07
Set 09
Por zedeportugal, às 11:05 | comentar

Trabalhar para aquecer? Trabalhar para o pinóquio?

 

São mais 5000 que desistem.

 

Ah, e tal, os portugueses têm falta de empreendedorismo... Não é verdade.

 

Estimo que, neste momento, a economia paralela se aproxime dos 40% do PIB - apenas actividades legais, embora exercidas sem o cumprimento das obrigações fiscais e de comparticipação social.

Chego a este número de várias maneiras (mais directas ou indirectas), pelo que não deve andar muito longe da realidade.

 

Tal como diz Herberto Helder (cito de memória, perdoem-me alguma inexactidão) algures em Os Passos em Volta:

Vivemos numa Idade Média enfeitada de tecnologia.


23
Ago 09
Por zedeportugal, às 23:00 | comentar

 

A propósito deste texto de Rui A. no Portugal Contemporâneo.


Por P.F., às 00:43 | comentar | ver comentários (3)

O líder do CDS/PP, Paulo Portas, defendeu hoje a prioridade ao crescimento da economia e criação de emprego face ao combate ao défice das finanças públicas.

"Primeiro a economia, primeiro o emprego, primeiro as empresas. A velocidade de redução do défice será sobretudo a velocidade e a intensidade com que conseguimos colocar a economia portuguesa a crescer", disse, num comício em Aveiro, o líder do CDS/PP.

"Não se trata de um dilema, é uma ordenação de prioridades", frisou.

Justificou que uma economia a crescer gera receita "e essa receita ajuda a equilibrar as finanças dos país", disse.

 

Uma coisa é certa, do BE até ao PP o Estado deve ser uma agência de criação e alocação de "empregos".

"A economia a crescer gera receita"... pois gera, à custa dos impostos que as empresas "dos empregos" pagam pelos novos empregados, os quais, por sua vez, também estão onerosamente sujeitos aos ditos. Mas têm um "emprego", se calhar até do Estado, mesmo que a prazo, por sua criação ter sido artificial.

Como diria o outro do FMI, "O teu trabalhinho, filho. É o mais importante de todos."


18
Ago 09
Por Ricardo Cataluna, às 12:24 | comentar | ver comentários (5)

O i de hoje traz um interessante artigo sobre Formação Profissional. Falta o outro lado: sabia que um desempregado que frequente um curso conta, para efeitos estatísticos, como estando a trabalhar? Para quando uma investigação sobre os inúmeros cursos que não servem para nada? O que fazer com os chamados cursistas, pessoas que vivem dos cursos de formação? O que fazer com as empresas de formação que levam meses a pagar a formadores e formandos, quando pagam? Poderia colocar muitas mais perguntas.

A Formação Profisional em Portugal precisa de uma profunda reforma, que passe por mais exigência e mais critério na distribuição dos dinheiros para a formação. A Formação não pode ser mais do que uma forma de mascarar os números do desemprego. Não nos iludamos: a nomeação Vieira da Silva para dirigir a campanha do PS não é inocente.


14
Ago 09
Por Jorge Assunção, às 16:08 | comentar | ver comentários (9)

Aquela que considera que ter "uma empregada para tirar as grainhas das uvas e os caroços das cerejas" pode ser associado à escravatura. Fazendo eu parte da direita retrógrada e impopular, segundo alguns, só posso desejar que mais pessoas houvessem que estivessem dispostas a pagar para alguém lhes "tirar as grainhas das uvas e os caroços das cerejas", entre outras coisas. Talvez o número de desempregados não ultrapassasse o meio milhão. A verdade é que Carolina Patrocínio, com todos os seus defeitos, será responsável pela criação de emprego directo mais do que a maioria dos dirigentes do Bloco alguma fez foi ou será.


Por Jorge Ferreira, às 12:22 | comentar

A taxa de desemprego atingiu os 9,1% no segundo trimestre deste ano. O Instituto Nacional de Estatística revela que há 507 mil pessoas sem emprego. Trata-se, sem dúvida de seguir à risca o lema dos cartazes de José Sócrates: "Avançar portugal". O desmprego em Portugal continua a avançar. Mais um feito histórico do glorioso secretário-geral. Revejam os compêndios, actualizem as efemérides.Há mais de vinte anos que Portugal não tinha um desemprego tão alto como os 9,1% hoje divulgados pelo INE. Trata-se de um facto que não constará seguramente da história do PS, que gosta de sublinhar as crises que ajudou a resolver mas sempre omite as que criou os as que agravou, como é o caso presente.

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