30
Set 09
Por Cristina Ribeiro, às 23:21 | comentar | ver comentários (3)

 já posso dizer o que penso " deste " poder local - uma treta, um desastre, mais a nível das Câmaras Municipais, porque quando se fala das Juntas de freguesia, a proximidade com a população é, por via de regra, maior, o que, na prática -pelo menos quando a freguesia é pequena, a pontos de quase todos se conhecerem- redunda numa maior participação, ainda que indirecta - para já, esperemos! -

Também aqui urge mudar de rumo.

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Por zedeportugal, às 19:07 | comentar

Appeal of polish bloggers

date: 27.09.2009

We vote NO!

The Lisbon Treaty is an attempt to establish a European superstate without asking Europeans for their permission. ...

 

(clique nas imagens em baixo para ser direccionado para as páginas do apelo)

 

 


Por António de Almeida, às 17:07 | comentar

   -Sobre o essencial que despoletou toda esta polémica à volta das alegadas escutas, ficámos a saber que tudo não passou de espuma, como já desconfiávamos não existiram, é a conclusão a retirar da declaração do Presidente da República aos portugueses. Ficou no entanto por esclarecer se existiu invenção jornalística por parte do PÚBLICO ou uma tentativa de manipulação por parte do Fernando Lima, certo é que alguém mentiu. Tal não invalida o facto do PS ter procurado envolver o nome de Cavaco Silva na luta política, questionando o nome de uma assessora presidencial no site oficial do PSD, facto que este partido poderia e deveria ter resolvido de imediato, mal vai quem aspira a formar governo e não consegue rebater declarações de Vitalino Canas e José Junqueiro, mas o PSD tem hoje uma direcção totalmente incapaz e ineficiente. Para cúmulo andaram entretidos com conspirativas teorias de asfixia democrática a par da ameaça espanhola, esquecendo os problemas económicos do país, precisamente a discussão que o PS pretendia evitar. Qualquer possibilidade de cooperação estratégica terminou aqui, mas não subscrevo de forma alguma a teoria que por aí circula em meios próximos do Primeiro-Ministro, que o P.R. se prepara para não indigitar José Sócrates na chefia do novo governo. Será sim um ano de costas voltadas, onde muita coisa poderá acontecer, do Freeport ao BPN, com a crise económica em pano de fundo, o próprio PSD com questões internas por resolver, de forma que ninguém conseguirá prever o futuro, da duração da legislatura à recandidatura presidencial de Cavaco Silva, tudo permanece uma incógnita.

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Por Nuno Castelo-Branco, às 13:38 | comentar

 Num cinema perto de si...

 

"My Own Private Mariani II"

 

A uma ordinarice, responde-se com outra. O sr. Cavaco Silva, na sua antiga e bem conhecida versão feroz, regressou para o contentamento de todos. Acabaram-se asmise en scène dos silêncios e falas mansas, pois a reeleição já aí está e hoje na bicha dos supermercados não se deve falar noutra coisa senão no ..."novo Salazar que é uma pena não ser multiplicado por cem".  Por sua vez, a intrusa ovelha que estadeou no nosso rebanho durante três meses, voltou já com a sua autêntica e encrespada pele de lobão. O sr. Sócrates novinho em folha, fero e implacável, num bem encenado número de ventríloquo, servindo-se do sr. Silva Pereira.

 

O palco está montado e encantados, os famigerados monárquicos sentam-se na primeira fila. Era exactamente disto que estávamos à espera para um Centenário em grande.




Por Nuno Castelo-Branco, às 20:51 | comentar | ver comentários (3)

  

 

Como já bastas vezes afirmei, o que está a acontecer entre a presidência e o governo, é inerente ao próprio regime.

 

No passado Domingo, Cavaco foi votar, foi tomar partido. Conhecendo a personalidade, sabemos em quem votou e porque o fez, aliás no seu pleno direito. Soares fez o mesmo, assim como Sampaio. Cada um deles vota e escolhe o partido dos seus, aquele que o alçou à magistratura e lhe fornece os necessários e muito numerosos assistentes que o coadjuvam nas funções.

