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Set 09
Por zedeportugal, às 23:15 | comentar | ver comentários (1)

Nota prévia: Este quadro é basicamente o mesmo que o Jorge publicou aqui e aqui - com a origem e os acrescentos que ele próprio indica -, mostrando o contínuo da variação do crescimento do PIB em Portugal entre 1976 e 2009, a que foi acrescentada apenas informação correspondente a alguns períodos de recessão do PIB das principais economias mundiais com início dos EUA.

 

clique neste texto para ver a imagem maior

 

Algumas extrapolações possíveis directamente a partir do gráfico (pressupondo a correcção dos dados e da sua representação, alguns dos quais não foi possível confirmar):

1) A variação do crescimento do PIB em Portugal é fortemente influenciada pela variação do PIB das principais Economias mundiais, confirmando a extrema abertura e dependência externa da Economia portuguesa*;

2) Os dois valores mais baixos de crescimento do PIB português neste intervalo (1984 e 2009) situam-se ambos em legislaturas do (ou com o) partido socialista;

3) As inflexões positivas (recuperação) da taxa de crescimento da Economia portuguesa situam-se sempre em legislaturas do (ou com o) partido social democrata;

4) A entrada de Portugal no sistema de moeda única europeia não aparenta qualquer expressão na capacidade de criação de riqueza em Portugal;

5) O período de variação positiva mais forte do PIB português corresponde aos governos de iniciativa presidencial, constituídos entre finais de 1978 e 1980.

 

*a principal razão pela qual será ineficaz a tentativa de retoma económica a partir do investimento em grandes obras públicas, como tem sido afirmado por diversos economistas de diversos quadrantes políticos.

 

Comentário final: A avaliação de uma prestação de serviço público é feita, não pelas palavras auto-elogiosas, mas pelos resultados obtidos. Seria útil que o actual senhor ministro dos Impostos das Finanças e do Despesismo da Economia pudesse esmiuçar explicar os resultados da sua prestação nesta legislatura aos portugueses.

 

Este postal foi publicado primeiro aqui.

 


Por jorge, às 23:13 | comentar

Na sequência do que escreve Zé de Portual e Cristina Mendes Ribeiro, é de notar que o voto útil é útil mas para quem o recebe (crédito a Carlos Magno, hoje no Contraditório, da Antena 1). Útil para mim é não haver uma maioria absoluta que governe do alto do seu palácio de arrogância.

 

É também de mau gosto - e até talvez encerre falta de  sentido democrático, esta ideia de voto útil, já que o seu contrário, o voto inútil, está implicito. Defender este conceito é menosprezar quem pensa de maneira diferente. Tem, ao menos, uma mais valia, que é por a nú a faceta de poder de quem faz este apelo.


Por António de Almeida, às 23:11 | comentar

   -José Sócrates recebeu mais um apoio de peso, após a menina Carolina Patrocínio, a tal que apenas come fruta quando a empregada lhe retira as grainhas ou caroços, foi a vez de Luís Figo. Julgo que todos os portugueses, mais ou menos familiarizados com o futebol, reconhecem e sentem apreço, pelo inegável talento e classe que o antigo capitão da selecção nacional espalhou pelos relvados dos quatro cantos do mundo. A ideia é óbvia, associar o PS a pessoas que alcançaram o sucesso em diversas áreas, projectando uma imagem de ambição e vontade de triunfar. Mas existe um pequeno problema, o carácter, e tal como a menina que não se importa de fazer batota para ganhar, vale a pena recordar alguns factos menos conhecidos do percurso futebolístico de Luís Figo. Ainda júnior, assinou contrato em simultâneo com o Sporting C.P. e S.L.Benfica, valeu-lhe um acordo entre Sousa Cintra e Manuel Damásio, para o salvar de pesado castigo, que o poderia ter deixado algum tempo de castigo, até poderíamos considerar o infeliz episódio como devaneio próprio da juventude, mas passado pouco tempo repetiu a façanha, assinando por Juventus e Parma, dois clubes italianos na mesma época, mais uma vez salvou a face, com a contrapartida de não jogar no calcio durante uma década. Rumou a Barcelona, onde foi treinado por Johan Cruyff, sir Bobby Robson e Louis Van Gaal, que contribuíram para o aperfeiçoamento das suas inegáveis qualidades, alcançando vários títulos, recebendo até a braçadeira de capitão da equipa blaugrana. Sem que alguém lhe pedisse, chegou até a assumir posições próximas do nacionalismo, em defesa da autonomia, entrando no coração dos catalães, que trairia pouco depois com a transferência para o arqui-rival Real Madrid, aproveitando um momento de crise directiva no F.C.Barcelona. Após o Euro 2004 decidiu colocar um ponto final na selecção nacional, mas no final de 2005, quando não jogava em Madrid, recuou na decisão, solicitando a Scolari que o voltasse a convocar, até porque a selecção apesar da sua ausência já se tinha qualificado para o Mundial 2006, palco para se poder mostrar e conseguir uma transferência, finalmente a Itália. Alguém pode mesmo ficar surpreendido com o apoio de Luís Figo a José Sócrates? Misery loves company!

