06
Ago 09
Por Ricardo Cataluna, às 23:55 | comentar | ver comentários (21)

Alguém acha, muito honestamente, que a RTP cumpre a sua missão de serviço público? Programas como o Preço Certo em Euros ou a Febre da Dança, para não ir mais longe, são exemplos que a estação deve seguir? O que faz a RTP para se diferenciar dos seus parceiros privados? O que é que a RTP oferece que não tenhamos acesso em canais por cabo? Que sentido faz mantê-la sobre a alçada do Estado?

Este é um dos muitos aspectos em que PS e PSD são iguaizinhos: na oposição agitam bandeiras contra a governamentalização da estação pública; no poder, usam e abusam do seu poder de influência.  

Não é correcto que se continuem a injectar milhões de euros a fundo perdido para alimentar uma máquina que acrescenta muito pouco do ponto de vista cultural (veja-se este exemplo), e que mais não é do que a propaganda elevada ao espectáculo televisivo? Contudo, honra seja feita à Rádio pública que, apesar de tudo, consegue fazer melhor.

Não tenhamos ilusões: entre todos os partidos vão chover propostas para reformar a RTP, mas a vontade de aplicá-las será nula. Para quê? Ganhar inimigos em jornalistas, directores e agentes culturais que vivem da teta estadual? O Estado português é tão paternalista que até sabe o que é que gostamos de ver na televisão. Pensa ele que sabe...

 

tags:

Por Jorge Assunção, às 22:10 | comentar | ver comentários (1)

Filipa Martins, a mandatária para a juventude da candidatura de Pedro Passos Coelho à liderança do PSD, o candidato "liberal" que concorreu contra a social-democrata Ferreira Leite, vai escrever no Blogue de Esquerda da revista Sábado (via: Portugal dos pequeninos). O PSD é de esquerda, não é? Obviamente que sim. Por outro lado, a antiga mandatária do candidato "liberal", pode  simplesmente andar baralhada com os textos de João Cardoso Rosas no i, especialmente com a tese de que o liberalismo é de esquerda.


Por Cristina Ribeiro, às 21:57 | comentar | ver comentários (1)

' Why I am not a conservative ', leitura aqui proposta por AA, encontrei um texto de R. Albuquerque, ' Porque sou liberal e conservador ', que cabe que nem luva no que penso ser uma necessidade para Portugal; e desvenda o facto de, sendo Margaret Thatcher, inquestionavelmente, conservadora, se ter apoiado na doutrina económica do, inquestionavelmente, liberal Hayek.

Para esta minha visão do que acho nos pode servir num novo rumo para Portugal, concorreu um artigo, lido  há já uns anos que dizia, a determinado passo: " Quando ela assumiu o cargo, em 1979, a Inglaterra era a menos viável das nações industrializadas. Em onze anos e meio no poder, ela privatizou, encolheu o governo e recuperou a prosperidade dos ingleses ". Muito elucidativo, não?


Por Elisabete Joaquim, às 20:16 | comentar | ver comentários (7)

Estes dias pautados pelo debate político são sobretudo oportunos para perceber como é que os portugueses se auto-posicionam politicamente. Os momentos mais caricatos são aqueles em que o gatuno chama malandro ao ladrão, em que o perneta se gaba por correr mais rápido que o coxo, e, os meus preferidos, em que socialistas insultam outros com o epíteto de “esquerdista”.

 

Tomando as coisas mais a sério, não que ver dois loucos a diagnosticarem-se mutuamente não seja caso sério, convém chamar de uma vez por todas as coisas pelo nome: o que é «socialismo»? (Vamos esquecer as respostas fáceis com clichés de “esquerda” e “direita” que servem em grande parte, pelo menos em Portugal, para inaugurar uma frágil distinção entre socialismo e socialismo moderado.)

 

Podemos resumir brevemente «socialismo» como a doutrina que defende (pelo menos) que:

 

Moralmente o Estado tem o dever de zelar pelo bem-comum dos cidadãos, o que lhe confere o direito de, formalmente, praticar a redistribuição da riqueza produzida em ordem a possibilitar e manter estruturas sociais igualitárias para todos os cidadãos.

 

Aceitando esta definição, qual o partido de peso não-socialista em Portugal? Ainda de forma mais visível, o que tem sido a constante dança de poder PS versus PSD senão o alternar entre um socialismo assumido e um socialismo mitigado?

