Por Elisabete Joaquim, às 21:16 | comentar | ver comentários (4)

Acerca deste post, alguém me explica (já que o post não o faz) por que razões é que um arguido deva ser ostracizado antes do julgamento, e por que é evidente que tais pessoas são «más (escolhas)»?; tão evidente que quem defenda o contrário deva ser perseguido até ao pico mais alto da aldeia e aí queimado vivo para apaziguamento da histeria colectiva?

 

Contrariamente ao que é dito pelo autor do post, nas citações em causa Manuela Ferreira Leite não “justifica a inclusão” de António Preto na lista (nem tem de o fazer nesse contexto), optando sim pelo caminho inverso de dizer que não há razões para a não inclusão de António Preto na lista (dado não ter sido ainda condenado), apontando pelo caminho o dedo ao alarmismo.

 

Se não ceder ao politicamente correcto é uma coisa «intelectualmente tão boçal», o que chamar à preferência pela chacina pública com base em pessoalismos em vez do comentário de ideias e análise de conteúdos?


Por zedeportugal, às 21:11 | comentar

- etiquetar, catalogar - o seu interlocutor continua a causar-me perplexidade e mesmo algum desconforto, confesso.

Esta prática, que conduz sempre a preconceitos, é particularmente má quando se discutem ideias. Pode tentar fugir-se-lhe, mas a coisa está tão arreigada que o curioso (digamos assim), não conseguindo informação relevante, passado algum tempo passará a inventá-la e a colá-la ao objecto da sua curiosidade.


Por António de Almeida, às 19:02 | comentar | ver comentários (3)

   -Uma jovem elegante, bem aprumada, deveria rondar os trinta anos, educadamente pediu se poderia entrar no meu local de trabalho e falar com alguém responsável, respondi-lhe que poderia falar comigo e se poderia ser-lhe útil, ao que me pediu se poderia colocar um carimbo nos papéis do fundo de desemprego. Surpreendido, indaguei as razões para tão estranho pedido, ao que me informou necessitar mensalmente de três carimbos, porque o centro de emprego lhe exige comprovativo de três entrevistas, resultantes da sua busca de trabalho. Ainda lhe disse, mas a menina não perguntou se estamos com falta de pessoal para trabalhar, ao que me interrompeu, calculei que não precisem, isto está mau por todo o lado, preciso é do carimbo para justificar a minha procura, e continuar recebendo o subsídio. Esta narrativa é verídica, o episódio tem poucos dias.

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Por Nuno Castelo-Branco, às 18:33 | comentar | ver comentários (1)

  

A regimental prussiana    O ersatz adoptado pelo Conde de Lippe

 

A presença do Conde de Lippe em Portugal, parece ainda influenciar algumas mentes exaltadas e quiçá temerosas dos acontecimentos ocorridos há apenas algumas horas. A questão da bandeira municipal de Lisboa, torna-se numa falsa questão, já que todos sabem que o pendão provem dos tempos da Monarquia. Em reforço da incómoda posição republicana, ainda podemos acrescentar tratar-se de um símbolo sobrevivente do regime anterior ao Vintismo, com tudo o que isso possa significar. Embora existam algumas suposições acerca de uma ancestralidade representativa que remonta aos tempos da Fundação, a verdade parece ser bem mais próxima: Marechal-de Campo e comandante do Exército Português, o Conde de Lippe inspirou-se nas bandeiras dos regimentos da sua pátria prussiana e Lisboa é assim, a derradeira localidade europeia que arvora as cores e o símbolo daquele desaparecido Estado da Alemanha.

 

Ficamos agora a saber da feroz existência de uma corrente de bem instalados comensais do regime, que aproveitou logo para se tornar "mais papista que o Papa".  Alguns blogues ditos moderadosdemocratas e até liberais (!) - como se a Bandeira ontem hasteada não o tivesse sido - , clamam por "severa punição e exemplar castigo" dos meliantes. É o velho tique da mãozita papuda sempre pronta a empunhar a chibatinha, enquanto a outra revolve ansiosamente os bolsos da vítima, à busca da carteira onde guarda as moedas e o cartão multibanco.  Enfim, reminiscências do Santo Ofício e das sucedâneas Formiga Branca e PIDE.

