Digamos que uma escutas telefónicas do próprio a dizer coisas como

"O dinheiro vai-se levantar amanhã ao banco, vai em notas... e depois de estar o dinheiro na mão, as notas na mão, dá-lhas."

e dizer que estava ali “a ver dinheiro, pá, como nunca vi na vida, meu deus”

são coisas que não ajudam à credibilidade de um político.

Uma eleição não é um julgamento. Por isso é preciso sê-lo e parecê-lo.
jorge a 11 de Agosto de 2009 às 23:56

Ok, há muito dinheiro envolvido (uma campanha não deve sair barata). E isso justifica a histeria? O dinheiro não pode vir de trabalho ou empréstimos? E, em rigor, mesmo se fosse simplesmente uma doação de um privado para apoiar a campanha (como acontece noutros países), haveria problema ético?

E, em rigor, mesmo se fosse simplesmente uma doação de um privado para apoiar a campanha (como acontece noutros países), haveria problema ético?

-A moral vigente impede uma discussão séria sobre o assunto, sou absolutamente contra o financiamento estatal dos partidos, todas as candidaturas deveriam angariar o dinheiro que pretendem, seria mais barato e transparente para o contribuinte. Por cá ainda se confunde lóbie com corrupção...

É verdade, o financiamento estatal é outro problema estrutural do nosso sistema. E de facto o politicamente correcto vai na cantiga e «confunde lóbie com corrupção».