como liberal. Que decidam votar em tal partido, ainda compreendo, mais do que isso parece-me manifestamente exagerado, especialmente num partido tão responsável como o PSD pela situação em que se encontra o país, e nada no actual programa parece pretender mudar isso.


Por António de Almeida, às 12:28 | comentar

   -Após uma rápida e primeira leitura ao programa do PSD, não encontro grandes diferenças no mesmo quando comparado com o programa do PS, parece mesmo estar à vista um governo do bloco central, segundo se diz por aí, tão do agrado do inquilino do Palácio de Belém.  O documento contém várias medidas avulsas, suspender para reavaliar o TGV, no entanto a porta fica entreaberta para avançar, em parte alguma é afirmado o fim do projecto, aeroporto de Lisboa a construir por módulos, mantém-se a decisão de encerrar a prazo a Portela, o que constitui um erro crasso que apenas beneficiará a especulação imobiliária, suspende-se o Estatuto da carreira docente e avaliação dos professores, mas não consigo perceber qual será o modelo alternativo proposto pelo PSD. Ouço falar em menos Estado, mas não encontro qualquer reforma da administração ou do sistema político. Pelo contrário, encontro por lá várias medidas de intervenção estatal, absolutamente indesejáveis. Pela positiva apenas consigo destacar a descida da TSU e o fim de inenarrável PEC, de facto só por si suficientes para justificar a afirmação que o PSD é algo melhor que o PS, mas pouco, á cautela convém relembrar que em tempos este partido prometeu um choque fiscal e aumentou impostos quando chegou ao governo.

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Por vitorjesus, às 11:57 | comentar

"O PS vai construir o TGV; o PSD vai parar o TGV. Quem quiser viver no século XXI vota PS; quem quiser ficar no século XIX vota PSD. É Simplex."

Leonel Moura, Simplex

 

 


Por zedeportugal, às 11:14 | comentar | ver comentários (3)

Se Rui A. é (como eu penso) Rui Albuquerque, que eu tenho lido muitas vezes com gosto no Insurgente, então estou mesmo muito surpreendido com este texto que publicou no Portugal Contemporâneo. Tão surpreendido que nem sei muito bem por onde começar a refutar.


Numa apreciação critica muito rápida, posso (ultra)sintetizar a minha impressão na seguinte afirmação: penso que o actual primeiro-ministro estaria completamente de acordo com aquilo que escreveu.

 

Muito sucintamente, sobre o conceito de ética:
Os liberais acham muitas vezes ser seu dever acreditar que a ética política deve ser diferente da ética pessoal. Muitos definem a ética política como ética da responsabilidade, acreditando que essa ética é uma forma mitigada do clássico princípio republicano de Maquiavel de que os fins justificam os meios.
Outro erro comum do pensamento liberal é aceitar que o político é muitas vezes obrigado a tomar decisões que envolvem meios não muito aceitáveis para alcançar objectivos de interesse ou bem público.
Nada pode ser mais falso. Os fins nunca, mas mesmo nunca, justificam os meios. Se alguém é confrontado com uma decisão contrária aos seus princípios de ética pessoal, não deve tomar essa decisão. Não existe mal menor: só existe o mal.
Mas eu digo de outra maneira, para liberal perceber: Não existe um bem maior, colectivo, que deve supostamente sobrepor-se ao bem individual: só existe o bem.

 

Sei que o que afirmo contradiz o pensamento político (intelectualmente correcto) dito do republicanismo democrático, com origem em Maquiavel e com ideais expressos por autores como Tocqueville ou Arendt.
Enquanto cristão e defensor da democracia (semi)directa, acredito que é perfeitamente possível fazer política de outro modo, que não este da conquista do poder pelo poder, da ansia de domínio de alguns homens sobre todos os outros que conduz, impreterivelmente, à servidão individual e ao conflito colectivo.

 

Nota: Comecei este texto como comentário na caixa do referido post do Rui A. no Portugal ContemporÂneo, mas à medida que fui escrevendo comecei a pensar que seria importante tornar visível a mais gente esta resposta.

 


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