 

O actual residente de Belém confirmou tudo aquilo que a controvérsia lhe aponta. Manifesta a suposição de insegurança, ao ter encontros com gente que lhe garanta a blindagem do seu equipamento electrónico, seja ele qual for.  Não desmentiu categoricamente as palavras proferidas pelo sr. Lima - que falou "em nome do presidente" .e apontou o dedo ao partido do governo.

 

A república é isto e fatalmente iremos conhecer de forma desabrida, o mesmo tipo de conflitos que sujaram durante mais de uma década, a necessária decência que não existiu, por exemplo, entre Mitterrand e os governos eleitos pela direita francesa. Os portugueses não estão habituados a este tipo de esquemas palacianos e pelo contrário, desprezam-nos visceralmente. A imagem que ficou no imaginário popular, foi aquela deixada pela imparcial - por vezes salomónica - Monarquia.

 

Ainda que de uma forma sofrível, Soares soube disfarçar a hostilidade que votava ao seu 1º ministro Cavaco Silva. Sampaio foi aquilo que se sabe. Cavaco, sendo de direita, não beneficiará daquela condescendência outrora votada aos seus antecessores, bem protegidos por um complexo emaranhado de interesses e lugares cativos de um controleirismo bastante evidente. Os velhos complexos de esquerda que atingem bem fundo uma sociedade incrédula, pouco interessada e sobretudo irresponsável, sempre deixou passar incólumes, as atitudes que deslustraram, rebaixando-as, as funções presidenciais. Episódios vergonhosos de desrespeito presidencial pela parcimónia na despesa, o claro pendor para o nefando "amiguismo" de vários contornos,  o descarado favoritismo partidário e outras aleivosias mais, sempre beneficiaram da passagem da esponja progressista que tudo rapidamente fazia esquecer.

 

A partir  desta noite, Cavaco não parecerá tão diferente daqueles que substituiu e nem poderia ser de outra forma. É assim que se faz a política da partidocracia levada até às suas últimas consequências, neste caso, a própria chefia do Estado que a população devia olhar como instância suprema, independente e digna reserva moral da nação.

 

Assim sendo, A. Cavaco Silva dará posse a um governo no qual não confia e contra o qual decerto - muito legitimamente, segundo o seu ponto de vista ou interesse - erguerá defesas. Tendo querido ter a absoluta certeza da consumação eleitoral do fim da maioria absoluta, sente-se mais seguro para rapidamente passar a um ensaio geral para uma não muito longínqua tentativa de mudança do regime: a 4ª república, ou seja, ele.

 

A partir de hoje, os portugueses acordam para uma realidade pela maioria  desconhecida, ou envergonhadamente ignorada.

 

 

 


Por zedeportugal, às 18:52 | comentar

No passado dia 4 de Setembro escrevia eu aqui, neste mesmo blogue o seguinte:

 

...
Perante estes factos, parece-me bastante claro que a Prisa está a por a Media Capital a jeito (perdoem-me o vernáculo, mas não há melhor forma de o dizer) para uma OPA. Aliás, tão a jeito, tão a jeito, que irá provavelmente obter uma Takeover (hostil or not).
As constatações finais são: alguém só se põe a jeito assim para outrem muito especial e ninguém se põe tão a jeito sem querer qualquer coisa em troca.

 

Foram precisos apenas 25 dias para que a notícia viesse confirmar a previsão:

 

A Portugal Telecom não comenta a compra de até 35% da TVI pela Ongoing, seu accionista e com participação na administração da operadora.
...
A PT chegou a estar em negociações com a Prisa,para a compra de uma posição na Media Capital, dona da TVI, mas o negócio abortou depois de ter sido comunicado ao mercado a existência de conversações.

