A notícia não me parece ter pernas para andar. Aquilo mais parece um desabafo do género "ou eles [o PS] são bruxos ou não sei como poderiam saber". Extrair desse desabafo uma "suspeita" parece-me um exagero do Jornal Púbico.

E extrair teorias da conspiração a partir do facto do PS ter dito que havia assessores da PR a ajudar no programa do PSD (o que foi desmentido pelo PSD) é novamente abusivo.
Elisabete Joaquim a 19 de Agosto de 2009 às 11:50

Concordo, Elisabete.

E onde encontrou "extraídas" as tais teorias da conspiração, caríssima Elisabete?

Talvez a minha amiga tenha extraído alguma conclusão sua daquilo que leu?
Como posso eu saber o que pensa (ou pensou) se nem sequer trocou quaisquer impressões comigo?

Não tenho muito tempo (nota-se no laconismo dos postais publicados) mas não quero desaproveitar este ensejo para lhe dizer, inequivocamente, 2 ou 3 coisitas.
Em 2006 prestei serviços numa escola. Durante a minha permanência ali avisei os e as docentes para as malfeitorias que se lhes preparavam. Penso que ninguém me acreditou.
Em finais de 2007 comecei a avisar amigos e colegas sobre a recessão que se aproximava, chegando mesmo a escrevê-lo no meu blogue (se quiser dar-se a maçada, veja nos arquivos de Janeiro). Alguns não me deram atenção, outros deram-ma para me dizer que eu não sabia o que dizia.
Em muitas outras ocasiões ao longo desta legislatura avisei muita gente de muita coisa muito grave que este governo executou, mas a resposta foi, quase sempre, a mesma: "ah, não acredito", ou, "isso não é possível, ninguém faria uma coisa dessas" e coisa similares.

Começo a perceber como se deveria sentir a Cassandra...
Pode dizer-se a verdade aos outros, mas não se pode obrigá-los a acreditar nela.
zedeportugal a 19 de Agosto de 2009 às 12:58

A notícia do Publico não diz que a PR está sob escuta, e eu não me pronunciei sobre essa possibilidade. A notícia do Público diz que há quem suspeite disse, e foi sobre isso que me pronunciei.

Por outras palavras, o que eu pus em causa na notícia foi o facto de o Público ter extraído uma noticia a partir de um desabafo. "Climas psicológicos" não deviam ser notícia. Aquilo não se qualifica como informação, pois a testemunha anónima comunica não uma informação mas sim uma crença, suspeição, ou desabafo.

Tem toda a razão Zedeportugal.
Por isso mesmo criei um blog

Cumprimentos

Manuela Diaz-Bérrio
karocha a 19 de Agosto de 2009 às 14:16