 

Parecendo-me que o exposto é evidente, onde buscar a explicação para o facto dos nossos chamados partidos de “direita” se recusarem a assumir a sua ideologia de base socialista?

 

Na prática a omissão resulta em estratégia eleitoral: a cisão artificial entre os partidos da dança dá aos eleitores uma falsa ilusão de escolha. E com os  partidários a coisa funciona numa espécie de clubismo / tradição política sem verdadeiro referente ideológico, um pouco à imagem dos sportinguistas que odeiam os benfiquistas (e vice-versa) precisamente por serem ambos de Lisboa e partilharam o mesmo território /tacho.

 

Que grande parte do eleitorado vá na cantiga como quem leva o cachecol à bola é assumido. Mas por mais que a esmagadora maioria da auto-proclamada elite intelectual faça uso de retórica, não disfarça o cachecol aos ombros.


Por P.F., às 16:36 | comentar | ver comentários (4)

Incentivos à troca de carros usados entram em vigor amanhã

Em causa está um aumento do benefício fiscal em 250 euros e a diminuição em dois anos da idade mínima dos carros entregues para abate.

É a concretização de uma das principais linhas do Eixo IV do Plano de Apoio ao Sector Automóvel (PASA). Uma medida que visa incentivar a procura de carros novos e estimular a produção e que já deu frutos em países como a Alemanha e a Itália.

Os actuais incentivos de 1.000 euros passam a ser de 1.250 euros. Os de 1.250 euros passam a ser de 1.500 euros. 

 

Os "frutos" estão à vista e não são de agora. Estimular o consumo, em especial num sector como o automóvel, com artificialismos como incentivos e subsídios, apenas leva à ilusão de produtividade e de facturação, o que conduz a breve ou médio termo a quebras acentuadas. Se querem estimular o sector automóvel, propiciando o consumo do seu produto, porque não uma baixa de impostos geral, em vez destas operaçõezinhas de cosmética que apenas criam a ilusão de poder de compra, contribuindo para um maior endividamento das famílias e dos indivíduos?

Os ditadores do "bom parque automóvel" pelos vistos não morreram nos idos e ilusoriamente prósperos anos 80. Continuam por aí querendo impor as latas que são boas para circular ou não e o ritmo com que cada um deve trocar de carroça.

- Foi você que pediu um subsidiozinho para trocar de Fiat Punto?


Por António de Almeida, às 12:34 | comentar

    ...por que razão um contribuinte que tem um rendimento colectável de 70 mil euros está no mesmo escalão de IRS (42%) que um que tem 700 mil ou 7 milhões.

 

   -Esta questão colocada no Simplex por Rui Herbon, obtém resposta de João Galamba  na caixa de comentários, Subscrevo. Eu concordo com o escalão de 45% proposto pelo BE. Só que João Galamba e Rui Herbon se esquecem do "pequeno" pormenor, 42% de 70 mil Euros, são 29400 Euros, mas sobre 700000 já são 294000. Mesmo que o escalão de 45% fosse criado, continuaria a existir uma desigualdade gritante entre 700 mil e 7 milhões, excepto se pretenderem abrir caminho para mais tarde implementarem um escalão de 48% e talvez outro de 50%, para pessoas como Belmiro de Azevedo ou Américo Amorim, pensem bem, talvez o melhor seja mesmo os 60%, e não se fala mais nisso. Em matéria de extorsão de dinheiro ao contribuinte, a perversidade socialista não conhece limites, importa apenas alimentar um Estado vampírico.

tags:

Por jorge, às 01:22 | comentar | ver comentários (5)

Há pessoas que têm um apurado GPS interno que as orienta nas escolhas. A opção por virar à esquerda ou à direita não lhes apresenta dificuldades, como se lhes bastasse seguir em frente. Outras como eu, mas sem a beleza da poesia, definem-se pelo não, não vou por aí. Não vou por um estado que tenha a arrogância de me achar incompetente para fazer as minhas escolhas. Não vou pela produção legislativa como a solução para todos os problemas. Não vou pelas injecções de capital em empresas escolhidas a que, eufemisticamente, chamam de incentivos à economia. Pelo contrário, prefiro poder comprar pão salgado que se venda ao lado daquele que não tenha sal; rio-me da proibição do uso de garrafas de plástico nos restaurantes que em nada contibuiu para a causa ambientalista; desconfio das empresas incentivadas com os nossos impostos e lamento aquelas que terão em consequência maiores dificuldades em serem competitivas. Posso não ter a certeza do meu rumo mas não duvido que o trilho por onde os sucessivos governos nos têm conduzido nos leva ao precipício. Por isso aceitei com prazer o convite para participar no Novo Rumo. Vemo-nos por aí.