(por Alexandra Machado, em 29 Setembro 2009, no Jornal de Negócios)

 

 


Por Cristina Ribeiro, às 15:29 | comentar

/"porque o CDS sai destas eleições como um partido da extrema-direita parlamentar. Afirmou-se com uma cultura de extrema-direita europeia, algo que até contraria a cultura histórica da direita portuguesa". Eu bem digo que " estes romanos estão loucos ". Numa coisa concordo com o líder do partido do outro Portas: a coligação seria suicidária, sim, mas para o CDS.

música: I

Por António de Almeida, às 12:58 | comentar

   -Durante a campanha eleitoral, muito por culpa da inacreditável estratégia da liderança do PSD, discutiu-se a ameaça espanhola e asfixia democrática, deixando de parte a economia, apesar da U.E. estar atenta a Portugal, que será obrigado a corrigir o défice. José Sócrates evitou assim explicar se pretende reduzir a despesa corrente, aumentar impostos ou deixar cair algum investimento público? O boy de serviço comissário socialista de serviço no Banco de Portugal mostra mais uma vez estar disposto a servir como Bombeiro, apagando fogos que possam constituir ameaça ao resultado brilhante da governação.

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Por Carlos Novais, às 12:27 | comentar | ver comentários (1)

"A economia de casino está longe de ter sido ultrapassada (...). E, sem isso, não será possível ultrapassar a crise." Mário Soares, "Diário de Notícias", 29-9-2009

 

O pior das recorrentes bolhas seguidas de crises financeiras é a facilidade com que se atribui culpas ao suposto capitalismo financeiro. Mas a realidade é outra: Os Bancos Centrais por natureza estimulam o crédito por pura criação de moeda em vez transferência de poupança prévia e voluntária de aforradores para investidores (e hoje em dia, até consumidores a crédito).

 

A "economia de casino" (vamos definir como: bolhas de preços fomentadas artificialmente por crédito dando lugar a especulação não sustentada) a existir subsiste só pela crendice (académica e política: é uma relação de simbiose) que o crédito barato (barato por puro intervencionismo, dado que num sistema livre, todo o crédito monetário teria de resultar do acto consciente de poupança prévia monetária e isso conduziria a taxas de juro reais mais elevadas) do que assim resulta é positivo para o investimento, o que demonstra bem a disfunção cognitiva que é falar-se sempre de "crédito versus investimento" em vez de "poupança versus investimento" como se o crédito fosse uma variável independente.

 

Com o facilitismo do crédito que assim tem lugar, nascem as bolhas (mais visíveis nos preços imobiliários, ou acções, ou de matérias -primas, etc..). Pelo caminho tem lugar o chamado "efeito Cantillon" (economista, 1680 - 1734) onde os primeiros recebedores das novas quantidades de dinheiro (sob a forma de novo crédito) são beneficiados em relação ao resto da economia por poderem gastar essa nova moeda ainda antes de esta se adaptar com preços relativos mais altos. É um certo efeito que apenas por instinto autores de esquerda articulam de forma desordenada sem conhecer as causas mas que um liberal deve identificar sem pudor: um certo complexo financeiro-industrial que beneficia por estar mais perto da fonte de novas quantidades de moeda e crédito que não resultam de pagar a taxa de juro natural (uma que resultaria de um sistema monetário livre) aos aforradores.

 

A raiz do problema:

 

Todos sabemos que os Bancos têm a quase totalidade dos depósitos à ordem concedidos a crédito ou investidos. O que faz com que qualquer movimento de pedidos de transferência ou levantamentos em maior valor se transforme em insolvência de parte do sistema bancário (primeiro um banco, depois os outros).

 

Esta disfunção jurídica e económica onde se quer que por um lado moeda seja moeda (um meio de pagamento imediato) e por outro seja crédito é a prova que o actual sistema monetário é insolvente por natureza e apenas devido aos ... Reguladores.

 

Além disso, no acto de expansão por concessão de crédito, os bancos limitam-se a creditar a conta de depósitos à ordem do novo credor, criando assim moeda, em vez de transferir poupança monetária de aforradores.

 

Este simples facto providencia:

 

- taxas de juro mais baixas que a taxa "natural"

- a ilusão de poupança que não existe

- a ilusão da sustentabilidade do investimento em curso

 

Dando assim lugar ao erro económico generalizado (como sempre acontece quando a função de informação providenciada pelos preços relativos é deturpada).

