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Ago 09
Por Cristina Ribeiro, às 20:03 | comentar

bem que podia adoptar uma bandeira com dois tons de cinzento: , "  ton sur ton " - um mais escuro para o PS, outro um nadinha mais aberto para o PSD, diz JAA  na caixa de comentários do Estado Sentido, no que é corroborado por António de Almeida. Carradas de razão; e os portugueses, expectantes, vão ficando com o semblante mais e mais escuro.


Por zedeportugal, às 18:13 | comentar | ver comentários (1)

(continuação daqui)

 

E a resposta certa é... maus cuidados de saúde.

 

Experimentem os governantes a investir na excelência da prestação de cuidados de saúde nas cidades do interior e verão que a parte (cada vez maior) da gente que deles precisa se deslocará para lá.

 

Como sabe se isso resultará, perguntam os meus leitores?

Claro que resulta! A experiência está feita. Descubram quantas pessoas se deslocam diariamente e se estabelecem por períodos mais ou menos longos na cidade de Coimbra, por causa dos Hospitais da Universidade e de toda a estrutura privada de prestação de cuidados de saúde criada na sua envolvente.

 

E, a parte mais interessante desta acção, é que não haverá necessidade dos governos andarem a criar falsos empregos subsidiados.

Veja já a seguir porquê.
 
(continua)

 

Este texto foi publicado primeiro aqui.


Por zedeportugal, às 17:50 | comentar

(continuação daqui)
 
Temos gente, sim senhor.

Muita gente, boa gente, muito capaz. Gente que até há poucos tempo atrás foi simplesmente esquecida, desaproveitada, e que agora, com a desculpa da “sustentabilidade” da Segurança Social, os socialistas decidiram obrigar a trabalhar quase até à morte.

.

Já perceberam a que grupo populacional me estou a referir: os velhos.

(Desculpem lá não me referir a eles com os termos politicamente correctos com que os socialistas e outros intelectuais(cof, cof) se lhes referem – seniores(?!), idosos, terceira idade – mas já não suporto tanta hipocrisia!)

 

Mas os velhos não querem instalar-se no interior, dirão.

 

Para já, é verdade. No entanto, não é muito difícil saber porquê, pois não?

 

(continua)

 

Este texto foi publicado primeiro aqui.


Por Filipe Abrantes, às 14:09 | comentar

Na verdade, compreendo que os políticos defendam o rendimento mínimo. Também eles o recebem, apenas variando o valor recebido.


Por Filipe Abrantes, às 13:26 | comentar

O PSD veio agora falar em "suspender o TGV, para o reavaliar depois" e rever alguns detalhes, como confessou Paulo Mota Pinto há dias em entrevista. Ora, sabe-se que a ideia que o PSD tem vindo a fazer passar é que "é contra o TGV", ponto. É o estilo Sócrates, o estilo do "Objectivo 150 mil empregos", que muita gente enganou em 2005.

 

Está visto que a Política de Verdade do PSD é uma grande aldrabice.


Por Filipe Abrantes, às 13:00 | comentar | ver comentários (1)

Um dos argumentos preferidos do estatismo para justificar a existência do estado social é que sem ele haveria o caos, a desordem, os pobres sairiam à rua, seria em suma o apocalipse como apresentado no último livro da Bíblia.

 

O que subjaz a esta ideia é a preocupação dos estatistas com os interessados da ordem e da paz sociais: os ricos e os proprietários remediados.

 

Mas se a preocupação é genuina, a ideia do estado social é um pouco contraproducente. Em primeiro lugar, os pobres andam a aperceber-se que "os ricos estão cada vez mais ricos" e que "há cada vez mais pobres". Missão falhada, o sentimento de revolta nos pobres não diminui, aumenta. Em segundo lugar, a economia de um país é sujeita a crises cíclicas. Ora, na ocorrência de uma grande crise, a paz social não poderá ser garantida pelas forças da ordem governamentais - o mais certo até é estas juntarem-se á revolta, como aconteceu na nossa revolução. Missão falhada, novamente.

