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Set 09
Por vitorjesus, às 23:22 | comentar | ver comentários (2)

- o POUS quer acabar com o desemprego
- o MEP quer que as pessoas sejam felizes
- o PND quer círculos uninominais
- o MMS quer acabar com a corrupção
- o PNR está contra o politicamente correcto e a insegurança, cuja raiz
está nos imigrantes
- o PTP quer jornalistas nos tribunais a fiscalizar os tempos de espera
dos processos e que as crianças tenham cuidado com a internet mas antes
passem o tempo a fazer contas em casa.
- o PPM quer valorizar a pessoa humana e um choque fiscal
- o FEH defende a aproximação da política às pessoas, incluindo uma
espécie de regicídio
- o MPV quer voltar a proibir o aborto


Por Cristina Ribeiro, às 19:51 | comentar

Quando, uns posts atrás, me referi ao " rotativismo ", não tinha em mente a verdadeira rotatividade, entre partidos diferentes na ideologia, como sucede na Alemanha, Inglaterra, Espanha...; mas ao " rotativismo " em tudo semelhante ao que houve no Portugal do século XIX, após a morte de Fontes Pereira de Melo, em que entre Partido Regenerador e Progressista não havia diferenças substanciais: apenas mudavam as pessoas, que diziam coisas diferentes, mas faziam o mesmo...

É o que, num artigo de opinião, Rafael Barbosa reitera: socialistas e sociais-democratas fazem o que podem para parecer diferentes. Mas no fundamental são parecidos. Nem Manuela Ferreira Leite é uma liberal que pretende desmantelar o Estado Social,* nem José Sócrates é um socialista da velha guarda.

 

Pertencendo à mesma família ideológica, a social democracia, sucede, apenas, que " estes " líderes não encaixam.

 

* ressalvando, porém, que o Estado Social não é um exclusivo da social democracia; tem é de ser bem gerido.

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Por vitorjesus, às 17:25 | comentar

Há muita coisa que se pode nacionalizar. Não sabia era que o futebol era uma delas.

Suspeita-se que os estrategas do PS estejam neste preciso momento a procurar no programa do PSD palavras como "bola", "árbitro", "onze" ou "chuteiras". Se não encontrarem nada, suspeita-se que irão suspeitar que o PSD quer privatizar o futebol.


Por Nuno Castelo-Branco, às 16:47 | comentar | ver comentários (1)

 

 

 A campanha eleitoral teve o seu verdadeiro início no debate de Sábado à noite e deste, apenas retivemos a tirada de Manuela Ferreira Leite, referindo-se ao TGV. Soou a desabafo que avisa os portugueses para um estado de coisas que os últimos anos apenas têm agravado. Em alguns segundos fez o pleno de uma certeza de séculos, hoje habilidosamente escondida  por detrás do biombo da integração europeia. Contestada na  Irlanda, França, Dinamarca e Holanda, a "integração" pressupõe aquilo que muitos - a maioria - dos Estados não querem ceder, ou seja, a soberania, por mais residual que esta se tenha tornado.Os sectores de distribuição, largas extensões de terra alentejana, o imobiliário e agora de forma mais visível os media, têm sido "integrados" ao sabor das conveniências económicas e políticas de um vizinho cuja própria unidade se encontra numa fase de evolução e incógnita. Ferreira Leite fez bem e a prova disso mesmo, consistiu na imediata reacção do governo de Madrid e na mal disfarçada estupefacção do nosso primeiro-ministro. O TGV não é uma prioridade que todos sintam como inexcusável e muito pelo contrário, coloca questões às quais ainda não houve uma resposta que tranquilize a parte portuguesa do negócio:

1. Qual o verdadeiro preço do empreendimento e a utilidade de uma linha de Lisboa ao Porto, na qual se pouparão escassos minutos de viagem? Qual os preços das mesmas? Poderão concorrer satisfatoriamente com os actuais vôos low-cost?

2. Que consequências essa súbita proximidade entre Lisboa e Madrid não provocará o êxodo de empresas e até de representações diplomáticas, concentradas na capital espanhola por evidente racionalização de gastos e gestão de serviços?

3. Se a linha para Madrid servirá sobretudo para argumentar politicamente com o almejado contacto com a Europa além-Pirinéus, qual a real utilidade de linhas internas portuguesas que ao contrário de países como o Japão, não irão servir para o transporte de pessoal aos centros de trabalho e pelo contrário, terão infalivelmente de ser subsidiadas pelo Estado?