 

Quando a bolha rebenta, toda moeda criada no acto de concessão de crédito que induziu a ilusão de prosperidade e sustentabilidade do investimento em curso (real, acções, imobiliário, etc.) transforma-se em má moeda porque o crédito concedido passa a mal parado, e os bancos deixam de deter reservas de moeda suficientes para fazer face a movimentos de depósitos à ordem o que conduz a corridas aos bancos.

 

Dá-se assim o acto perfeitamente racional e justificado de depositantes a querer transformar os seus depósitos à ordem de má qualidade em moeda.

 

Depois surgem os economistas e políticos a atribuir culpa ... à economia de casino, à maior poupança e falta de investimento privado a ao fenómeno que apelidam de "armadilha de liquidez"  trocando por completo causas com consequências e propõem:

 

- injecções massivas de ainda mais moeda e crédito

- aumento da despesa e investimento público para se substituir à queda do investimento privado

 

Mas a crise quando tem lugar é na verdade o processo de cura da doença caracterizada por excessos e ilusões.

 

Nota: para bibliografia do ponto vista da Escola Austríaca (Mises, Hayek, Rothbard e muitos outros) ver aqui.


Por jorge, às 00:37 | comentar | ver comentários (1)

Num breve zapping pela TV de ontem reparei no Prós & Contrinhas da Fátima Campos Correia. Estava nesse momento  Pedro Duarte do PSD a falar, ou pelo menos a tentar, já que a condutora do programa o interrompia constantemente, dirigindo o discurso dele, coisa que este, certamente fruto da inexperiência, permitia. O mesmo se passou com o representante do BE, cujo nome não fixei. Os restantes participantes também foram alvos das intempestivas interrupções de Fátima mas, mais calejados nestas lides, simplesmente a ignoravam.

 

Portanto, nada de novo neste programa onde a moderadora procura meter palavras na boca dos que estão a falar em vez de ouvir o que estes têm para dizer. A parte que me espantou mesmo foi a realização que fazia um ping-pong de imagem entre Santos Silva e quem estivesse a falar. Impressionante. O tempo de imagem deste senhor deve ter estado próximo dos 50% do total da emissão. O homem aparecia lado a lado com o orador, era colocado em segundo plano numa das televisões laterais, preenchia a totalidade do televisor e, noutros planos, flutuava num televisor por cima do painel de convidados, pairando como um fantasma. Ficou claro quem tutela a comunicação social pública.


28
Set 09
Por Carlos Novais, às 21:22 | comentar | ver comentários (3)

Parecendo que não e talvez ainda de forma não consciente existe já uma certa inevitabilidade para o sucesso estar dependente da disputa da ala liberal entre o PSD e o PP. Este percebeu primeiro e por isso vai à frente nessa corrida. Ao PSD ainda falta saber sequer se o vão perceber de todo.


Por Carlos Novais, às 21:07 | comentar

 - E é aí - disse sentenciosamente o Director, à guisa de contribuição ao que estava a ser dito - que está o segredo da felicidade e da virtude: gostar daquilo que se é obrigado a fazer. Tal é o fim de todo o condicionamento: fazer as pessoas apreciar o destino social a que não podem escapar.

Admirável Mundo Novo,
Aldous Huxley
 
(via )


Por António de Almeida, às 18:19 | comentar | ver comentários (1)

  -Totais nacionais, por Distrito, Concelho ou Freguesia, podem ser vistos aqui.