 

Quanto ao atabalhoado comunicado gizado no Largo do Pelourinho, não deixa de ser absurda a alegação de ilegalidade, por parte de uma Câmara Municipal que ao longo das últimas décadas se especializou em contornar as suas próprias normas: suspende o Plano Director Municipal a seu bel-prazer - Ribeiro Telles dixit -, retira edifícios do famoso Inventário Municipal (para impunemente os poder demolir), procede a obras de vulto sem concurso público (Terreiro do Paço), intervem  hoteleiramente em zonas históricas (Belém), satisfaz a cupidez de entidades privadas em detrimento do interesse dos munícipes (terminal de contentores de Alcântara), deixa-se envolver em sórdidos casos de aboletamento em propriedade municipal (as casas de renda baixa para "pobres" abastados e amigados), etc, etc. Mas afinal, o que quer a Câmara Municipal fazer, numa cidade onde os principais edifícios  de interesse ostentam as armas reais portuguesas? Demoli-los ou  ao "estilo costista" de 1910, simplesmente usar o camartelo? Para a lista de monumentos construídos pela monarquia não ser muito exaustiva, apenas citaremos os Jerónimos, a Torre de Belém, o Arco da Rua Augusta, o Teatro D. Maria II e o S. Carlos, praticamente todas as Igrejas da capital, o obelisco dos Restauradores, a estátua de D. Pedro IV, os chafarizes, os edifícios pombalinos da zona da Alfândega, o Museu Militar e uma infinidade de outras construções  - como o Aqueduto - que tornam Lisboa numa cidade digna de visita. Se querem barretes frígios e estrelas carbonárias nas fachadas, coloquem-nas nas grandes obras que simbolizam bem o actual estado de coisas: os centros comerciais. Ainda estão a tempo.

 

Conheci o dr. António Costa em 1983 e com ele convivi durante um mês, num curso de verão patrocinado pela NATO, em França. É um homem inteligente, teimoso, coriáceo e ambicioso. Se ainda se trata do então tolerante rapaz com quem passei horas a conversar, julgo que aprecia a audácia. No fundo, esta ousadia do 31 da Armada deve  agradar-lhe. Assim sendo, aceite a proposta do Rodrigo Moita de Deus e receba de volta o monárquico e prussiano pendão da C.M.L., em troca da Bandeira do Reino.


Por Jorge Ferreira, às 13:38 | comentar | ver comentários (10)

A polémica das listas no PS e no PSD veio evidenciar mais uma vez os defeitos do nosso sistema eleitoral. Como se sabe, a Constituição prevê que a eleição de deputados à Assembleia da República se faça pelo sistema proporcional, através do método da média mais alta de Hondt. Este sistema provoca uma distanciação entre eleitor e eleito. Torna virtualmente impossível a responsabilização directa do deputado. Remete a escolha dos candidatos para as direcções partidárias. Minia a relação de confiança que devia existir entre os cidadãos e o Parlamento. Por isso defendo um sistema eleitoral misto, composto por círculos uninominais com o sistema maioritário e por um círculo nacional com o sistema proporcional actualmente consagrado. Através dos primeiros o povo elege os seus representantes sabendo em que quem está a votar. Através do segundo assegura-se a representação de todas as tendencias políticas na Assembleia e permite-se aos partidos que possam eleger as personalidades que entenderem, até do ponto de vista da sua especialização técnica e do seu peso político específico.


Por zedeportugal, às 12:14 | comentar

ali um pouco mais abaixo, (supostamente) da autoria do ainda primeiro ministro.