Por Jorge Ferreira, às 00:25 | comentar | ver comentários (1)

Das próximas eleições legislativas sairá um Governo. Os portugueses vão votar convictos de que podem escolher vários programas. Erro. Não podem. Desde 1976 que a Constituição, entre muitas outras coisas mais complicadas, que a seu tempo abordarei, prescreve com ciência, precisão e rigor quais têm de ser as políticas industrial, comercial, agrícola e fiscal de qualquer Governo (artigos 93º a 107º). Aliás, numa herança tipicamente marxista, a Constituição trata primeiro de estabelecer as normas sobre a organização económica do país, do que as normas relativas à organização política do Estado.


Por António de Almeida, às 00:17 | comentar

   -Estarei atento às próximas intervenções políticas de Luís Filipe Menezes, agora que o nome do filho não foi contestado por Manuela Ferreira Leite, constando por isso na lista de candidatos a deputados pelo círculo do Porto em lugar elegível. Também a candidatura de Alberto João Jardim pelo círculo da Madeira, retira toda a credibilidade à política de verdade, e qualquer autoridade moral para criticar Elisa Ferreira ou Ana Gomes, excepto é claro, se o Presidente do Governo Regional da Madeira se demitir do cargo, para ocupar o lugar no parlamento.

tags:

subscrever feeds
Agosto 2009
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9





pesquisar blog
 
Links
A arte da fuga
A barbearia do senhor luís
A cagarra
A casa de sarto
A casa dos comuns
A caveira vesga
A caverna obscura
A civilização do espectáculo
A destreza das dúvidas
A educação do meu umbigo
A grande alface
A janela do ocaso
A natureza do mal
A origem das espécies
A outra varinha mágica
A revolta das palavras
a ritinha
A terceira noite
A textura do texto
A voz do povo
A voz nacional
A voz portalegrense
As escolhas do beijokense
As penas do flamingo
Abrigo de pastora
Abrupto
Às duas por três
Activismo de sofá
Admirável mundo novo
Adufe
Água leve
Água lisa
Alcabrozes
Alianças
Aliança nacional
Alinhavos
Almocreve das petas
Apdeites v2
Arcadia
Arde lua
Arrastão
Aspirina b
Atuleirus
Avatares de um desejo

Bar do moe, nº 133
Blasfémias
Bem haja
Berra-boi
Bic laranja
Bicho carpinteiro
Binoculista
Bissapa
Blogo social português
Blogotinha
Blogs e política
Blogue de direita
Blogue da sedes
Blue lounge
Boca de incêndio
Boina frígia
Braga blog
Branco no branco
Busturenga

Cabalas
Caixa de petri
Caixa de pregos
Câmara corporativa
Campos da várzea
Canhoto
Cão com pulgas
Carreira da í­ndia
Causa liberal
Causa nossa
Centenário da república
Centurião
Certas divergencias
Chá preto
Charquinho
Cibertúlia
cinco dias
Classe polí­tica
Clube das repúblicas mortas
Clube dos pensadores
Cobrador da persia
Combustões
Confidências
Congeminações
Contingências
Controversa maresia
Corta-fitas
Criativemo-nos
Crónicas d'escárnio e mal dizer

Da condição humana
Da literatura
Da rússia
Dar à tramela
Dass
De vexa atentamente
Der terrorist
Delito de opinião
Desconcertante
Desesperada esperança
Do portugal profundo
Dois dedos de prosa e poesia
Dolo eventual
Duas cidades
Duas ou três coisas
2 rosas

Eclético
É curioso
e-konoklasta
Em 2711
Elba everywhere
Em directo
Encapuzado extrovertido
Entre as brumas da memória
Enzima
Ephemera
Esmaltes e jóias
Esquissos
Estrago da nação
Estudos sobre o comunismo
Espumadamente
Eternas saudades do futuro