 

A preocupação apresentada pelo estatismo é: se os "ricos" não contribuirem para a sociedade, arriscam-se a serem roubados. Esta ideia esquece-se que os "ricos" já contribuem (mesmo que forçadamente) com impostos, e que em rigor sempre contribuiram. Mas se assim é, e se a inquietação com a preservação patrimonial dos ricos e remediados é verdadeira, deixemos os tais "ricos" equiparem-se de armas, protegerem-se com seguranças privados armados ou deixemo-los formar milícias.

 

Saquea-los com a justificação de os querer proteger é: 1. contraproducente, 2. hipócrita.


Por Filipe Abrantes, às 12:42 | comentar

Os políticos, dizem-me, servem para nos representar, para "fazer obra", para elaborar novas leis ou ainda para nos proteger.

 

Mas, sendo que raramente se vê um político acabar a sua carreira política a meio (digamos, com uma idade entre os 40 ou 50), é de duvidar que a motivação que move a classe seja o interesse público. Não me parece que seja. Se assim fosse, após meia dúzia de anos, iam embora, retornando ao anterior emprego com o acrescido sentido do dever cumprido.

 

Ora, como Madres Teresas há poucas (gente que dedica de forma inexplicável a vida toda a causas que considera justas), pode-se concluir que os políticos exercem a sua actividade para fins próprios (enriquecimento pessoal, protagonismo com finalidades diversas, sede de poder, nepotismo, etc). Como os fins apresentados contradizem os fins reais, podemos facilmente ver que os nossos políticos não servem para nada.

 

O que seria de nós sem eles?

 

Estaríamos melhor, disso não tenho dúvidas.


Por Filipe Abrantes, às 12:18 | comentar

Paulo Portas, honra lhe seja feita, é o único político a falar do rendimento social de inserção (antigo rendimento mínimo garantido - nome, aliás mais honesto). Mas depois, certamente para não chocar e não perder mais uns votos, tem o cuidado de se indignar: ele não é contra o rendimento mínimo, mas sim contra o "abuso" na sua atribuição. Longe dele querer tirar o mesmo a quem "mais precisa" ou "está comprovadamente à procura de emprego". Deve-se dar o dinheirinho com "bom senso" e "critérios".

 

Apoiar estes ou aqueles com dinheiro alheio é fácil, faze-lo com o próprio dinheiro custa mais. Mas como é o parvo do contribuinte a pagar, está tudo bem para os políticos. Vão jogando numa do dá mais aqui ou menos ali, mantendo tudo na mesma.

 

Com uma direita assim, não precisamos de esquerda.

 

E assim vamos, felizes e contentes.


Por António de Almeida, às 10:06 | comentar | ver comentários (5)

