O caminho que a Ministra da Educação fez está correcto.

Está? Deve ter sido por isso que teve tão bom resultado, não? Em que fundamenta a sua apreciação? Em que é que tudo que fez a ministra melhorou a Educação, do ponto de vista de quem quer que seja: 1. Os alunos (os principais interessados - e vítimas, já que ficam cada vez mais mal preparados), dos pais (que perderam definitivamente a confiança no ensino público)? 2. Os professores (à custa de quem se fez esta não reforma), cuja autoridade e dignidade foram achincalhadas gratuitamente sem que daí resultasse qualquer benefício - muito pelo contrário, tendo afastado definitivamente alguns dos seus melhores; 3. A sociedade (cujo futuro fica assim mais difícil, nas mãos de gente mal preparada cultural e cientificamente), promovendo o conflito e passando a mensagem que os agentes educativos são inimigos a abater?

E ela tem razão na frase de cima.

Em que é que as promessas de emendar o caminho conflituoso e prepotente que a actual ministra e os seus apaniguados decidiram seguir, pode ser considerado um "preço que o país não pode pagar"? O preço que o país não pode pagar é o da incompetência - que é a marca mais evidente deixada por esta ministra no final do seu mandato.

E, repare, eu nem sequer sou professor - felizmente!
zedeportugal a 31 de Agosto de 2009 às 18:14

Tal como digo no post, os resultados foram lastimáveis e, a haver algo de positivo, foi aprender que não se pode fazer uma reforma destas contra a classe. Mas os professores não se portaram nada bem no processo.

Não quero entrar em polémicas sobre se foram manipulados pelos sindicatos. Não sei. Mas poderiam ter-se portado melhor e facilitado. E não é com modelos de avaliação da treta, em que tudo é corrido a Excelentes, que se muda a Educação.
vitorjesus a 31 de Agosto de 2009 às 23:00

Eu também não quero entrar em polémicas. Gostaria apenas que me respondesse à questão que deixei.
Em que fundamenta esta sua apreciação: "O caminho que a Ministra da Educação fez está correcto."

Algumas imprecisões suas na resposta ao meu comentário anterior:
Tal como digo no post, os resultados foram lastimáveis
Desculpe, mas você não diz isso no post em lado nenhum.
modelos de avaliação da treta, em que tudo é corrido a Excelentes
Essa afirmação não é verdadeira. Onde foi buscar tal ideia?

Quanto a esta sua afirmação - Mas poderiam ter-se portado melhor e facilitado - permita-me uma resposta toda especial.
Nunca estive - graças a Deus - exposto a nenhuma situação em que alguém, abusando de algum tipo de força ou poder, me quisesse sodomizar. Mas se alguma vez vier a estar em tal situação - e peço a Deus que não me sujeite a tal coisa - tenho a certeza que não me irei "portar bem" e "facilitar".

Custa-me a acreditar que esteja a fazer apreciações tão peremptórias sem conhecimento de causa. Por isso, reitero a minha questão. Em que se baseia para produzir as seguintes afirmações:
O caminho que a Ministra da Educação fez está correcto. E ela tem razão na frase de cima.
zedeportugal a 1 de Setembro de 2009 às 01:00

Caro Vitor,

concordo especialmente com isto:

"Mas os professores não se portaram nada bem no processo."

Deixo aqui dois links onde abordei o assunto:
http://mindwakeup.blogs.sapo.pt/268929.html
http://mindwakeup.blogs.sapo.pt/116985.html

Os professores demonstraram, sem margem para dúvidas, que serão sempre um obstáculo enorme a qualquer mudança. O que aprendemos nestes quatro anos de 'reforma' na educação é que se é para não incomodar os professores, tudo ficará como está.