 

Perdoem-me, mas ultimamente quando ouço ou leio este homem afirmar coisas como "avançar" ou "andar para a frente", só consigo lembrar-me deste desenho satírico (que é parte deste conjunto) ao mesmo tempo que a tradicional rimazinha inglesa infantil, transcrita logo abaixo:

 

 

Humpty Dumpty sat on a wall,
Humpty Dumpty had a great fall.
All the king's horses,
And all the king's men,
Couldn't put Humpty together again.

 


Por António de Almeida, às 11:45 | comentar | ver comentários (9)

   -Para José Sócrates, os grandes pontos que o separam da Direita, segundo a entrevista que concedeu ao JN , são a atitude, o investimento público e políticas sociais. Ora aqui estão três boas razões para não votar PS.

    1- Atitude, um governo que fez da mentira e trapalhada a sua imagem de marca, basta lembrar os 150 mil empregos, relatório tipo OCDE, o computador português que afinal era uma versão, no plano da credibilidade pessoal do próprio primeiro-ministro é bom nem falar, estamos a ser governados por um chico-esperto, com aptidão para presidir à colectividade do bairro, mas o país merecia melhor.

     2- Investimento público, deixar o país endividado por gerações, para levar por diante um programa de infra-estruturas assente em grandes obras, projectos faraónicos de duvidosa rentabilidade, excepto claro está, para as construtoras.

     3 - Políticas sociais, o resultado das más opções do governo em matéria de impostos, que subiram e muito durante a presente legislatura, está à vista, as empresas ficaram asfixiadas, não conseguem honrar os compromissos, para muitas não existe alternativa a encerrar portas. Em consequência aumentou o desemprego, responsabilidade directa do governo. É necessária uma redução do Estado, limitá-lo ao imprescindível, para tornar Portugal competitivo, reformando também a saúde e educação.

     - Verdadeiramente aconselhável esta entrevista a Luís Campos e Cunha, ao jornal i.

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Por Elisabete Joaquim, às 11:13 | comentar | ver comentários (5)

José Sócrates escreveu um artigo de opinião no JN onde define esquerda à custa de direita, ou vice-versa, usando para tal a categoria de tempo e a dicotomia futuro/passado.

 

A palavra “futuro” aparece nove vezes no texto, igual número de vezes que palavras da família do “moderno”(/”modernização”), para definir a esquerda, em contraposição a expressões referentes ao tempo passado, também contadas nove vezes, que pretendem definir a direita. O que é novo é bonito, o que é velho cheira a mofo.

 

A esquerda moderna assume-se, com Sócrates de forma ainda mais visível, como uma corrente estética motivada pela “urgência” da acção, sem qualquer reflexão acerca da legitimidade, eficácia ou consequências da mesma: o que interessa é agir urgentemente de modo a trazer o futuro ao presente o mais rápido possível; andar para a frente por andar é ser moderno. Sócrates auto-proclama-se vanguardista, criador do novo, que os outros não acompanham por insensibilidade estética à força do futuro. Sei que insisto nas metáforas da Estética, mas tal é inevitável dado o vazio filosófico por trás de uma ideologia da bondade da acção em si mesma, que enaltece o novo por si só, independentemente das suas qualidades concretas.

 

Mas numa coisa Sócrates terá acertado: grande parte da direita é apenas o revés dessa estética de esquerda, enaltecendo a conservação em si mesma, independentemente da reflexão no valor moral daquilo que se pretende conservar.

 

Para ambos a categoria de tempo é essencial. Para um a ideia utópica de progresso, para outro a ideia romântica de paraíso perdido.

 


Por Cristina Ribeiro, às 01:21 | comentar | ver comentários (1)

mudança social, concluindo com a asserção de que o SPD tenderia a transformar-se num partido liberal, se quisesse cntinuar a desempenhar um papel relevante na sociedade alemã ( ... ) Foi então que pensou que não pertencia de facto àquele partido - e aí começou o seu afastamento político dos socialistas ".

Uma análise assim descomprometida, que separe o trigo do  joio, é urgente que se faça em Portugal.


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