   -O Jorge/Fliscorno escreveu um post sobre greve, com o qual estou genericamente de acordo, será aliás interessante ver a confusão que vai pela caixa de comentários. Ninguém pretende contestar o direito à greve ou organização sindical dos trabalhadores, visto em Portugal como uma "conquista de Abril", curioso que em todos os países do mundo livre existam sindicatos e direito à greve, dos EUA ao Japão, Austrália, Canadá para além da totalidade dos países europeus, sem que algum desses países tenha vivido, felizmente para eles, não direi o 25 de Abril, mas o inenarrável PREC que se lhe seguiu. Mas tenho algo a acrescentar e que o Jorge/Fliscorno não escreveu, os sindicatos foram em grande parte responsáveis pela destruição do aparelho produtivo nacional e consequente empobrecimento do país. Em qualquer ponto do globo o direito à greve é utilizado como último recurso, visando melhores condições de trabalho, ora estas para existirem requerem em primeiro lugar a manutenção do posto de trabalho, apenas possível com a viabilização da empresa, nada disto aconteceu na península de Setúbal por exemplo, Lisnave, Setenave ou Quimigal, mas também na margem Norte do Tejo, Sorefame, Covina entre várias outras, infestadas por sindicalistas mais interessados em servir a agenda de determinada área política não cuidaram daqueles que seria suposto defenderem, os trabalhadores, partindo para greves absolutamente selvagens, que inviabilizaram qualquer possibilidade das empresas manterem actividade. Qual seria o armador em seu perfeito juízo que colocaria um navio num estaleiro que para um prazo de entrega de um mês, poderia demorar o dobro? Em Portugal marcaram-se greves por dá cá aquela palha, e continua a ser assim, como bem mostrou o exemplo da Groundforce, os sindicatos pretendem obter da TAP a garantia da manutenção da totalidade dos postos de trabalho, porque embora a Groundforce seja uma empresa privada, o seu capital é detido pela TAP, empresa de capitais públicos que ao longo dos anos tem vivido à custa de parasitar o bolso do contribuinte. A solução para terminar com este fartote passa obviamente por privatizar a TAP. É aliás curioso ouvir determinado partido político defender a nacionalização da Banca, EDP e GALP, o objectivo subjacente todos o percebemos, é pagar o défice com os lucros dessas empresas, mas alguém dúvida que o resultado seria voltarmos ao tempo das greves nos Bancos, electricidade fornecida com cortes ou postos de abastecimento encerrados? E mesmo os lucros que agora são obtidos com uma gestão racional, desapareceriam em menos de um fósforo. O socialismo persegue a igualdade, mas nunca conseguiu melhor que tornar todos pobres, excepto uma casta de funcionários, sempre foi assim em todos os lugares onde os povos tiveram a infelicidade de experimentar acreditar nos amanhãs que cantam, mas nunca alguém ouviu. No Portugal de hoje os sindicatos perderam o imenso poder que detinham à medida que o país se foi desenvolvendo, com excepção dos que representam funcionários públicos e empresas detidas pelo Estado, porque será? Talvez por saberem que da sua irresponsabilidade não resultará qualquer encerramento ou perda do posto de trabalho, o contribuinte continuará de bolso aberto a financiar tropelias, em grande parte para fins partidários. Ah! E tal como o Jorge/Fliscorno, também nunca fiz greve.

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Por Jorge Assunção, às 04:00 | comentar

Defensor, desde 1992, de uma coligação de Bloco Central como a forma mais capaz de resolver os problemas estruturais do país, Pina viu, esta semana, duas vozes do PSD juntarem-se ao coro. Depois de João de Deus Pinheiro ter falado à “Visão”, é agora a vez de Paulo Mota Pinto, redactor do Programa do PSD, dizer ao Expresso que “não se deve afastar nenhuma solução” de Governo.

 

No dia 27 de Setembro, confesso, espero e desejo que o laranja se sobreponha ao rosa (especialmente porque algumas opções governativas que uma vitória rosa, mesmo que sem maioria, pode originar são extremamente preocupantes), mas cada vez tenho menos dúvidas que é para um bloco central que caminhamos. Contudo, se pudesse escolher, jogando com os partidos e as opções mais viáveis em jogo, a minha primeira opção seria uma maioria absoluta do PSD. O second best era uma coligação PSD + CDS. E em terceiro lugar uma coligação PS + CDS. O surgimento do bloco central como a solução mais viável, uma alternativa que, para mim, também ajuda a explicar o programa prudente do PSD (que, poderia ter sido escrito, pelo labour inglês ou pelos sociais democratas alemães), terá um efeito profundamente nefasto. O próximo governo terá de governar em clima hostil, com a situação social do país a deteriorar-se, com uma taxa de desemprego que não baixará tão depressa e com um quadro de previsões para o crescimento económico durante a legislatura assustador. Imaginem esta situação: quatro anos de bloco central com o nível de vida a descer de forma notória. O que esperam que aconteça à linha preta no gráfico que representa o BE?

 

(gráfico via: margens de erro)


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