Por Cristina Ribeiro, às 18:17 | comentar

" para crescer o CDS/PP não pode nem deve ceder à tentação do poder, mas apenas estar aberto a negociar medidas concretas, sem perder de vista as promessas eleitorais, de contrário voltará aos tempos do táxi "; escreveu António de Almeida na caixa de comentários do Estado Sentido -  ora a alusão a esta abertura, realista que ela é,parece-me muito distante daquele " sujar de mãos ", que tanto vaticinaram ontem, aqui mesmo na blogosfera, como nódoa inevitável. Manter-se fiel ao tal " caderno de encargos ", tentando influenciar sempre que possa um socialismo serôdio a que ainda estamos condenados, parece-me  tarefa de aplaudir, desde que não haja desvios , em nome de fins inconfessáveis, até porque, como diz a Luísa, na mesma caixa,  " Tem agora a hipótese de se tornar o líder da oposição de «direita» e de crescer muitíssimo, perante o saco de gatos que é o PSD ".

Só podia ser, pois de contentamento a reacção à declaração do líder do mesmo CDS, na sequência, aliás, das declarações de Diogo Feio e Ribeiro e Castro, de que "Continuaremos a ser a melhor oposição ao governo socialista", disse, mas uma "oposição firme e responsável, que tem como único critério de avaliação o programa que foi sufragado e a fidelidade ao nosso caderno encargos". O caminho de actuação ficou traçado: "proporemos todas e cada medida nosso programa, e avaliaremos a resposta dos outros. Quanto às propostas dos outros, avaliaremos em função do nosso caderno encargos". Antes, já Portas tinha avisado que a "arrogância" de Sócrates "terá de dar lugar ao espírito de compromisso e à cultura de negociação" tudo em prol de que " em Portugal haja, como em toda a Europa, um grande partido não-socialista, directo, frontal e corajoso".

 

* Ler Ricardo Arroja, no Portugal Contemporâneo

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Por Nuno Castelo-Branco, às 18:07 | comentar

 

 

 Após os acontecimentos desencadeados por ACS, já repararam na secura de tinta nos blogs da 4ª república? Até quando continuarão a seguir o exemplo do"grande homem", permanecendo quedos e mudos? Ou serão dores de cabeça?

 

Quando entenderem que o problema não reside neste ou naquele fulano, mas sim na instituição por ele encarnada, talvez chegarão a conclusões acertadas. Gente que passou toda a vida a conspirar, tramar e desfazer alianças políticas e económicas em proveito próprio, jamais resiste à tentação da fatal picada do escorpião. É a sua razão de ser e de estar neste mundo.


Por P.F., às 14:47 | comentar

Independentemente dos resultados dos partidos do arco parlamentar, em relação aos quais destaco o resultado muito positivo do CDS-PP em contraste com o enorme fiasco do PSD - o que vem a demonstrar que o eleitor à direita do PS está farto do discurso ambíguo, cinzentista e socialóide do "centrão" -, tenho sempre de dar uma palavra aos partidos de direita que estão fora do sistema. Apesar da precariedade de seus votos, não deixam de representar as preocupações e o pensamento de muitos portugueses, embora muitos destes, por desconhecimento ou opção em favor dos partidos do sistema, não lhes depositem os seus votos. O PND, o PNR, o PPM e, o mais recente, PPV possuem nas suas fileiras indivíduos com capacidades intelectuais e de trabalho consideráveis, embora, evidentemente, entre outros talvez menos valorosos. O voluntarismo pouco articulado e as "guerras de alecrim e manjerona" na partidarite portuguesa levam a uma dispersão de diversos indivíduos, muitas vezes com ideias bem definidas, em partidos sem meios nem representatividade suficientes para saírem da "cepa torta". Neste caso, há que dar o braço a torcer em relação ao Bloco de Esquerda, pois a partir de um aglomerado de partidos e grupos pequenos anteriormente dispersos e sem chances de progressão deu origem a um partido que tem vindo constantemente a crescer em termos de votação e ontem disputou taco a taco a terceira posição com o CDS-PP. Enquanto a direita anti-sistema não fizer isto, de pouco valerá andar pelos blogs a discutir nacionalismos, monarquia e revisão constitucional. Para mudar o sistema é preciso conhecê-lo de modo a saber aquilo que se pode e/ou deve mudar.