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Por Cristina Ribeiro, às 20:28 | comentar | ver comentários (4)

 " Ao fim de 35 anos de votos "úteis", Portugal tem a sua Economia completamente de rastos e, pior, com previsões de agravamento da situação ainda em algumas áreas (como o emprego, p.ex.) e de uma recuperação global muitíssimo lenta e difícil. Não será altura de os portugueses começarem a votar de outro modo? " A resposta a este apelo. Patético, porque então poderemos perguntar: porque é que não fizeram uma oposição útil?


Por Jorge Ferreira, às 16:07 | comentar

No dia 9 de Setembro Francisco Louçã afirma publicamente saber que foi Fernando Lima a fonte da notícia do Público sobre as escutas de Belém. No dia 23 de Setembro o Diário de Notícias faz a notícia que todos conhecemos, a qual, aliás, tem eventuais contornos criminais que ainda ninguém analisou. Até agora não vi ninguém perguntar a Louçã como é que soube de Fernando Lima. Será que o Bloco tem alguém a trabalhar no staff de uma certa agência de comunicação, que parece ter mãozinha na tramóia? Será que Louçã achará bem revelar ao país como é que soube? Será que o país não tem direito a saber, antes das eleições, se Francisco Louçã participou nesta tramóia? Ou será que Louçã vai dar "uma" de Cavaco?

 

(publicado no Tomar Partido)

(Foto)


Por António de Almeida, às 15:56 | comentar

   -O Presidente da República deverá apresentar uma explicação ao país que justifique as suspeitas de ter estado sob escuta, mesmo que infundadas, ou apresentar queixa na PGR, por ter sido envolvido na luta política através de notícias falsas. Caso as notícias tenham sido divulgadas com base em conversas indiscretas ou mal intencionadas de membros da sua Casa Civil, terá de apresentar aos culpados a factura da traição. No ponto a que isto chegou, gerir o silêncio sem apurar responsabilidades, não é mais possível. Recuso obviamente a acreditar que Cavaco Silva esteja na origem desta novela de Verão, face à gravidade e consequências de tal hipótese.

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Por Cristina Ribeiro, às 14:46 | comentar

mas foi, também, roubado aqui

             

             "  Uma Ideia Quase Municipalista

 

