08
Set 09
Por Elisabete Joaquim, às 19:08 | comentar

 

To act and produce, businessmen require knowledge, the possibility of rational calculation, not "faith" and "hope" - above all, not "faith" and "hope" concerning the umpredictable twistings within a bureaucrat's head.

 

Nathaniel Branden, in «Common Fallacies About Capitalism».

música: Sócrates no país das maravilhas

Por Elisabete Joaquim, às 13:37 | comentar | ver comentários (3)

Apesar do Ministro do Ambiente afirmar

 

isto: «Por mais intervenção que haja há sempre um risco potencial, porque um terço da costa portuguesa é arriba, mas não há nenhuma zona concessionada em situação de risco»,

 

isto: «Fora das zonas balneares há áreas assinaladas como de risco e as pessoas devem ser responsáveis»,

 

e isto: «margem de imprevisibilidade na natureza»,

 

conclui isto: 17 arribas vão ser demolidas



24
Ago 09
Por António de Almeida, às 15:23 | comentar

   -Em tempos vivi em união de facto, e pasmem-se autores do SIMplex, porque não quis assumir qualquer compromisso. Sabia à partida que não existia qualquer protecção, nem sequer direitos de assistência ou sucessórios, mas era exactamente isso que pretendi à época, naturalmente de acordo com a outra parte, ficar completamente livre para terminar a relação quando, e se assim o entendesse, sem responsabilidade por qualquer acção da outra parte, nomeadamente encargos contraídos através de prestações. Cada um ficou durante esse período responsável pelos seus actos, possuía a sua conta bancária, emprego, pagando impostos como se vivesse só. Foi um período de liberdade, que a esquerda parlamentar pretendeu limitar a outros que tenham hoje a mesma opção que eu tive na altura, felizmente o Presidente da República vetou o disparate. Mais tarde decidimos aumentar os direitos e deveres e livremente casámos, mas poderíamos ter seguido outro caminho sem ter o Estado a servir de cobertor, porque é isso que está aqui em causa, o Estado  intrometer-se onde ninguém o chamou.


Por Elisabete Joaquim, às 13:31 | comentar | ver comentários (2)

No caso da derrocada numa praia algarvia, o discurso dos media, dos políticos, e das pessoas comuns, parece de acordo numa coisa: o que aconteceu foi uma fatalidade previsível, o resultado de uma combinação de causas que podiam e deviam ter sido neutralizadas. Provavelmente uma combinação que comporta o facto de haver construções perto do local, de ter havido um sismo há poucos dias, de ter havido maré cheia, chuva, etc. Se é certo que ninguém consegue, apesar dos esforços, apontar o dedo exclusivamente a uma causa, parece consensual que a causa complexa, tão complexa que permanece indeterminada, devia ter sido antecipada e controlada por alguém.

 

Apesar do sinal a enfatizar o perigo (que pelos vistos era expectável), uma família achou seguro deitar-se por baixo da arriba. Apesar desta evidência confirmada pelo acidente, outra família foi filmada no dia seguinte a fazer praia por baixo de uma arriba semelhante. Em resposta a se tinha medo de uma derrocada, a mulher entrevistada respondeu com ar temerário e de respeito pela natureza: “Claro que tenho medo! Ai sim, sim.”, acrescentando depois, com o ar fatalista de quem não foge à superstição: “Mas as coisas não acontecem todas ao mesmo tempo, no mesmo dia ou no mesmo ano”.

 

Centrar o debate no apurar da causa da queda da arriba, e indirectamente na responsabilidade de uma autoridade pela morte de pessoas, é uma espécie de tentativa de aplicação do Princípio da Precaução gone mad, que deveria originalmente servir como guia de não-acção (levando pessoas a não se expor a situações de perigo potencial), reformulando-o de modo a aniquilar fisicamente as oportunidades de perigo, o que só uma super-entidade gestora do espaço público pode fazer, aniquilando assim a própria  necessidade do Princípio de Precaução.

 

Para além do facto de que este tipo de raciocínio é fisicamente impossível de pôr em prática (seria necessário rebentar com todos os potenciais perigos nas praias, montanhas, florestas, etc), esta reformulação permite que não se responsabilize quem fez maus juízos, expondo-se a situações de perigo, mas sim o organismo que permitiu que as pessoas se confrontassem fisicamente com situações em que a avaliação de perigo é necessária. Trocado por miúdos, é a cedência de um dos mais primitivos raciocínios de sobrevivência a um organismo colectivo abstracto – o Estado.