Por António de Almeida, às 13:49 | comentar

   -O partidos à esquerda do PS foram lestos a cantar vitória, para eles o resultado é simples, os eleitores penalizaram o Partido Socialista por atraiçoar sistematicamente os votantes de esquerda, governando depois com políticas de Direita. Tal argumento para além de ridículo, a ser verdadeiro não se compreenderia porque razão os portugueses sociologicamente de esquerda na sua maioria, continuam a votar no PS, é falso porque o país não resvalou à esquerda, como algumas vozes nos pretendem fazer acreditar. A tal maioria de esquerda várias vezes evocada por BE e PCP, que era de 3370308 votos em 2005, com 142 deputados, baixou para 3071948 votos e 127 deputados. Por seu lado os partidos de Direita que tinham 2054845 e 84 deputados, subiram para 2238161 votos e 99 deputados. O país está hoje um pouco menos inclinado à esquerda, ainda assim demasiado para que se possa desenvolver, o chamado centrão recuou claramente, mas calculo que não será exactamente esta a leitura de resultados que vamos assistir ao longo do dia.


Por Jorge Assunção, às 13:26 | comentar

Rui Tavares, hoje, no Público, escreve uma crónica onde afirma que "o eleitorado [...] quer ser governado à esquerda" e que "qualquer acordo à direita será feito contra uma maioria do eleitorado". Acaba a crónica a apelar à união entre PS, PCP e BE. Temos pena, mas Rui Tavares não tem razão. Os resultados de ontem, para infelicidade da extrema-esquerda, representaram uma viragem, ainda que pouco acentuada, do país à direita. Portanto, o que fica claro é que o eleitorado pretende que o futuro governo Sócrates governe mais à direita. Aliás, é curioso que sejam muitos daqueles que apontavam a governação de Sócrates como uma governação à direita, a incluir agora os votantes do PS no grupo da esquerda. Não foi o BE que sempre rejeitou qualquer acordo com o PS? Agora tem o que merece. E, eu que sou de direita, bem agradeço a José Sócrates por ter desmascarado Francisco Louçã como nenhum líder da dita direita teve a coragem de o fazer. Ao PCP e ao BE, as contas saíram furadas. Sobretudo ao BE, que nunca imaginou ser ultrapassado pelo CDS/PP e menos ainda imaginou que conseguindo a dupla PS+CDS a maioria absoluta, uma possível coligação PS+BE não a consiga.

 

O meu problema com estes resultados, contudo, é outro: o país virou à direita, mas não o suficiente para ter um governo de direita. A extrema-esquerda, que agora poderá lamentar-se por não conseguir influenciar a governação como pretendia, daqui a um ou dois anos, com 650 mil desempregados e um governo minoritário do PS desacreditado, poderá estar novamente a disputar eleições. Ao CDS/PP e ao PSD exige-se que saibam, sem forçar a queda imediata do PS neste momento, passar as responsabilidade dos futuros resultados negativos da governação do país, única e exclusivamente, para o PS. O jogo de xadrez está lançado e convém saber aplicar o cheque-mate.

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27
Set 09
Por jorge, às 23:26 | comentar

Cavaco e o silêncio


Por Cristina Ribeiro, às 22:33 | comentar

quem votou CDS, é o que esperamos. Estas declarações de Diogo Feio , e, também, de Ribeiro e Castro, são música para os seus eleitores. Que assim seja, conscientes de que não aguentamos que entrem por caminhos sinuosos.

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Por vitorjesus, às 21:14 | comentar

As pessoas têm tanto medo de retaliações que, ao pôr a cruzinha, não arriscaram e votaram PS.

 

É o resumo efectivo da campanha.


Por P.F., às 20:43 | comentar | ver comentários (1)

Observações daqui do sofá:

 

  • as expectativas dos socialistas são, como sempre, baixinhas. A falta de condições de governabilidade serve-lhes, desde que ganhem por mais votozinhos.
  • os maiores derrotados deste carnaval foram Manuela Ferreira Leite e os comunistas, cuja derrota tem sido protelada por circunstâncias anormais em actos eleitorais anteriores. Quanto à primeira, porque perante uma governação abjecta por parte do adversário principal não conseguiu melhor do que em eleições posteriores a uma governação vergonhosa do seu próprio partido.
  • a extrema esquerda triunfa com cerca de 10% em clima de caos, de ignomínia e de medo. Os totalitarismos são fundados em climas de crise generalizada e de falta de politização das massas.