Faccioso
Falta de tempo
Filtragens
Fôguetabraze
Foram-se os anéis
Fumaças

Gajo dos abraços
Galo verde
Gazeta da restavração
Geometria do abismo
Geração de 80
Geração de 60
Geração rasca
Gonio
Governo sombra

Há normal?!
Herdeiro de aécio?!
Hoje há conquilhas, amanhã não sabemos
Homem ao mar

In concreto
Ideal social
Ideias soltas
Ilha da madeira
Ilusão
Império lusitano
Impressões de um boticário de província
Insinuações
Inspector x
Intimista

Jacarandá
Janelar
Jantar das quartas
Jornal dos media
José antónio barreiros
José maria martins
Jose vacondeus
Judaic kehillah of portugal - or ahayim
Jugular
Julgamento público

Kontrastes

La force des choses
Ladrões de bicicletas
Largo da memória
Latitude 40
Liblog
Lisbon photos
Lobi do chá
Loja de ideias
Lusitana antiga liberdade
Lusofin

Ma-schamba
Macroscópio
Mais actual
Maquiavel & j.b.
Margem esquerda
Margens de erro
Mar salgado
Mas certamente que sim!
Mau tempo no canil
Memória virtual
Memórias para o futuro
Metafísica do esquecimento
Meu rumo
Miguel teixeira
Miniscente
Minoria ruidosa
Minudencias
Miss pearls
Moengas
Movimento douro litoral
Mundo disparatado
Mundus cultus
My guide to your galaxy

Não há pachorra
Não não e não
Nem tanto ao mar
Nocturno
Nortadas
Notícias da aldeia
Nova floresta
Nova frente
Num lugar à direita
Nunca mais

O afilhado
O amor nos tempos da blogosfera
O andarilho
O anónimo
O bico de gás
O cachimbo de magritte
O condomínio privado
O contradito
O diplomata
O duro das lamentações
O escafandro
O espelho mágico
O estado do tempo
O eu politico
O insubmisso
O insurgente
O islamismo na europa
O jansenista
O jumento
O observador
O país do burro
O país relativo
O pasquim da reacção
O pequeno mundo
O pravda ilhéu
O principe
O privilégio dos caminhos
O profano
O reaccionário
O saudosista
O severo
O sexo dos anjos
O sinaleiro da areaosa
O tempo das cerejas
O universo é uma casca de noz
Os convencidos da vida
Os veencidos da vida
Obrigado sá pinto
Oceano das palavras
Oeiras Local
Office lounging
Outubro

Palavra aberta
Palavrussaurus rex
Pangeia
Papa myzena
Paris
patriotas.info
Pau para toda a obra
Pensamentos
Pedro_nunes_no_mundo
Pedro rolo duarte
Pedro santana lopes
Pena e espada
Perguntar não ofende
Planetas politik
Planí­cie heróica
Playbekx
Pleitos, apostilhas e comentários
Politeia
Política pura e dura
Polí­tica xix
Polí­tica de choque
Politicazinha
Politikae
Polvorosa
Porcausasemodivelas
Porto das pipas
Portugal contemporâneo
Portugal dos pequeninos
Por tu graal
Povo de bahá
Praça da república em beja
Publicista

Quarta república
Quem dera que assim fosse

Registo civil
Relações internacionais
Retalhos de edith
Retórica
Retorno
Reverentia
Ricardo.pt
Rio sem regresso
Risco contínuo
Road book
Rua da judiaria

Salvaterra é fixe
Sem filtro
Sempre a produzir
Sentidos da vida
Serra mãe
Sete vidas como os gatos
Sobre o tempo que passa
Sociedade aberta
Sociologando
Sorumbático
Sou contra a corrente
Super flumina

Táxi
Tempo político
Teorias da cidade
Terras do carmo
Tese & antítese
Tesourinhos deprimentes
Tirem-me daqui
Tralapraki
Transcendente
Tribuna
31 da armada
Tristeza sob investigação
Triunfo da razão
Trova do vento que passa
Tubarão

Último reduto
Um por todos todos por um

Vale a pena lutar
Vasco campilho
Velocidade de cruzeiro
Viagens no meu sofá
Vida das coisas
25 centímetros de neve
Vento sueste
Voz do deserto

Welcome to elsinore

Xatoo

Zarp blog

 

Twingly BlogRank

blogs SAPO