09
Set 09
Por Samuel de Paiva Pires, às 13:41 | comentar | ver comentários (2)

Para além do que apontam o Jorge Assunção, Adolfo Mesquita Nunes e João Miranda, note-se a consideração quanto aos factores mais problemáticos para a realização de negócios. Os primeiros dois, destacadíssimos, são precisamente a ineficiência burocrática do governo e a restritiva regulamentação laboral. Nada que já não soubéssemos, atendendo a 35 anos de governação à esquerda no que diz respeito à política económica. E depois os liberais é que são perigosos para o país...

 

(também publicado no Estado Sentido)


28
Ago 09
Por Jorge Assunção, às 13:11 | comentar | ver comentários (1)

"Dar orientação à CGD para reforçar a sua actuação no financiamento das PME exportadoras."

 

No programa eleitoral do Partido Social Democrata. E como o nome lhe fica tão bem. Tal como o António, não percebo o fascínio que tal partido pode ter para quem quer que se assuma como liberal. Que decidam votar em tal partido, ainda compreendo, mais do que isso parece-me manifestamente exagerado, especialmente num partido tão responsável como o PSD pela situação em que se encontra o país, e nada no actual programa parece pretender mudar isso.


Por zedeportugal, às 11:14 | comentar | ver comentários (3)

Se Rui A. é (como eu penso) Rui Albuquerque, que eu tenho lido muitas vezes com gosto no Insurgente, então estou mesmo muito surpreendido com este texto que publicou no Portugal Contemporâneo. Tão surpreendido que nem sei muito bem por onde começar a refutar.


Numa apreciação critica muito rápida, posso (ultra)sintetizar a minha impressão na seguinte afirmação: penso que o actual primeiro-ministro estaria completamente de acordo com aquilo que escreveu.

 

Muito sucintamente, sobre o conceito de ética:
Os liberais acham muitas vezes ser seu dever acreditar que a ética política deve ser diferente da ética pessoal. Muitos definem a ética política como ética da responsabilidade, acreditando que essa ética é uma forma mitigada do clássico princípio republicano de Maquiavel de que os fins justificam os meios.
Outro erro comum do pensamento liberal é aceitar que o político é muitas vezes obrigado a tomar decisões que envolvem meios não muito aceitáveis para alcançar objectivos de interesse ou bem público.
Nada pode ser mais falso. Os fins nunca, mas mesmo nunca, justificam os meios. Se alguém é confrontado com uma decisão contrária aos seus princípios de ética pessoal, não deve tomar essa decisão. Não existe mal menor: só existe o mal.
Mas eu digo de outra maneira, para liberal perceber: Não existe um bem maior, colectivo, que deve supostamente sobrepor-se ao bem individual: só existe o bem.

 

Sei que o que afirmo contradiz o pensamento político (intelectualmente correcto) dito do republicanismo democrático, com origem em Maquiavel e com ideais expressos por autores como Tocqueville ou Arendt.
Enquanto cristão e defensor da democracia (semi)directa, acredito que é perfeitamente possível fazer política de outro modo, que não este da conquista do poder pelo poder, da ansia de domínio de alguns homens sobre todos os outros que conduz, impreterivelmente, à servidão individual e ao conflito colectivo.

 

Nota: Comecei este texto como comentário na caixa do referido post do Rui A. no Portugal ContemporÂneo, mas à medida que fui escrevendo comecei a pensar que seria importante tornar visível a mais gente esta resposta.

 


20
Ago 09
Por Jorge Assunção, às 18:51 | comentar

A propósito da frase de Ronald Reagan aqui citada pelo Joaquim:

 


11
Ago 09
Por Cristina Ribeiro, às 01:21 | comentar | ver comentários (1)

mudança social, concluindo com a asserção de que o SPD tenderia a transformar-se num partido liberal, se quisesse cntinuar a desempenhar um papel relevante na sociedade alemã ( ... ) Foi então que pensou que não pertencia de facto àquele partido - e aí começou o seu afastamento político dos socialistas ".

Uma análise assim descomprometida, que separe o trigo do  joio, é urgente que se faça em Portugal.


10
Ago 09
Por P.F., às 17:44 | comentar | ver comentários (12)

The most fundamental difference between conservatism and libertarianism is one of ideology. Libertarianism is an ideology based upon abstract ideas and doctrines such as the free market, absolute liberty, and radical individualism. The libertarian foolishly believes that if his abstract ingredients are properly mixed within the social cauldron, an earthly utopia will bubble forth.

Conservatism, as H. Stuart Hughes declared, is the negation of ideology. Ideology is founded upon abstract ideas which possess no relation to reality, whereas conservatism is founded upon history, tradition, custom, convention, and prescription. As Russell Kirk put it, “[C]onservatism...is a state of mind, a type of character, a way of looking at civil social order. The attitude we call conservatism is sustained by a body of sentiments, rather than by a system of ideological dogmata.” The conservative puts his faith in the wisdom of his ancestors and the virtue of experience, rather than the abstract jargon of “sophisters, calculators, and economists.” He knows that there are no simple political formulas to solve all the world’s troubles.

Next, conservatives and libertarians disagree over what binds civil society. Libertarians view civil society as something artificial — a dissoluble agreement made to furnish individual self-interest. In their repugnant view, society is a “partnership in things subservient only to the gross animal existence of a temporary and perishable nature.” Society is merely a machine with interchangeable and separable parts, says the libertarian.

In contrast, the conservative declares that society is not a paltry economic agreement or a mechanical device, it is a spiritual and organic entity. The conservative, imbued with the spirit of Burke, sees society as a partnership between the living, the dead, and those yet to be born – a community of souls. Each social contract in each particular state “is but a clause in the great primeval contract of eternal society, linking the lower and higher natures...”

 

Independentemente da diferença das origens ideológicas e posicionamentos face a aspectos económicos e sociais, o que deve estar em causa quando se conjectura sobre um "Novo Rumo" para um país é a realidade desse mesmo país. Isto no sentido de identificar os problemas principais que o afectam: a máquina socialista que tomou conta do Estado e da economia portuguesas com respectiva teia de influências e de vícios. Neste sentido, faz sentido uma convergência entre liberais (ou libertários) e conservadores uma vez que há um adversário comum. Não é um modo de se ultrapassarem diferenças, pois essas existem e sempre existirão, mas sim virar-se uma página da história económica de Portugal que cisma em manter-se pois o sistema político eleitoral e as mentalidades estão acrioladas pelos princípios de Abril.


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