O cenário de futuro não se afigura nada bom, pois as políticas socialistas terão o beneplácito das bancadas de esquerda, o que poderá determinar o estilo de governação. Em suma, Portugal perdeu, mais uma vez.

 

 

ADENDA (22.24): à hora em que redigi este post ainda não estava prevista, aliás só agora poderá estar confirmada, a posição do CDS-PP como terceira força nacional - embora numa luta taco a taco com o BE. Este facto não altera em muito aquilo que foi escrito, mas a pressão da esquerda, neste caso,  não será tão acentuada no resultado do escrutínio público nem pela representação no Parlamento.


Por Nuno Castelo-Branco, às 19:11 | comentar

  

 

São 18.40h de Domingo e estamos a escassos minutos do encerramento das urnas. De toda esta campanha eleitoral, apenas há a reter um facto político e institucional que se torna incontornável: a tomada de posição do sr. Cavaco Silva.

 

O que o residente de Belém fez esta semana ao seu Partido, demonstra bem o arreigado espírito de escondida empáfia que desde sempre regeu todos os seus actos. Desde a famosa e alegadamente inocente "rodagem do automóvel" numa viagem que o consagraria como presidente do PSD, tudo aquilo que disse, planeou e realizou, deveu-se única e exclusivamente a uma ambição desmedida e disfarçada por silêncios comprometedores, total ausência de um projecto dedicado ao país que lhe deu a proeminência desejada. Sendo uma espécie de buraco negro que faz colpasar toda a matéria atraída à sua órbita, tem sido o principal responsável de um imenso rol de desastres que transformou o Partido naquilo que hoje é, um corpo amorfo, decadente e esvaziado de qualquer tipo de energia. Deixou S. Bento, para logo se referir ao PSD como ..."esse Partido", após o que teve a ousadia de se apoiar na sua estrutura para tentar conquistar Belém. Ao longo dos anos manteve-se numa aparente mudez, enquanto algumas direcções social-democratas iam sendo destruídas, quais bonecos de cera atirados à fogueira por um feiticeiro de sombrios sortilégios ou de vudú. Em proveito próprio, cunhou a "má moeda" que depois denunciou como falsa ou sem préstimo. Diz-se que odeia de morte quem ao longo de anos denunciou aquilo que é normal numa democracia consolidada: escândalos, compadrios, ilegalidades em catadupa e todos os  excessos de um poder que já enlanguescia e por isso mesmo se tornava mais agressivo.

 

Esta semana, o homem que jamais terá ouvido falar de Maquiavel, tornou-se no"príncipe" que é precisamente o oposto do conceito que impõe a velha e sempre desejável máxima "nós somos livres e o nosso rei é livre".

O resultado das eleições é ainda uma incógnita e por isso mesmo torna-se lícito colocar o problema na evidência que bem merece. Como pode a direita confiar neste homem de um egoísmo e capacidade de reserva mental tamanha? 

 

No dia em que Vasco Pulido Valente alerta para o facto de ..."os cem anos de república (que se comemoram a 5 de Outubro) são também os cem anos do fim da monarquia", há que dizer abertamente que se vivêssemos numa sociedade democraticamente normal, esta noite os partidos da direita declarar-se-iam a favoráveis à instauração da Monarquia. Depois, logo se via.

 


Por Cristina Ribeiro, às 14:58 | comentar | ver comentários (2)

e não estou muito convicta que tal aconteça agora - mais um tempo de deserto, talvez, oxalá!, com alguns oásis à vista - , receio que seja assim.

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Por Cristina Ribeiro, às 00:52 | comentar | ver comentários (4)

eis que a constipação bate à porta. Leio como mau prenúncio para o país.