 

Dizer que o Estado é incompetente por ter falhado em proteger fisicamente as pessoas das suas más decisões é retirar ao indivíduo a responsabilidade de zelar pela gestão da sua própria vida. É o mesmo tipo de raciocínio que acha necessário actuar fisicamente na quantidade de sal disponível aos consumidores de pão, retirando-lhes pelo meio a própria possibilidade do exercício de decisão em vista à gestão da sua segurança/saúde/qualidade de vida. E o que não é exercitado atrofia.

 


23
Ago 09
Por P.F., às 00:43 | comentar | ver comentários (3)

O líder do CDS/PP, Paulo Portas, defendeu hoje a prioridade ao crescimento da economia e criação de emprego face ao combate ao défice das finanças públicas.

"Primeiro a economia, primeiro o emprego, primeiro as empresas. A velocidade de redução do défice será sobretudo a velocidade e a intensidade com que conseguimos colocar a economia portuguesa a crescer", disse, num comício em Aveiro, o líder do CDS/PP.

"Não se trata de um dilema, é uma ordenação de prioridades", frisou.

Justificou que uma economia a crescer gera receita "e essa receita ajuda a equilibrar as finanças dos país", disse.

 

Uma coisa é certa, do BE até ao PP o Estado deve ser uma agência de criação e alocação de "empregos".

"A economia a crescer gera receita"... pois gera, à custa dos impostos que as empresas "dos empregos" pagam pelos novos empregados, os quais, por sua vez, também estão onerosamente sujeitos aos ditos. Mas têm um "emprego", se calhar até do Estado, mesmo que a prazo, por sua criação ter sido artificial.

Como diria o outro do FMI, "O teu trabalhinho, filho. É o mais importante de todos."


03
Ago 09
Por Elisabete Joaquim, às 13:31 | comentar

Há dias, 25 intelectuais portugueses lançaram um manifesto com uma «agenda de prioridades» por estarem insatisfeitos com o actual estado político existente no país, e com o objectivo de estimular o debate político que terá lugar durante a campanha eleitoral.

 

Por «agenda» os intelectuais em causa entendem «questões prementes», não dirigidas à sociedade civil mas sim aos próprios partidos políticos, em cujas mãos assenta o «nosso presente e o nosso futuro».

 

Os problemas do manifesto são vários. As «prioridades» do manifesto começam (ponto 1.) com questões de cariz internacional – globalização, Europa, forças armadas exclusivamente internacionais –, e acabam (ponto 8.) com a necessidade de “combate às alterações climáticas”. Escusando-me comentar este idealismo missionário do qual os nossos intelectuais portugueses sempre fizeram prova (não tivesse Santo António nascido em Lisboa mas dedicado a sua vida a salvar vidas fora dela pois “ser português é ser do mundo”, mais precisamente de Pádua, Itália), existe uma atitude que sobressai de todo o manifesto: a desresponsabilização assumida da sociedade civil e da sua chamada “classe intelectual” no actual e no futuro estado político do país, e o subsequente peso esmagador do Estado que daí decorre.

 

“Apoios” à juventude, aos idosos, à educação, à cultura, à diversidade cultural (aparentemente até a diversidade precisa de muletas políticas para existir, os políticos tem de a “promover”, “estimular”, “multiplicar”: temos a sensação de ouvir falar de um moribundo alimentado a soro que precisa de constantes choques eléctricos para se manter vivo): a esfera civil como um grande laboratório no qual os políticos são exclusivos cirurgiões.

 

Ler o manifesto é quase uma viagem a Cuba: imaginamos um país em que a fronteira entre espaço público e espaço privado deixou de existir; um país no qual problemas típicos da esfera privada, familiar ou social são entregues à classe política; no qual os próprios fazedores de opinião, os “intelectuais”, renegam a via directa da acção pela crítica aos problemas e pela chamada de consciência da sociedade civil, passando a tratar indirectamente com a classe política, a quem perguntam com um tom arrepiantemente cândido ‘como vão os senhores políticos gerir a nossa vida – todos os campos da nossa vida?’

 

A «alegria para todos os homens e mulheres que habitam este País», pegando nas palavras do manifesto, não pode depender exclusivamente da classe política e da reflexão que os partidos políticos estejam dispostos a fazer sobre os males que afligem os portugueses. Um Novo Rumo para Portugal implica sobretudo uma radical mudança de paradigma quanto ao papel activo do cidadão na sociedade portuguesa. Um Novo Rumo depende dos portugueses e da sua capacidade em aceitar como contrapartida, pesada mas necessária, maior responsabilidade.


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