Como convictos municipalistas acreditamos que a melhor governação resultará de um auto-governo onde todos, de algum modo, participarão directamente da gestão das coisas comuns. Onde os interesses de todos, mas também os de cada um, sejam olhados com a mesma objectividade e onde impere o consenso na busca das soluções e nunca a ilusória maioria dos votos. Constantemente nos interrogamos como atingir tal desiderato. Não falta quem advogue a complexidade da ideia e a sua inexequibilidade. Sobretudo num sistema como o existente, de democracia representativa, onde o voto – mesmo que de uma minoria – ganha foros de única verdade. Um pequeno artigo de opinião, subscrito pelo professor universitário António Cândido de Oliveira e publicado no jornal “Público” de 26 do pretérito mês de Agosto, abriu-nos um caminho. Não é, ainda, municipalismo, muito longe disso. Mas é, digamos assim, um pouco dele, e perfeitamente exequível no âmbito deste sistema representativo. Capaz, apesar de tudo e por muito pouco que seja, de contrariar o caciquismo e a prepotência e de estancar ou, pelo menos, de diminuir a corrupção que grassa no poder local. Facilmente se reconheceriam, então, os pequenos ditadores de campanário e, quem sabe, não contribuiria até para evitar estas vergonhosas e sucessivas recandidaturas dos mesmos de sempre, incapazes de se desapegarem do poder. Propõe o autor do artigo que as Assembleias Municipais – e também, nada o impede, as de Freguesia – passem a reunir, não apenas as vezes que a Lei determina (5 vezes por ano, as Municipais e 4 as de Freguesia) mas algumas mais vezes. Pela nossa parte proporíamos, pelo menos, uma reunião mensal – digamos antes e em termos práticos eliminando Agosto, 11 vezes por ano - em sessão convocada pelo respectivo presidente, que tem poderes para isso, aberta à população, tendo em vista o debate dos variados assuntos de carácter local. O autor entra em pormenores que me parece desnecessário transcrever, mas que têm um interessantíssimo sentido prático. Quando, noutro lugar, defendemos que as populações saberiam, com maior ou menor dificuldade, encontrar um processo de colocar em campo a filosofia municipalista, não nos enganámos, como se vê. Muitas mais ideias surgirão, estamos certos, sempre no sentido da democracia directa, a real e verdadeira democracia "

. Publicada por PORTO DA LIBERDADE


Por zedeportugal, às 12:26 | comentar

Ao fim de 35 anos de votos "úteis", Portugal tem a sua Economia completamente de rastos e, pior, com previsões de agravamento da situação ainda em algumas áreas (como o emprego, p.ex.) e de uma recuperação global muitíssimo lenta e difícil.

Não será altura de os portugueses começarem a votar de outro modo?

Não será chegado o momento de votarem nos partidos cujos programas defendem os seus interesses enquanto cidadãos, em vez de votarem em figuras de revistas da socialite?

 

Não será tempo dos portugueses perceberem que o dito voto "útil" tem sido o mais inútil possível?


Por Carlos Novais, às 12:05 | comentar

Genericamente existem efeitos que podemos esperar à partida de um sistema de decisão colectivo com voto universal num orçamento que inclui a capacidade de:

 

- cobrar receitas a uns

- pagar a outros (salários, obras públicas, despesa geral, etc)

- decidir criar serviços (que requerem trabalhadores e gestores)

 

Podemos assim identificar como:

 

  1. Os beneficiários líquidos: pensionistas, receptores de subsídios vários, funcionários públicos e equiparados, a classe política, negócios privados especialmente dependentes de forma directa e indirecta de despesa pública ou ainda de incentivos vários como juros bonificados ou apoios especiais ao investimento (e não se trata aqui de fazer um ataque à dignidade e direitos de quem por exemplo produz trabalho público de que todos nós beneficiamos, é uma mera constatação de facto, o pagamento de impostos por funcionários públicos e outros é uma ilusão contabilística, dado que todo o rendimento tem origem em impostos).

 

  1. Os pagantes líquidos: trabalhadores privados, empresários, empresas, que pouco utilizam benefícios estabelecidos e assim são a origem da receita.

 

Nota: não esquecer que o sistema de pagamento de reformas baseia-se em cobrar impostos à população activa para os transferir de imediato para a população reformada, assegurando assim que os jovens pagam impostos numa altura em que precisam de investir (casa, carro, filhos, etc.) para transferir para aqueles que deveriam ter poupança acumulada e capacidade para ajudar esses jovens. Podemos chamar a isto a completa deturpação do que seria natural, fazendo decair os laços de dependência (e até respeito hierárquico) intra-familiar e comunitária para ganho e domínio total do estatismo sobre todos.

 

Esses efeitos a esperar a priori são:

 

  1. Sempre que um benefício é estabelecido, tende a incentivar procura adicional por esse benefício (exemplo: qualquer sistema de rendimento mínimo tende a desincentivar a procura de trabalho nos rendimentos ligeiramente superiores, criando uma zona onde os quase-que-beneficiam desistam de produzir ou então de reivindicar que os passe a abranger também, iniciando-se assim uma nova ronda de subida de benefícios).
  2. Sempre que um beneficiário líquido é adicionado, o conjunto de pagadores líquidos diminui em termos relativos e a carga fiscal tem de aumentar em valor total a ser distribuído por um número menor.