4. Liquidada - com a indiferença do governo - a empresa Bombardier que podia ter contribuído poderosamente para a construção de material ferroviário para esse "TGV", que interesse representará tal empreendimento para a nossa cada vez mais reduzida indústria?

 

Este seria um tema que os principais contendores deveriam exaustivamente abordar durante a campanha, para uma cabal avaliação popular daquilo que o interesse nacional deverá ditar às urnas. Até hoje, permanece no ar a desconfiança popular por um empreendimento que aparenta consistir numa promessa de benefícios evidentes para certos sectores que fazem a "navegação triangular" entre a banca, betão e política. O regime que prove o contrário!

 

O segundo caso, este praticamente despercebido após a fragorosa derrota louçanista no debate com o primeiro-ministro, consiste na acusação feita "à direita", de estar a promover uma "campanha de ódio" contra o Bloco de Esquerda. Curiosa lamúria, quando provém precisamente do partido que se especializou na pior forma de populismo que tão maus resultados teve na Europa do século XX. Há já uma década, o BE iniciou um ininterrupto programa de acicate ao ódio, inveja, suspeição e acusação de todo o tipo de iniquidades aos seus imaginados inimigos que grosso modo, correspondem a todas as outras forças políticas concorrentes. Ainda estão bem presentes as imagens do dia do Regicídio em 2008, quando no Terreiro do Paço um bando de energúmenos que fazem as vezes de tropas de choque bloquista - as SA de Louçã -, tentaram sem sucesso, perturbar a cerimónia de reparação nacional à memória das vítimas do 1º de Fevereiro. Seguiu-se o caso "Verde Eufémia", com oviolento ataque à propriedade privada de um pequeno empresário, não se perdendo a oportunidade para a agressão física a quem corajosamente defendeu o seu trabalho. Seria curioso proceder ao visionamento dos videos disponíveis, para concluir até que ponto os "anarquistas do Bloco" e os "verde-eufemistas" coincidem na identidade. Já este ano, no 1º de Maio, assistiu-se ao deplorável e vergonhoso espectáculo do ataque a Vital Moreira, procurando um bem identificado membro da "juventude do BE", fazer cair o odioso da agressão sobre os sectores do PC presentes na manifestação da Intersindical. Caída a máscara - denunciada no 5 Dias e noutros blogues da esquerda -, regressou o silêncio comprometedor da imprensa colaboracionista, geralmente pertencente aos famigerados "grandes interesses" que Louçã tanto gosta de "denunciar".

 

O sr. Francisco A. Louçã diz-se vítima de ódio, procurando religiosamente alçar-se à categoria de mártir, talvez à semelhança dos seus compreensíveis "aliados tácticos e tácitos" do Médio Oriente. De facto, a última semana demonstrou que o Conducatordo BE não tem relevância para suscitar mortal antipatia, descoberto que foi o seu calcanhar de Aquiles. No debate com Sócrates, o país ficou finalmente ciente de um programa caquético de cem anos e que pressupõe a acelerada passagem de Portugal para um fatal regime de atraso, bestialidade legislativa e repressão de todas as liberdades. Nada de novo, nada que não soubéssemos desde sempre. Mas a máscara caiu e mais vale tarde que nunca. O ódio de que Louçã fala, de facto existe: não contra este ou aquele menino de ouro,  privilegiado das sinecuras que o BE julga sempiternamente suas, mas um ódio visceral, profundo e invencível a tudo aquilo que um "regime BE" possa significar. Nisto Louçã tem carradas de razão. Ainda bem.

 

Sr. Louçã, chegou a hora de Portugal inteiro lhe gritar um cosmopolita STOP HATE HERE!


Por jorge, às 16:26 | comentar

O Ministro do Fomento está preocupado com a eventual suspensão do TGV em Portugal.


Por António de Almeida, às 14:42 | comentar | ver comentários (2)

   -Imagine o estimado leitor que é oferecido um financiamento de 100 mil Euros a alguém que aufere um rendimento mensal de mil Euros, que lhe cobrem à justa a prestação da casa e carro, restando pouca margem de manobra para despesas correntes, com a contrapartida do indivíduo se endividar em 400 mil Euros, os quais terão de ser pagos, acrescidos dos juros respectivos, para adquirir uma propriedade de 500 mil Euros. Confuso? É mais ou menos a situação em que Portugal fica se o PS vencer as eleições e avançar para a construção do TGV, como cereja em cima do bolo, coloque o aeroporto de Lisboa.


