Depende do que se entende por Estado Social.

Uma função redistribuiva a favor dos mais pobres é uma coisa, mas parece que 50% do PIB não chegam para realizar isso.

A culpa é chamarmos Estado Social a tudo e mais alguma coisa.

"Descontar para a reforma" é uma ilusão para todas as pessoas com meios, é um serviço universal, mais um que prejudica a especialização na redistribuição aos mais desfavorecidos.

Por em causa o Estado Social pode ser por em causa ser um serviço universal que prejudica (como a realidade demonstra) o que deveria fazer - a especialização na pobreza.

Para combater o estatismo é preciso no mínimo por em causa a universalidade e sim focar na subsidariedade.
CN a 31 de Agosto de 2009 às 23:09

"É, antes, aceitar o Estado Social como uma conquista civilizacional (e é essencialmente à Esquerda que o devemos)"

Não concordo. Bismarck e mais tarde Disraeli foram os precursores do assistencialismo, com o primeiro a criar a ideia da previdência - fundo de aposentações -, e o segundo a do Estado Providência (embora num conceito diferente do actual). Nenhum dos dois estava à esquerda do seu espectro político nem foram pressionados pela esquerda nem pelos progressistas de seus países, mas sim, pelo menos em parte, pela doutrina social da(s) Igreja(s).
Nem toda a direita é liberal e nem toda acredita na "providência" da "mão invisível". E o cepticismo do conservador não pode ter a selectividade cirúrgica de não acreditar na bondade do Homem para umas coisas e acreditar para outras...

Quanto às críticas sobre o programa do PSD, estou de acordo com o Vítor Jesus. É preciso muita "imaginação" para ver naquilo o fim do "estado social".
PF a 31 de Agosto de 2009 às 23:10

Isso mesmo. E, depois, Churchill.

Muito bem!
Daniel João Santos a 31 de Agosto de 2009 às 23:33