 

Agora podemos adicionar o jogo político que se especializará naturalmente a prometer benefícios a uns, cobrando a outros, e podendo ao mesmo tempo aumentar o número de trabalhadores gestores do sistema.

 

Junte-se o voto universal e sabemos que a política tratará mesmo que inconscientemente de apelar crescentemente aos beneficiários, apontando o dedo a um cada vez menor número de pagantes líquidos (por exemplo, apesar de aproximadamente 20% dos contribuintes pagar 80% de toda a colecta de IRS nunca deixarão aqueles de ser objecto de todas as atenções).

 

Basicamente existe um óbvio conflito de interesses onde:

 

- o montante de benefícios (indicador: “despesa pública/ PIB” que em todos os Estados incluindo nos EUA nunca parou de subir) e número de beneficiários tende sempre a aumentar (ex: funcionários públicos e equiparados, pensionistas e equiparados, trabalhadores privados dependentes da despesa e investimento público como as obras públicas ou indústria de defesa)

- os beneficiários têm capacidade de votar o orçamento seguindo o seu interesse próprio, individual e como classe.

 

Para além (e quem sabe até ainda mais relevante) do puro raciocínio monetário-contabilístico é necessário pensar na crescente rede de influência de qualquer decisor público, do sistema partidário, dos reguladores, do sistema de justiça em todo e qualquer aspecto da sociedade civil, até que a partir de certa altura um e outro confundem-se sendo impossível a sua separação clara (incluindo separar claramente beneficiários e pagantes líquidos), não existindo actividade alguma que se possa designar como espontânea, como moralmente praticada por pura decisão individual ou comunitária (a actividade de ajuda aos outros reflecte bem isso, o estado social é um processo colectivo que “asfixia” as formas espontâneas e por isso mesmo moralmente superiores de ajuda, pelo contrário passa-se a delegar e responsabilizar [desresponsabilizando-se individualmente e conscientemente de o fazer] o sistema).

 

No fundo, poderá existir mesmo uma inevitabilidade histórica para a morte por asfixia.

 

PS: se juntarmos o sistema de socialismo monetário (e a parceria público privada que é o sistema bancário e os bancos centrais) à equação, assegurando este bolhas e crises crónicas crescentes, que ajudam a criar um clima de incerteza e ainda maior sensação de dependência do estatismo, ficamos com o cenário perfeito. O estatismo cria os males que se propõe curar (por isso todas as grandes emergências quer económicas, quer conflitos e guerras, quer mesmo o discurso alarmante de pandemias e aquecimento globais, etc, ajudam ao argumento).


Por Jorge Ferreira, às 09:49 | comentar | ver comentários (1)

Desde que José Sócrates tomou o poder no PS que Portugal não tem tido descanso. Bem avisou António Vitorino, há quatro anos, à porta da sede do PS, para nos irmos “habituando”… Desde então, o homem que dizia que ser ministro “era o seu limite” e que Primeiro-Ministro “jamais” porque não tinha qualidades para tal (onde pára tamanha lucidez?...), tratou de realizar a maior concentração de poder num só homem de que há memória desde o 25 de Abril.

 

O ambiente político do país tornou-se nos últimos quatro anos verdadeiramente irrespirável e desaconselhável a menores de 18 anos. Sócrates concentrou poderes sobre as polícias, Sócrates pressionou e ameaçou jornais, televisões e jornalistas, Sócrates processou jornais, televisões, jornalistas, cronistas como nenhum político até hoje.

 

Durante quatro anos vimos o nome de Sócrates envolvido em sucessivas embrulhadas e suspeições, até hoje não esclarecidas. De uma simples licenciatura até a um complexo licenciamento, o do Freeport de Alcochete, passando por assinaturas em projectos de autoria discutida de casas deprimentes, nada em que tenha mexido parece claro. Evidentemente que esta situação contribuiu para degradar ainda mais a credibilidade das instituições e da política, o que manifestamente não incomoda nada o líder do PS.