26
Set 09
Por António de Almeida, às 12:47 | comentar | ver comentários (2)

   -Ao longo dos anos adquiri o hábito de votar PSD, mesmo sem grande convicção, pelo menos desde 1991, à excepção de 2002, entusiasmado pela promessa do choque fiscal, o que me levou a deixar de votar no PSD até hoje, devido ao seu incumprimento. Farto de socialismo, tinha prometido a mim mesmo terminar a birra voltar a colocar a cruzinha no lugar habitual, mas Paulo Rangel na campanha das eleições europeias afirmou-se europeísta convicto, sendo eu céptico em matéria de integração europeia, contrário à normalização burocrática que descaracteriza a identidade nacional, farto de regras e regulamentos que servem de base ao fundamentalismo da ASAE, fui obrigado a procurar outras paragens. Após a vitória nas eleições europeias o PSD mostrou ser possível derrotar o PS nas urnas, e naturalmente teria o meu contributo. Mas eis que surgem as famigeradas listas de candidatos, a exclusão de Pedro Passos Coelho e Miguel Relvas, a par da inclusão de António Preto e Helena Lopes da Costa, representam um obstáculo intransponível à minha consciência, e mais uma vez ficará adiado o voto neste partido. Não quero no entanto perder de vista um objectivo que me parece demasiado importante para o país, é fundamental derrotar José Sócrates, razão pela qual entendo que o meu voto deverá ter utilidade. Estou recenseado no Distrito de Setúbal, onde apenas os partidos com representação parlamentar podem aspirar a eleger deputados, circunstância que justifica o meu voto no CDS/PP. Faço votos para que mais partidos consigam eleger deputados, pulverizando o nosso sistema político, que o PS perca no mínimo a maioria absoluta, de preferência que até perca mesmo a eleição. Escolhi hoje Sábado para escrever a minha declaração de voto, por ser dia de reflexão, uma bizarria inútil, mas por enquanto e felizmente, os blogues ainda estão fora da alçada da ERC, CNE ou qualquer outra entidade.


25
Set 09
Por zedeportugal, às 23:15 | comentar | ver comentários (1)

Nota prévia: Este quadro é basicamente o mesmo que o Jorge publicou aqui e aqui - com a origem e os acrescentos que ele próprio indica -, mostrando o contínuo da variação do crescimento do PIB em Portugal entre 1976 e 2009, a que foi acrescentada apenas informação correspondente a alguns períodos de recessão do PIB das principais economias mundiais com início dos EUA.

 

clique neste texto para ver a imagem maior

 

Algumas extrapolações possíveis directamente a partir do gráfico (pressupondo a correcção dos dados e da sua representação, alguns dos quais não foi possível confirmar):

1) A variação do crescimento do PIB em Portugal é fortemente influenciada pela variação do PIB das principais Economias mundiais, confirmando a extrema abertura e dependência externa da Economia portuguesa*;

2) Os dois valores mais baixos de crescimento do PIB português neste intervalo (1984 e 2009) situam-se ambos em legislaturas do (ou com o) partido socialista;

3) As inflexões positivas (recuperação) da taxa de crescimento da Economia portuguesa situam-se sempre em legislaturas do (ou com o) partido social democrata;

4) A entrada de Portugal no sistema de moeda única europeia não aparenta qualquer expressão na capacidade de criação de riqueza em Portugal;

5) O período de variação positiva mais forte do PIB português corresponde aos governos de iniciativa presidencial, constituídos entre finais de 1978 e 1980.

 

*a principal razão pela qual será ineficaz a tentativa de retoma económica a partir do investimento em grandes obras públicas, como tem sido afirmado por diversos economistas de diversos quadrantes políticos.

 

Comentário final: A avaliação de uma prestação de serviço público é feita, não pelas palavras auto-elogiosas, mas pelos resultados obtidos. Seria útil que o actual senhor ministro dos Impostos das Finanças e do Despesismo da Economia pudesse esmiuçar explicar os resultados da sua prestação nesta legislatura aos portugueses.

 

Este postal foi publicado primeiro aqui.

 


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