Bem, a partir do momento em que (infelizmente?) não somos uma sociedade de pequenos produtores auto-suficientes, para a maior parte das pessoas arranjar um emprego é condição fundamental para a sobrevivência, logo faz sentido que grande parte da politica ande à volta disso.
Miguel Madeira a 23 de Agosto de 2009 às 02:43

"Primeiro a economia, primeiro o emprego, primeiro as empresas. A velocidade de redução do défice será sobretudo a velocidade e a intensidade com que conseguimos colocar a economia portuguesa a crescer", disse, num comício em Aveiro, o líder do CDS/PP.

-Subscrevia sem hesitar esta parte do discurso de Paulo Portas, o problema é saber de antemão a sua forma de resolver problemas, como o Jorge também explica em post seguinte, o que vai originar alguns factos que enumerei no post "Portugal parasitado", o Estado cria empregos através dos partidos do governo, ondem conseguem colocar pelo menos, não direi que exclusivamente, amigos e conhecidos. Paulo Portas até acertou no diagnóstico, com as empresas poderemos colocar a economia a crescer, e criar emprego por essa via, serão as empresas e não o Estado a fazê-lo, mas esqueceu que o primeiro passo seria aliviar a burocracia e descer impostos.
António de Almeida a 23 de Agosto de 2009 às 08:45

Eu acho que dizer primeiro "a economia" nada acrescenta de novo, pois desde sempre todos os partidos se preocupam com esse conceito superabrangente que é a economia. "Primeiro as empresas", ficamos a saber o mesmo. Quais empresas? Grandes, pequenas, privadas, estatais? Depois, faz-se luz, "os empregos"... e disserta que é necessário "criá-los" para diminuir o défice. Não nos parece, como bem mencionas, que o caminho que ele aponta seja de todo a baixa dos impostos e da carga burocrática, mas sim os artificialismos do costume, subsídios, criação de empresas com investimento público, empregos verdes, etc. para a criação do dito emprego - o qual apenas vai mascarar a estatística com empregos a prazo e artificiais.
Por isso acho que o próprio discurso em si, é vago, déjà vu, e aponta no muitoesbatido caminho que mencionámos.
P.F. a 23 de Agosto de 2009 às 15:46