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Ago 09
Por P.F., às 17:44 | comentar | ver comentários (12)

The most fundamental difference between conservatism and libertarianism is one of ideology. Libertarianism is an ideology based upon abstract ideas and doctrines such as the free market, absolute liberty, and radical individualism. The libertarian foolishly believes that if his abstract ingredients are properly mixed within the social cauldron, an earthly utopia will bubble forth.

Conservatism, as H. Stuart Hughes declared, is the negation of ideology. Ideology is founded upon abstract ideas which possess no relation to reality, whereas conservatism is founded upon history, tradition, custom, convention, and prescription. As Russell Kirk put it, “[C]onservatism...is a state of mind, a type of character, a way of looking at civil social order. The attitude we call conservatism is sustained by a body of sentiments, rather than by a system of ideological dogmata.” The conservative puts his faith in the wisdom of his ancestors and the virtue of experience, rather than the abstract jargon of “sophisters, calculators, and economists.” He knows that there are no simple political formulas to solve all the world’s troubles.

Next, conservatives and libertarians disagree over what binds civil society. Libertarians view civil society as something artificial — a dissoluble agreement made to furnish individual self-interest. In their repugnant view, society is a “partnership in things subservient only to the gross animal existence of a temporary and perishable nature.” Society is merely a machine with interchangeable and separable parts, says the libertarian.

In contrast, the conservative declares that society is not a paltry economic agreement or a mechanical device, it is a spiritual and organic entity. The conservative, imbued with the spirit of Burke, sees society as a partnership between the living, the dead, and those yet to be born – a community of souls. Each social contract in each particular state “is but a clause in the great primeval contract of eternal society, linking the lower and higher natures...”

 

Independentemente da diferença das origens ideológicas e posicionamentos face a aspectos económicos e sociais, o que deve estar em causa quando se conjectura sobre um "Novo Rumo" para um país é a realidade desse mesmo país. Isto no sentido de identificar os problemas principais que o afectam: a máquina socialista que tomou conta do Estado e da economia portuguesas com respectiva teia de influências e de vícios. Neste sentido, faz sentido uma convergência entre liberais (ou libertários) e conservadores uma vez que há um adversário comum. Não é um modo de se ultrapassarem diferenças, pois essas existem e sempre existirão, mas sim virar-se uma página da história económica de Portugal que cisma em manter-se pois o sistema político eleitoral e as mentalidades estão acrioladas pelos princípios de Abril.


Por Ricardo Cataluna, às 16:55 | comentar | ver comentários (1)

Lembro-me de um dia em que cheguei à escola e fui falar com a directora. Havia a forte possibilidade de dar aulas nesse estabelecimento de ensino, o que não veio a acontecer. Cumprimento a senhora e a primeira coisa que me diz, logo a seguir ao bom dia da praxe, foi o seguinte: aqui,  a escala é entre o dez e o vinte. Não se trata de um caso isolado. Muitas outras escolas fazem o mesmo. Há que cumprir estatísticas, custe o que custar. Casos de alunos que passam de ano com oito negativas multiplicam-se a cada dia que passa.

No seguimento do conceito de escola inclusiva, estamos a assistir à ascensão da escola produtora de diplomas. Mesmo para quem não merece. Se o princípio da escola inclusiva é positivo, (o  acesso ao Ensino é essencial) o direito ao canudo é algo muito problemático. É um desrespeito para com o trabalho de alunos que se esforçam. Vamos pagar muito caro, se é que já não estamos a pagar, pela impreparação dos nossos alunos. Razão tinha Manuel Pinho quando, numa visita à China, disse que os baixos salários dos trabalhadores portugueses era um bom motivo para investirem Portugal. Se os nossos trabalhadores são cada vez mais mal preparados, não se pode exigir muito. Todos temos responsabilidades: Governo, Sindicatos, Escolas, ... A Exigência é uma palavra que não faz parte do nosso sistema de Ensino e Formação e tem de passar a fazer.

A política de educação do PS, apesar de ter tomado algumas decisões positivas, baseou-se nisto: aliciou pais e alunos com computadores e diabolizou professores. Ponto. E a Educação é muito mais do que isto.


Por Elisabete Joaquim, às 13:30 | comentar | ver comentários (8)

Uma intuição antiga, hoje plenamente confirmada, leva-me a crer que a política é sobretudo Estética para os portugueses. A tradição do poeta-político mantém-se (seguindo Antera de Quental, Teixeira de Pascoaes ou Almeida Garrett, conforme a casa política), e a esmagadora maioria da elite política (aquela que comenta ou faz política), guia-se mais por critérios estéticos do que racionais, o que explica em larga parte a dissonância cognitiva patente no debate político português.