Por vitorjesus, às 13:11 | comentar | ver comentários (1)

Vi o debate apenas ontem à noite e tenho de confessar que há menos um indeciso no eleitorado. Não sou eu.

 

Por pontos, por nenhuma ordem em especial e tentando ser o mais imparcial possível:

 

- É abissal a diferença de postura entre José Sócrates (JS) e Manuela Ferreira Leite (MFL): uma é estadista, outro acorda a pensar em "medidinhas"; uma discute política de alto nível, outro distribui rebuçados; muito pessoalmente, um é apoucado porque até chega a dar a sensação de que nem percebe aquilo que diz, outra é excessivamente confiante.

 

- a saída do "orfão" de MFL roça o mau gosto; mas ficou-lhe bem pela espontaneidade e despreocupação com que diz estas coisas. MFL não quer agradar a ninguém; JS só quer agradar.

 

- JS vinha preparado para discutir o programa do PSD. MFL vinha preparada para responder às perguntas. Deu a sensação de que não se preparou como se achasse (como disse ao principio) que a sua vida politica, profissional e pessoal foi um treino para o que aí vem.

 

- Curiosamente, e não tinha pensado nisto até ler este post do Rodrigo Adão da Fonseca no Jamais, o programa do PSD está a ser dos mais analisados; já o do PS, à excepção da ridícula medida dos 200eur por bebé e os TGVs, ninguem sabe muito bem o que lá anda. No fundo é perigoso, e os outros partidos, particularmente o PSD, deveriam fazer este trabalho.

 

- A resposta à questão da dupla candidatura de Alberto João Jardim convenceu-me. De facto, quem dali sair primeiro ministro, não irá ocupar um lugar de deputado. Já a questão de António Preto continua a ser uma pedra no sapato.

 

- Muito francamente, não consigo ver MFL a fazer melhor na Educação. Aliás, imgino-a altiva e arrogante, estoicamente ignorando tudo e todos e com guerra civil à porta. Pior: MFL cultiva esta ideia de não ceder à opinião pública até ao limite do irrazoável.

 

- Sócrates atacou, atacou, atacou; MFL não defendeu, limitou-se a responder às perguntas e a esclarecer com a calma de quem não tem nada a esconder. Diria mesmo: com a calma de de quem vê em JS (no mínimo) um neto que não sabe o que diz nem o que faz.

 

- A questão, logo à partida do "nós não combinamos falar disso" (ou coisa assim) teve muita piada.

 

- Desmistificou-se a privatização do SNS (em certa medida) e outras inverdades. Curiosamente, MFL teve uma saída com a qual concordo: a estratégia do PS parece ser a de criar FUD (Fear, Uncertanty and Doubt). Qualquer coisa como "Tenham medo, muito medo, desta direita que quer destruir o Estado Social e privatizar até as pedras da calçada."

 

- Quanto à questão das mudanças de opinião de MFL, há dois aspectos. Efectivamente, MFL mudou de opinião e explicou que contextos diferentes exigem medidas diferentes. É verdade, embora tenha soado a frágil. Em segundo lugar, tive a clara sensação de que MFL iria dizer, a qualquer momento, que não se respnsabilizava pelo governo de Durão Barroso. Quase o fez, quando disse que "eu nunca fui primeira-ministra".

 

- Já a questão dos espanhois e do TGV foi uma surpresa para todos. A julgar pelas reacções do outro lado da fronteira, a carapuça serviu. Já quanto às portagens nas SCUTs, a explicação de que agora não adianta nada não encheu.

 

- De forma geral, pareceu-me ter sido o confronto entre uma máquina eleitoral e a espontaneidade. De um lado, uma senhora que tanto se lhe dá como se lhe deu ser eleita; do outro, o desespero de alguém que vive de votos e se alimenta de poder.

 

Sim, isto é o mais imparcial que consigo ser.


Por jorge, às 12:43 | comentar

José Sócrates disse no último debate que o próximo governo terá novos ministros em todas as pastas. Para mim é um alívio constatar que o candidato do PS ache que a pasta de primeiro-ministro será ocupada por outra pessoa.


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