 

Quanto à acção governativa o balanço é apenas uma enorme desilusão. As contas públicas estão num fanico, as reformas timidamente ensaiadas ficaram a meio, os empregos não só não foram criados como foram destruídos. O governante Sócrates criou dois países: o verdadeiro e o da propaganda. Os portugueses vivem hoje pior do que viviam há quatro anos. Portugal deve mais dinheiro do que devia há quatro anos. O Estado deve mais dinheiro e gasta mais do que sucedia há quatro anos.  O país produz menos e está por isso mais pobre do que há quatro anos.

 

Mas, ao que parece, Sócrates prepara-se para ganhar as eleições de domingo. Depois de tão estrondosos quatro anos, já é extraordinário ter a possibilidade de as ganhar. Ganhá-las será um verdadeiro feito. Porquê? Pela simples razão de que é um profissional do poder. O deplorável episódio das escutas que dominou a campanha eleitoral mostra bem o grau de amadorismo que tem permitido ao profissionalismo político de Sócrates brilhar. Conseguir pôr Cavaco Silva na lamentável posição de dar uma ajudinha ao PS, quando as sondagens mantinham tudo em aberto é de mestre. Mestre do poder, sempre o poder. E o poder, quando se transforma num fim em si próprio, como é o caso paradigmático de Sócrates faz mal ao país.

 

A oposição talvez mereça este desfecho. Porque em quatro anos não conseguiu construir uma credibilidade nem um programa. Portugal é que mereceria, sem dúvida, muito melhor.

(publicado no Tomar Partido e no Semanário)

 


Por Jorge Ferreira, às 09:47 | comentar

No domingo os portugueses farão provavelmente mais um dos seus periódicos exercícios de masoquismo político. É difícil encontrar um lusitano recenseado que não diga mal do estado da Nação, que não desanque nos políticos e nos governantes, que não diga mal da vida e que não tenha um programa eleitoral prontinho a servir, ainda que não passe de uma colagem de ideias vazias. Mas, mesmo assim, os portugueses votam sistematicamente nos mesmos partidos.

 

É verdade que o sistema político está viciado. As leis que os partidos fazem protegem os partidos que as fazem e bloqueiam a renovação política do país. É verdade que o sistema mediático vicia a oferta eleitoral e nessa medida condiciona as opções dos eleitores. É verdade que somos portadores de uma atávica cultura de má língua nos cafés e nas paragens dos autocarros, que miraculosamente se transforma na mais conformista das atitudes no voto. Mas, ainda assim, e dada a dimensão da crise da República, seria de esperar um leve assomo de mudança. Não acontecerá.

 

Na campanha eleitoral que hoje termina, tal como infelizmente se esperava, debateu-se quase nada o país. Tratou-se de uma espécie de Benfica-Sporting sobre as escutas entre Belém e S. Bento que, de caminho, triturou o PSD. O melhor que podia ter acontecido a José Sócrates, depois da crise internacional que serviu às mil maravilhas para disfarçar a crise portuguesa, foi este episódio mal cheiroso, a que Cavaco Silva deu uma contribuição inestimável ao líder do PS.

 

E, todavia, no dia 28 de Setembro, Portugal continuará. Acordaremos com as lamúrias de sempre, com os problemas de sempre, e com a auto-desresponsabilização de sempre, apenas um dia depois de termos votado exactamente nos mesmos a que atribuímos a responsabilidade dos males nacionais.

 

Eu, pelo menos, reservo-me a saudável atitude de excluir a minha cumplicidade com a mediocridade dominante. Votarei no Partido da Nova Democracia. Garanto-vos: sabe bem e não morrerá ninguém. Acresce que, no caso concreto do círculo eleitoral de Aveiro, conheço bem Edgar Jorge, o cabeça de lista, e também vos garanto: fará, se for eleito deputado, muito melhor que a maioria dos que lá estão e dos que se candidatam. E acresce uma qualidade não desprezível: é uma pessoa séria, o que não sendo propriamente uma virtude em que o sistema seja particularmente exigente, é uma garantia para quem confia a gestão do interesse público a um representante.

(publicado no Tomar Partido e no Diário de Aveiro)


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