 

A Estética, contrariamente aos assuntos científicos, não exige sistema nem coerência da parte do sujeito. Pode-se simpatizar com o Belo de dia para escrever sonetos do Abjecto à noite, nada que a complexidade sensitiva humana não comporte. Aderir a ideias políticas por motivos estéticos tem outro desfecho.

 

Não se pode, sem incoerência, defender um Estado que não se intrometa nas vidas privadas para depois defender a conservação de privilégios sociais; Não se pode, sem incoerência, criticar o socialismo para depois defender a necessidade de um gestor Forte das vidas públicas; Não se pode, sem incoerência, ser contra a intromissão do Estado na economia para de seguida defender que impostos sociais devam ser cobrados; Não se pode, sem incoerência, defender a liberdade individual para depois advogar a inocuidade do uso de força ilegítimo por parte do Estado. A lista poderia continuar e tocar todos os quadrantes políticos com expressão em Portugal.

 

O erro consiste em falhar em reconhecer quais os princípios morais adjacentes a ideias defendidas, sendo que é precisamente dos princípios morais que depende a construção de um sistema coerente de ideias. Aderir a ideias por motivos estéticos não só revela insensibilidade ética como permite que uma mesma pessoa defenda ideias contraditórias entre si, ideias às quais aderiu por questões emocionais, pelo prazer intelectual ou sentimental que lhe causam. Num contexto destes, o uso emocionado de bandeiras é frequente. Ser conservador ou liberal em Portugal resume-se a um combate vazio entre duas escolas estéticas. E o referente dos próprios conceitos de conservadorismo e liberalismo muda como os conceitos de belo ou sublime consoante a escola de pintura.

 

A aplicação na sociedade de tal mistela de ideias pode apenas dar em tragédia, o que, ironicamente, faz assim regressar a política portuguesa ao seu berço estético.


Por jorge, às 10:00 | comentar | ver comentários (5)

Uma bandeira que costumo ver hasteada em partidos como PS, PCP, BE e tal é a do apoio aos pobres, desfavorecidos e por aí fora. Pese embora o tom ligeiro desta escrita, concordo que o estado possa usar os impostos cobrados para causas sociais. O que não percebo é porque precisará o estado de controlar a economia para atingir esse fim.

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Por António de Almeida, às 09:52 | comentar

    -Há muito que a empresa TAP deveria estar privatizada e sujeita às leis do mercado, ano após ano é sempre a mesma história, guerras de alecrim e manjerona entre administração e sindicatos, sabendo ambos à partida que qualquer decisão irresponsável que venham a tomar, estará salvaguardada pelo recurso ao dinheiro do contribuinte, porque o Estado socialista em que vivemos não abdica de possuir uma companhia aérea, ainda que nos vá dizendo que tem por objectivo a sua privatização, mas no final ficará sempre com a inenarrável golden share do costume.

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Por jorge, às 02:50 | comentar | ver comentários (1)

wannabes

 

Face à proximidade de eleições, recupero uma imagem do meu blog sobre os lugares e a sua ocupação. Em breve haverá deputados eleitos, mas quem serão eles? Militantes virão a ser escolhidos pelo partido, em função dos préstimos partidários passados ou futuros, para constituir listas nas quais, qual cardápio, o eleitor poderá fazer o obséquio de depositar um voto. O eleitor não tem uma palavra a dizer na escolha dos seus representantes, seja premiando os que melhor o serviram, seja excluindo os outros. Isso é tarefa para o partido, cabendo ao dono da cruzinha o frete de rodar a tômbola da eleição. Ironicamente, os deputados que votaram as avaliações irão a votos sem que os seus eleitores alguma vez os avaliem.


Por Jorge Assunção, às 02:30 | comentar | ver comentários (4)

As a British dog, you get to choose (through an intermediary, I admit) your veterinarian. If you don’t like him, you can pick up your leash and go elsewhere, that very day if necessary. Any vet will see you straight away, there is no delay in such investigations as you may need, and treatment is immediate. There are no waiting lists for dogs, no operations postponed because something more important has come up, no appalling stories of dogs being made to wait for years because other dogs—or hamsters—come first.

 

Um artigo interessante de Anthony Daniels no WSJ, sobre o serviço nacional de saúde norte-americano em comparação com o britânico. Mas o importante é a conclusão final, I also want, wherever I am, the Americans to go on paying for the great majority of the world’s progress in medical research and technological innovation by the preposterous expense of their system: for it is a truth universally acknowledged that American clinical research has long reigned supreme, so overall, the American health-care system must have been doing something right. The rest of the world soon adopts the progress, without the pain of having had to pay for it. Ou, como afirma Tyler Cowen, Furthermore the non-progressive nature of many aspects of America - by encouraging economic dynamism - helps Europe to be as progressive as it is.


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