28
Set 09
Por P.F., às 14:47 | comentar

Independentemente dos resultados dos partidos do arco parlamentar, em relação aos quais destaco o resultado muito positivo do CDS-PP em contraste com o enorme fiasco do PSD - o que vem a demonstrar que o eleitor à direita do PS está farto do discurso ambíguo, cinzentista e socialóide do "centrão" -, tenho sempre de dar uma palavra aos partidos de direita que estão fora do sistema. Apesar da precariedade de seus votos, não deixam de representar as preocupações e o pensamento de muitos portugueses, embora muitos destes, por desconhecimento ou opção em favor dos partidos do sistema, não lhes depositem os seus votos. O PND, o PNR, o PPM e, o mais recente, PPV possuem nas suas fileiras indivíduos com capacidades intelectuais e de trabalho consideráveis, embora, evidentemente, entre outros talvez menos valorosos. O voluntarismo pouco articulado e as "guerras de alecrim e manjerona" na partidarite portuguesa levam a uma dispersão de diversos indivíduos, muitas vezes com ideias bem definidas, em partidos sem meios nem representatividade suficientes para saírem da "cepa torta". Neste caso, há que dar o braço a torcer em relação ao Bloco de Esquerda, pois a partir de um aglomerado de partidos e grupos pequenos anteriormente dispersos e sem chances de progressão deu origem a um partido que tem vindo constantemente a crescer em termos de votação e ontem disputou taco a taco a terceira posição com o CDS-PP. Enquanto a direita anti-sistema não fizer isto, de pouco valerá andar pelos blogs a discutir nacionalismos, monarquia e revisão constitucional. Para mudar o sistema é preciso conhecê-lo de modo a saber aquilo que se pode e/ou deve mudar.


17
Set 09
Por P.F., às 15:29 | comentar | ver comentários (1)

Não gosto de mensagens eleitorais, contudo, em democracia que depende exlusivamente dos partidos políticos e dos respectivos resultados eleitorais, muito do destino do País é condicionado pelos mesmos.

Independentemente da poluição sonora e visual de ideias e frases bacocas, projectos incompletos e mentirosos e, em suma, de todo o oportunismo, situacionismo e devorismo próprios da partidocracia nacional, há coisas que realmente os Portugueses poderão decidir nestas eleições - por incrível que possa parecer...

 Assim:

  • Se querem finanças a  extorquirem-nos constantemente os proventos, poucos ou muitos, que temos e de modo inaceitável a intrometer-se na nossa vida privada, como por exemplo nas doações entre particulares;
  • Se querem manter a actual ineficácia  serviços de saúde e de ensino, dependentes do Estado;
  • Se querem um Estado com despesas crescentes de intervenção social em benefício de quem faz dos subsídios modos de vida;
  • Se querem que as contas públicas se afundem em TGVs e Aeroportos para consumo "ibérico" ou "iberista" (seja lá o que isto queira dizer, perguntem ao Sr. Lino, que até é ministro e tudo...);
  • Se querem manter a desautorização permanente das forças da autoridade com uma legislação permissiva e com o contínuo desinvestimento quanto às forças policiais e judiciais;
  • Se querem continuar a ver as causas fracturantes, tais como casamento entre homossexuais, eutanásia, discriminação positiva, etc. a terem lugar de destaque, enquanto outros assuntos de interesse nacional são, convenientemente, escamoteados;
  • Se querem manter e/ou expandir a actual legislação pró-aborto, isto é o assassinato subsidiado com o dinheiro de todos nós;

Pois então, votem no PS e em especial no BE, esse fenómeno comercial, perdão eleitoral, que promete ser a muleta de salvação socialista, para bem de todos nós. Não menciono o PCP pois em relação a esses ninguém vai ao engano, valha-nos isso...

No entanto, não garanto, nem eu nem ninguém, que com os outros, à direita do PS, alguns dos factores mencionados não possam continuar a ocorrer. Contudo, uma coisa é certa, com um governo PS isto irá garantidamente suceder, e com maior intensidade se for um governo PS-BE.


11
Set 09
Por P.F., às 22:32 | comentar

Um dos principais temas de discórdia entre os dois intervenientes foi precisamente este. Francisco Louçã criticou o PP por chamar ao subsídio de desemprego «subsídio à preguiça» e comparou o CDS a Salazar que, alegadamente, terá usado a mesma expressão.

 

O poder argumentativo da esquerda baseia-se nos seus fantasmas do passado. Associar o subsídio à preguiça está mal porque Salazar também assim defendia e dizia. Não faltarão cerebrozinhos "apainelados" a bradar uma presuntiva "vitória" de Louçã por causa de uma frase destas. Mas será que os Portugueses, de modo geral, ainda se agacham à suposta autoridade moral sustentada na demonização de tudo quanto diz respeito ao Estado Novo e em argumentos sem qualquer sustentação racional?


18
Ago 09
Por Jorge Assunção, às 18:50 | comentar | ver comentários (6)

A propósito das eleições europeias, José Teles, no Corta-Fitas, referia a excessiva presença de professores nas listas do PCP. Ontem, quando tive acesso à lista para as legislativas do Bloco de Esquerda, não pude deixar de relembrar-me desse post. Porquê? Vejamos:

 

O Bloco, nos 19 círculos eleitorais referentes a Portugal, apresenta professores como cabeças de lista em 6 deles (Açores; Beja; Castelo Branco; Faro; Guarda; Vila Real) e noutros 6 aparece um professor no segundo lugar da lista (Braga; Bragança; Coimbra; Leiria; Madeira; Viana do Castelo). Ou seja, em 19 círculos eleitorais, os professores conseguem, em 12 deles, ter um dos seus num dos dois primeiros lugares da lista. Nada mal! De resto, no total, em 223 canditatos efectivos, 48 são professores, cerca de 21%.

 

Posso não gostar das reformas na educação executadas por Maria de Lurdes Rodrigues, mas não deixo de reconhecer que o sentido da 'mudança' que alguns professores parecem preferir, implica que nenhuma reforma significativa na educação será feita sem o desconforto de boa parte da classe.


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